18 álbuns para ouvir esta semana

Week #43/2026 – Terminamos o mês de outubro com mais 18 novos discos fresquinhos e que estão prontos para tomar de assalto os nossos 'players'.

Queens of the Stone Age – Perfecth (Matador Records)

O novo álbum de estúdio dos Queens Of The Stone Age, Perfecth, inspira-se na arte japonesa do kintsugi para transformar a vulnerabilidade e as fraturas emocionais numa obra de rock bem sedutora. Gravado entre Nova Orleães e Los Angeles por Joshua Homme, Troy Van Leeuwen, Michael Shuman, Dean Fertita e Jon Theodore, o registo junta nove faixas que exploram o amor, o desejo e a superação.

Cassete Pirata – A Sombra

A celebrar uma década de percurso, os Cassete Pirata regressam com A SOMBRA, o seu quarto álbum de estúdio. Antecipado por temas como “Viola no Saco” e “Abismo”, o registo reflete sobre a exaustão da vida moderna, a polarização social e o impacto das redes sociais na empatia coletiva. Mantendo a identidade energética do pop rock nacional, a banda assina uma obra lúcida sobre as contradições do nosso tempo.

Editors – Surface, Echo & Sound (Play It Again Sam)

Vinte anos após a estreia com The Back Room, os Editors regressam com Surface, Echo & Sound, um trabalho que recupera um pouco daquele dinamismo post-punk, combinando com um cheiro dos anos 80. A banda aborda a vulnerabilidade, a ansiedade e o conforto das relações humanas conduzido pelo vocalista Tom Smith.

Radio Free Alice – What’s In Between (Atlantic)

O grupo australiano Radio Free Alice estreia-se nos longa-durações com What’s In Between, editado pela Atlantic Records. O quarteto de Melbourne contrasta melodias luminosas com narrativas cruas sobre solidão e desilusões relacionais. A banda assina uma estreia vibrante e que já vinha sendo aguardada há bastante tempo.

Dominic Fike – How To Quit Smoking (Columbia)

O artista norte-americano Dominic Fike apresenta o seu novo trabalho de estúdio, How To Quit Smoking, um projeto moldado e lançado progressivamente durante a sua recente digressão. Descrito como o seu disco mais polido e profissional até à data, o álbum reflete uma fase de amadurecimento impulsionada pela paternidade.

PISS – You Made Me / Skin On Linen

O quarteto canadiano PISS estreia-se nos longa-durações com You Made Me / Skin On Linen, uma obra crua e multidisciplinar que mistura punk, poesia, sound collage e arte performativa. O grupo de Vancouver explora o impacto da violência estrutural e íntima na formação da identidade e utiliza a criação artística como metáfora para as marcas do trauma na psique humana.

DIIV – ZIRP!

Numa inesperada aliança com o produtor A. G. Cook (figura de proa da PC Music), os DIIV regressam com ZIRP!, um disco que cruza as fundações shoegaze e de rock alternativo da banda com uma estética pouco explorada pelos mesmos, e que é o hiperpop. Inspirado tanto pelo ecossistema financeiro (o termo económico Zero Interest Rate Policy) como pela vontade de desconstruir moldes tradicionais, o quinto álbum de estúdio do grupo liderado por Zachary Cole Smith redefine os limites criativos do coletivo norte-americano.

Capitão Fausto – Casa Pequena BSO (Cuca Monga)

Os Capitão Fausto regressam com Casa Pequena, um ambicioso registo duplo composto por vinte e quatro temas originais criados para a banda sonora da nova longa-metragem homónima de Ricardo Oliveira. Concebido no período temporal que gerou o anterior Subida Infinita, o álbum assume-se como um exercício camaleónico e libertador, afastando-se das estruturas pop convencionais para servir a estética e a narrativa cinematográfica.

Clinic – Wild In The Streets (Domino)

O décimo álbum do duo britânico Clinic, Wild In The Streets, surge como uma crónica urbana afiada que capta o pulso da atualidade através de um estilo inconfundível. Ade Blackburn e Jonathan Hartley mantêm a química que os carateriza há três décadas e conduzem o álbum entre trocadilhos surreais, humor ácido e uma reinvenção eletrizante.

Eliza Edens – Death Drive

Ao enfrentar a perda de uma mãe com demência e a simultânea descoberta da sua identidade queer, a cantautora nova-iorquina Eliza Edens transforma o luto e o desejo no seu novo disco Death Drive. O álbum, inspirado no conceito freudiano da pulsão de morte e da procura pelo alívio de tensões, é uma obra corajosa e confiante.

Hudson Freeman – Doom Country

O músico nova-iorquino Hudson Freeman apresenta Doom Country, uma viagem envolvente que combina a narrativa de Andy Shauf, a amplitude de Arcade Fire e a força crua dos Wednesday. O cantautor explora temas como o amor, a religião e o sentido da existência no mundo contemporâneo e marca o ponto mais alto da sua evolução artística e da sua busca filosófica.

Los Plantronics – ¡Maximum Mexican R’n’B!

Se alguma vez se perguntaram (quem nunca?) como é que seria um disco de uma banda norueguesa a tocar música mexicana, mariachi rock style, chegou a vossa resposta. Os Los Plantronics apresentam ¡Maximum Mexican R’n’B!, um álbum concetual concebido como uma viagem de carro pela estrada do surf rock na década de 1960, atravessando o México da Baja California a Yucatán. O grupo leva a energia do garage rock com surf music, ritmo Tex-Mex, as tais influências de mariachi e R’n’B de trás para a frente. Estranhamente incrível.

The Big Moon – Forever (Fiction Records)

O quarto álbum de originais das The Big Moon, Forever, aparece após um período de grandes desafios pessoais para a vocalista Juliette Jackson, marcada por uma cirurgia à perda auditiva. Em vez de se render ao pessimismo, Jackson compôs as canções a pensar num futuro feliz e recuperado, transformando a adversidade num exercício de esperança.

Skinshape – Chapman’s Pool (Lewis Recordings)

Nome artístico do multi-instrumentalista britânico William Dorey, Skinshape regressa com Chapman’s Pool, um disco inspirado na baía da costa jurássica de Dorset onde o autor cresceu. Gravado no seu estúdio no norte de Londres, o registo cruza influências que vão desde Ennio Morricone aos Beatles, passando pelo funk retro, trip-hop, jazz etíope e paisagens de spaghetti western.

Ex:Re – Save As (4AD)

O segundo álbum de originais do projeto Ex:Re, encabeçado por Elena Tonra (vocalista das Daughter), marca um regresso hipnótico e intimista. Em Save As, a artista britânica utiliza a metáfora do rascunho digital em constante mutação para explorar a fragilidade da memória, a solidão e a consciência fragmentada.

Pedro do Vale – redon

Pedro do Vale estreia-se nos longa-durações com redon (acrónimo para «restos d’ontem»), um registo intimista que funciona como um arquivo pessoal de memórias, perdas e evolução. O artista molda a dor e as cicatrizes numa narrativa marcada por uma inesperada leveza e aceitação, entre o luto, as palavras por dizer e o ruído do quotidiano.

RIP Magic – 1, 2, 3 (section1)

O quarteto londrino RIP Magic estreia-se com 1, 2, 3, um disco camaleónico que dispensa a guitarrada habitual para se construir numa sonoridade híbrida a partir de sintetizadores, eletrónica, hip-hop e dub. Inspirado pela grandiosidade e pelo espetáculo da cultura norte-americana, o álbum transita velozmente entre paisagens carnavalescas e paisagens urbanas caóticas.

Fujiya & Miyagi – New Shiny Object (Impossible Objects Of Desire)

O décimo álbum de estúdio dos britânicos Fujiya & Miyagi, New Shiny Object, canaliza a essência minimalista e rítmica do krautrock, do post-punk e do synth-pop numa necessidade sónica para fazer dançar. Longe de excessos melodramáticos, a banda de Brighton apresenta uma obra elegante e também contagiante, celebrando o prazer puro da groove eletrónica.

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