V.A., Help 2 (War Child Records)
Help 2 acaba de ser editado pela War Child Records, revivendo o espírito solidário da icónica compilação original de 1995. O álbum reúne uma seleção de luxo unidos pelo objetivo de angariar fundos para apoiar crianças em zonas de conflito. Mais importante que nunca. Esta edição segue o mesmo propósito humanitário e oferece uma curadoria eclética que espelha o panorama musical atual com Arctic Monkeys, Damon Albarn, Pulp, Beck, King Krule, Arlo Parks, English Teacher e tantos mais.
Unsafe Space Garden, O Melhor e o Pior da Música Biológica
Os Unsafe Space Garden lançaram O Melhor e o Pior da Música Biológica a meio da semana. Este disco explora a criatividade caótica e inventiva que tem caracterizado o percurso do grupo e é um guia terapêutico para elevar o espírito, o que nos dias que correm é essencial. Já ouvimos, mais do que uma vez, e a crítica está aqui.
Gnarls Barkley, Atlanta (10k Projects/Atlantic Records)
A dupla Gnarls Barkley, composta por CeeLo Green e Danger Mouse, regressa 18 anos depois do seu último disco para se despedirem. Atlanta é um lançamento surpreendente e vem explorar o soul psicadélico com a produção meticulosa que evoca as raízes criativas do projeto. O disco apresenta uma energia renovada que soa a fresco e a necessário.
Squeeze, Trixies (BMG)
Os Squeeze trazem-nos Trixies, uma “arqueologia” musical fascinante que remonta a 1974. Este ciclo de canções, que gira em torno de uma discoteca londrina fictícia dos anos 60, foi concebido por Chris Difford e Glenn Tilbrook antes mesmo de assinarem o primeiro contrato discográfico, acabando por ser arquivado com a ascensão do punk. A redescoberta de demos antigas e cadernos de notas permitiu agora a concretização deste projeto, revelando um álbum influenciado pela grandiosidade conceptual de nomes como The Kinks, David Bowie ou Elton John. Quiçá se não é mesmo o melhor álbum deles.
Bonnie ‘Prince’ Billy, We Are Together Again (No Quarter)
Bonnie ‘Prince’ Billy editou We Are Together Again, um trabalho que desafia a simplicidade aparente das suas canções. Embora Will Oldham continue a ser o centro emocional, com a sua voz característica e lírica poética, o álbum acaba por ganhar vida através da colaboração de amigos e vizinhos da área de Louisville. O resultado é uma obra refinada, onde a base acústica é enriquecida por toques de saxofone, cordas, flauta e coros comunitários.
Morrissey, Make-Up Is A Lie (Sire/Warner)
Morrissey regressa com Make-Up Is A Lie, o seu 14.º álbum de estúdio e o primeiro em mais de cinco anos. Gravado no sul de França com o produtor Joe Chiccarelli, o disco conta com a colaboração de um elenco familiar de músicos e inclui uma versão do tema “Amazona”, dos Roxy Music.
Harry Styles, Kiss All the Time. Disco, Occasionally. (Columbia)
Harry Styles também tem disco novo que se chama Kiss All the Time. Disco, Occasionally. É um trabalho que reflete a sua evolução pessoal e criativa após dois anos de pausa e é inspirado por vivências noturnas em Berlim e Itália. Styles volta a colaborar com o produtor Kid Harpoon e juntos trazem um disco que funde synth-pop, soft-rock e movimentos de dança para explorar temas como a fama, a vulnerabilidade e o desejo de comunidade.
GUM, Blue Gum Way (p(doom) records)
Jay Watson regressa com Blue Gum Way, o seu sétimo álbum sob a égide GUM. Afastando-se da imprevisibilidade experimental de trabalhos anteriores, Watson entrega aqui a sua obra mais coesa e cinematográfica até à data. O disco mergulha num ambiente que faz lembrar, por vezes, a atmosfera moody dos Radiohead ao criar um espaço imersivo e emocionalmente rico.
Odd Marshall, Seconds (independente)
Odd Marshall regressa com Seconds, o seu segundo álbum, sucessor do bem-sucedido Sand & Glue de 2024. Gravado nos estúdios Fireside em Joshua Tree, o disco parece capturar a própria essência do deserto ao misturar a crueza do country fora-da-lei com a força do rock clássico. Com oito faixas, o trabalho é honesto, apaixonado e enérgico.
Takaat, Is Noise, Vol. 3 EP (Purplish Records)
Takaat completa a sua série de EPs com Is Noise, Vol. 3, marcando uma transformação sonora significativa em relação ao Vol. 1. O trio, formado por Ahmoudou Madassane, Souleymane Ibrahim e Mikey Coltun (veteranos da banda Mdou Moctar) afasta-se do blues-rock Tuareg inicial para explorar um universo denso, hipnótico e experimental. É uma abordagem visceral do DIY (faça você mesmo) que consolida o projeto como um verdadeiro laboratório sonoro.
Marlon Magnée, Dark Star (Disque Pointu)
Marlon Magnée é uma figura central do panorama musical francês contemporâneo, sendo amplamente reconhecido como o vocalista e principal mentor da banda de culto La Femme. Magnée foi o arquiteto da sonoridade psychedelic-pop e new wave moderna que tornou o grupo numa referência global e agora apresenta-se a solo com Dark Star, um disco que exarceba a energia coletiva de banda a que nos habituou. É um trabalho mais introspectivo mas eletrónico e imparável.
Surfbort, Reality Star (TODO Records)
Os Surfbort regressam com Reality Star, um álbum que encarna a filosofia anarquista em que a alegria e a dança são atos de resistência política neste mundo em crise. O disco evolui em direção a uma exploração visceral do mal-estar moderno, da alienação e da pressão de viver num cenário capitalista opressor.
Status / Non-Status, Big Changes (You’ve Changed Records)
Os Status / Non-Status lançam Big Changes, um disco que sintetiza o indie alt-rock ambicioso da banda com uma carga emocional bastante profunda. O disco fala sobre temas como a identidade indígena, o racismo e a interdependência e é um exercício de contrastes. Este é o sétimo disco da banda canadiana que se chamava WHOOP-Szo inicialmente.
Black Lung, Forever Beyond (Magnetic Eye Records)
O trio de Baltimore, Black Lung, regressa com Forever Beyond, o seu quinto álbum, assentando numa experiência que funde Stoner Doom, Rock Psicadélico e elementos alternativos numa viagem transcendental e profundamente política. Doze anos após a sua estreia, a banda entrega uma obra que responde às imprevisibilidades dos tempos atuais com uma instrumentação rica e complexa. Forever Beyond é um exercício de revolta artística e maturidade sonora.
waterbaby, Memory Be A Blade (Sub Pop)
A misteriosa cantora e compositora de Estocolmo, conhecida pelo nome artístico waterbaby, estreia-se com Memory Be A Blade, um álbum fascinante que disseca a confusão e a autodescoberta inerentes ao fim de uma relação romântica. waterbaby constrói um estudo de personagem complexo que, de certa maneira, evoca a beleza de Sufjan Stevens. Uma das surpresas do ano que a mostra a dominar a arte de transformar o luto emocional numa tapeçaria sonora melancólica e libertadora.
Pupillo, Pupillo (Amor In Sound)
O aclamado baterista e produtor brasileiro Pupillo, ex-Nação Zumbi, estreia-se finalmente a solo com o álbum homónimo Pupillo. Com a produção musical de Mario Caldato Jr., este disco marca a transição de Pupillo de colaborador e baterista de elite (vencedor de quatro Grammys Latinos) para um compositor inventivo que revisita três décadas de carreira, fundindo ritmos tradicionais nordestinos como o forró e o som do pífano com jazz, hip-hop e texturas cinematográficas. A obra conta com um elenco de luxo que cruza fronteiras geográficas, incluindo Céu, Rodrigo Amarante, Carminho e Amaro Freitas.











