18 álbuns para ouvir esta semana

Francisco Pereira

Week #08/2026 - Descobre os destaques musicais da semana com excelentes ofertas nacionais e internacionais.

Gorillaz, The Mountain (KONG)

Os Gorillaz lançam hoje The Mountain, um álbum que marca o regresso à mística dos Kong Studios. Este trabalho sucede ao ciclo de Cracker Island, de 2023, e apresenta uma sonoridade mais experimental e psicadélica, contando, como habitualmente, com uma lista eclética de colaboradores, incluindo Dennis Hopper (sim, o ator) e com a produção imersiva característica de Damon Albarn.


Paul McCartney, Man on the Run (Capitol)

Man on the Run (Music from the Motion Picture Soundtrack), é o álbum que acompanha o novo documentário sobre Paul McCartney e os Wings. O disco compila doze temas fundamentais da carreira de McCartney na década de 1970, desde a era McCartney até aos Wings. A seleção inclui clássicos incontornáveis como Band on the Run e Coming Up, mas também traz raridades há muito esperadas, como a versão Rough Mix de Arrow Through Me, uma demo de Silly Love Songs e o tema Gotta Sing, Gotta Dance.


Bruno Mars, The Romantic (Atlantic Records)

Bruno Mars apresenta The Romantic, o seu novo álbum de estúdio que explora o seu lado mais melódico e emocional. O disco marca um regresso às baladas épicas, com influências claras de R&B dos anos 90 e arranjos orquestrais sofisticados assim como influências mariachi. Este trabalho destaca-se pela produção polida e pela entrega vocal intensa, centrando-se em temas de paixão e conexão humana.


Bill Callahan, My Days Of 58 (Drag City)

O My Days of 58, o novo álbum de Bill Callahan, chega hoje através da Drag City. O músico mantém a sua narrativa introspectiva, desta vez focando-se em memórias e na passagem do tempo, com um estilo mais minimalista mas inspirado na energia das atuações ao vivo. É o primeiro trabalho desde 2022.


Mitski, Nothing’s About to Happen to Me (Dead Oceans)

Mitski regressa hoje com Nothing’s About to Happen to Me, o seu mais recente álbum editado pela Dead Oceans. Este trabalho chega 3 anos depois de The Land Is Inhospitable and So Are We e marca uma evolução na sua sonoridade, ao explor texturas mais acústicas e arranjos minimalistas, que destacam a fragilidade e a força da sua voz. O disco foca-se em temas como o isolamento, a busca por identidade e a aceitação das incertezas.


Celso, Indiecorno

Os Celso apresentam o sucessor de Não Se Brinca Com Coisas Sérias, um trabalho forte que mistura eletrónica, folk, indie e pós-punk num tom que não pede licença a ninguém. Indiecorno fala-nos da transição da vida caótica da pós-adolescência e pré-adultice para a vida de adulto. Este é um trabalho que vê também a banda a assumir a 100% a escrita e a grande maior parte da produção o que torna o disco ainda mais pessoal e intenso.


Gabriel Gomes, Uma História Assim

O acordeonista Gabriel Gomes lança hoje Uma História Assim, um novo trabalho que explora as raízes da música tradicional portuguesa fundidas com uma sonoridade contemporânea. Depois de anos ligado a outros projetos como Madredeus, Sétima Legião ou Fandango, Gomes lança finalmente a sua estreia a solo. O álbum reflete uma trajetória de dedicação ao instrumento, revelando composições originais que equilibram a melancolia e a celebração.


A Sul, Quer Quer Quer (Cuca Monga)

Chegou também QUER QUER QUER, o disco de estreia de A SUL, projeto musical de Cláudia Sul. Editado pela Cuca Monga, o álbum é um exercício de aceitação e celebração da vida, explorando temas como o fim e a memória como matéria fértil, contando com arranjos de guitarra clássica de Marta Fonseca. Foi gravado entre os estúdios da Cuca Monga e Vale de Lobos, com mistura de Gonçalo Bicudo e Cláudia Sul e masterização de Diego Salema Reis.


Lala Lala, Heaven 2 (Sub Pop)

Lala Lala, projeto de Lillie Amadea West, regressam hoje com Heaven 2, o seu novo álbum editado pela Sub Pop. Este disco expande a sonoridade indie dela, trazendo arranjos mais complexos e uma produção que alterna entre a introspeção e explosões de energia. A temática do álbum explora a busca por conforto e significado num mundo incerto.


Crooked Fingers, Swet Deth (Merge Records)

Os Crooked Fingers, projeto liderado por Eric Bachmann, lançam o seu novo disco, Swet Deth, editado pela Merge Records. Este trabalho, o primeiro em 15 anos, reafirma a mestria de Bachmann na composição de temas folk-rock com um toque sombrio e introspectivo. As canções são sobre os vários prismas de morte e a vida que se segue após o fim de algo.


Buck Meek, The Mirror (4AD)

Buck Meek, conhecido pelo seu trabalho com os Big Thief, lança hoje The Mirror, o seu novo álbum pela editora 4AD. Este disco é uma exploração profunda do seu estilo indie-folk, com arranjos que equilibram a simplicidade acústica com momentos de maior densidade instrumental. Os temas navegam entre a introspeção, memória e a complexidade das relações humanas.


Iron & Wine, Hen’s Teeth (Sup Pop)

Espécie de irmão do aclamado e indicado ao Grammy, Light Verse, de 2024, Hen’s Teeth começou a ganhar forma em várias sessões nos últimos anos nos arredores de Los Angeles, com Dave Way (Fiona Apple, Jakob Dylan, Sheryl Crow) no comando. O álbum conta com muitos nomes familiares do universo Iron & Wine que emprestam os seus talentos a uma coleção de canções que, embora complementares por natureza, têm um toque distinto.


Cootie Catcher, Something We All Got ( Carpark Records)

Os Cootie Catcher lançam hoje Something We All Got pela Carpark Records. Este álbum marca uma nova fase para o grupo formado na altura da pandemia, e explora uma sonoridade que funde o indie-rock com sons mais experimentais e atmosféricos. O disco foca-se em temas como a memória coletiva e as pequenas incertezas do quotidiano. É o segundo disco da banda depois da estreia com Shy At First, do ano passado.


Nothing, A Short History Of Decay (Run For Cover)

Os Nothing lançam hoje a short history of decay, um disco que explora a vertente mais densa e atmosférica da banda, reafirmando o seu lugar no shoegaze contemporâneo. É o primeiro trabalho da banda na editora Run For Cover e sucede a The Great Dismal de 2020. É um registo gutural que equilibra a crueza instrumental com momentos de profunda melancolia.


Shelf Lives, hypernormal (Alffo Records)

hypernormaL é o álbum de estreia da dupla electro-punk Shelf Lives. O duo explora uma sonoridade eletrónica crua e enérgica, marcada por sintetizadores distorcidos e uma atitude punk, que desafia as convenções do género e mostram-no com muita convição. É uma obra direta, caótica e refrescante, que afirma a identidade provocadora da banda.


And Also The Trees, The Devil’s Door

Os And Also The Trees lançam The Devil’s Door, um trabalho que sucede a The Bone Alphabet, editado em 2022, e que mantém a exploração característica da banda no pós-punk e no rock gótico. A música captura um ambiente sombrio e atmosférico, marca da estética de longa data do grupo. É uma obra que soa simultaneamente intemporal e profundamente ligada à sonoridade distintiva que os define.


Dog Chocolate, So Inspired, So Done In (Upset the Rhythm)

Os Dog Chocolate regressam hoje com So Inspired, So Done In, o sucessor do álbum Moody Balloon Baby, de 2018. O novo projeto reflete uma fase de grandes mudanças na vida dos elementos da banda, como a mudança de cidade, a paternidade e lutos pessoais, que alteraram o ritmo criativo do grupo. O álbum explora temas invulgares e ecléticos, desde conversas banais e o conceito rogeriano de “Actualising Tendency” até à relação entre humanos e plantas ou a cura de fungos nas unhas dos pés. Inspirador.


Station Model Violence, Station Model Violence

Os Station Model Violence editam hoje o seu álbum homónimo, Station Model Violence, um projeto que marca o regresso criativo de DX após a sua mudança para Sydney em 2022 e nasceu da necessidade de superar a estagnação pós-confinamento e absorvendo material inédito do seu grupo anterior, KX Aminal.