Falso Nove, banda lisboeta, surge da vontade de Mateus Carvalho (voz e saxofone), Afonso Lima (voz e guitarra), Francisco Leite (teclados e piano), José Amoreira (baixo) e Francisco Marcelino (bateria) em, desde o jazz à música tradicional portuguesa, carregar um corpo coerente de (indie) rock alternativo de forte dimensão lírica.
Em 2023, lançam o álbum de estreia Horta da Luz, onde procuram recriar o ciclo dos dias e da vida em torno do tema central da procura de luz/esperança. Com este trabalho, a banda arrecadou as distinções de Melhor Projeto Musical do Festival Emergente e do Festival NOVA Música. Fazem ainda parte da coletânea Fnac Novos Talentos e da bolsa OuTonalidades.
Com o seu segundo longa-duração, Não Sonho Quase Nada – a editar em 2026 e produzido por Pedro Joaquim Borges – Falso Nove reúne canções assumidamente tristes, que pretendem retratar as dúvidas, inseguranças e fragilidades de uma existência contemporânea vivida num contexto de incerteza emocional e precariedade.
Acabam de lançar o primeiro single deste segundo disco que virá, “Blusa” disponível em todas as plataformas digitais.
Os 5 membros do coletivo escolheram cada um, 2 dos seus discos mais importantes e explicam porquê.
1. Fleet Foxes
Shore (2020)
escolha de Marcelino
É um álbum que musicalmente me traz muito conforto, deixa-me num espaço muito seguro.
2. Phil Collins
Hello, I must be going! (1982)
escolha de Marcelino
É uma das bandas sonoras da minha infância, tive uma infância muito feliz e este álbum transporta-me para lá. Em especial a voz, cuja sonoridade eu adoro.
3. Queen
A Day At The Races (1976)
escolha de Zamo
Vi um espetáculo de tributo aos Queen quando era muito novo e a partir daí comecei a ouvir imenso a banda. Este foi um dos álbuns que comecei a ouvir compulsivamente e o primeiro álbum no qual fiquei completamente “vidrado”.
4. Weather Report
Heavy Weather (1977)
escolha de Zamo
Foi a minha introdução à música instrumental e em particular ao papel fundamental que o baixo pode ter em qualquer grupo musical. Este álbum foi o primeiro em que procurei ouvir ativamente o baixo e perceber o que trazia à música.
5. José Afonso
Cantigas do Maio (1971)
escolha de Mateus
É de longe o álbum mais marcante da minha vida. Pela beleza das canções e simplicidade dos arranjos, no qual o Zeca era mestre. E por ter sido dos primeiros exemplos que tive, certamente o mais marcante, da utilização política da canção ou, de forma mais geral, de escrever canções com uma mensagem e honestidade muito claras.
6. Linda Martini
Casa Ocupada (2010)
escolha de Mateus
Um dos discos da minha adolescência, tenho alguma dificuldade em escrever uma razão ou justificação, mas emocionalmente está marcado no meu percurso enquanto ouvinte de música e é um disco do qual nunca me cansei. Muito à semelhança do Zeca, mas com as devidas diferenças, também me atrai muito a honestidade, simplicidade e força das canções.
7. Coldplay
Parachutes (2000)
escolha de Afonso
Foi o primeiro disco que me introduziu à música, e tornou-se um porto seguro para mim ao longo dos anos, também em relação ao que a banda foi produzindo ao longo dos anos. Gosto sempre de “voltar” a este álbum.
8. Queens of the Stone Age
...Like Clockwork (2013)
escolha de Afonso
Desde que acompanho música de forma mais madura, é dos discos que mais me marcou e que se manteve como dos meus favoritos ao longo dos anos. É magistral do ponto de vista técnico e da mensagem.
9. Keith Jarrett
The Melody at Night, with You (1999)
escolha de Leite
É um álbum altamente expressivo com uma crueza bonita e singular.
10. Radiohead
OK Computer (1997)
escolha de Leite
A minha irmã mais velha ouvia muito este álbum quando éramos mais novos, uma altura reconfortante da minha vida, e este álbum é uma ponte fixe para essa altura.
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