Os First Breath After Coma ocupam há muito um lugar singular na música portuguesa contemporânea. Nascidos em Leiria, construíram um percurso marcado pela ambição estética, pelo cuidado na escrita e por uma recusa constante em se repetir. Entre o post-rock, a canção, a electrónica e uma dimensão cinematográfica cada vez mais assumida, foram criando discos que pedem escuta atenta e tempo.
Ao longo dos anos, os First Breath After Coma afirmaram-se como uma banda de discos inteiros, mais do que de canções isoladas. Cada trabalho é pensado como um corpo coeso, onde arranjos, texturas e silêncios têm tanto peso como as melodias. Essa maturidade artística levou-os, no ano que acabou de acabar (2025), a um dos momentos mais marcantes do seu percurso: a colaboração com Salvador Sobral num álbum que rapidamente se impôs como um dos mais elogiados e relevantes do ano no panorama nacional. A Residência foi pensada para alguns espectáculos ao vivo mas depressa se percebeu que tinha de gerar um álbum.
Esse encontro revelou o melhor de ambos os mundos: a sensibilidade interpretativa e emocional de Salvador Sobral aliada à identidade sonora profunda e expansiva dos First Breath After Coma. O resultado é um disco onde a canção respira, cresce e se transforma, confirmando a banda como um dos projetos mais consistentes, ousados e artísticamente seguros da música portuguesa actual. Um percurso feito de risco, elegância e verdade — qualidades que também ajudam a compreender os 10 discos que mais os marcaram e que os First Breath After Coma partilham no Mente Cultural.
1. The Allstar Project
Into the Ivory Tower (2011)
Nossos conterrâneos e amigos do peito, dão dos concertos com mais aço a que já assistimos. Supostamente
estão num hiatus, mas queremos acreditar que a qualquer momento voltam à carga.
2. Sigur Rós
Takk... (2005)
Faltam-nos palavras para descrever o quanto gostamos dos Sigur Rós. Já passámos muitas horas em estúdio a babar em discos deles.
3. Radiohead
In Rainbows (2007)
Um dos melhores álbuns de sempre. Incontestável, não?
4. Sufjan Stevens
Carrie & Lowell (2015)
Em tour pela Europa, nas viagens infindáveis entre concertos e depois de noites difíceis, este álbum a rolar nos headhones já foi o embalo de muitos de nós.
5. Bon Iver
22, A Million (2016)
Outro álbum que andou a rolar muito por cá, sempre admirados pela capacidade que ele tem de se reinventar, mantendo a sua essência.
6. Nils Frahm
All Melody (2018)
Um génio das melodias, acompanha-nos desde o início. Às vezes podemos esquecê-lo por uns tempos, mas nunca sai de vista.
7. M83
Hurry Up, We’re Dreaming (2011)
Marcou-nos por um período de tempo mais curto que alguns dos outros discos nesta lista, mas há algo neste disco que chega a ser transcendente.
8. Patrick Watson
Wooden Arms (2009)
Toda a discografia dele é lindíssima, é só escolher um. Uma sensibilidade e delicadeza a escrever canções que poucos têm.
9. Adult Jazz
Gist Is (2014)
A forma como abordam a escrita dos discos é fresca e inspiradora, ensinou-nos muito.
10. Efterklang
Piramida (2012)
Descobrimos os Efterklang num concerto em Lisboa há muito anos e foi amor à primeira vista. Somos muito fãs deles e entretanto já tivemos o prazer de tocar com o Casper (vocalista), que se mudou para Portugal.
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