Mário Laginha, Retorno (ONC Produções Culturais)
O pianista e compositor Mário Laginha, uma das figuras mais influentes do jazz contemporâneo português, lança Retorno, um álbum de estúdio que representa uma reflexão madura sobre o percurso, a memória e os muitos “retornos” (pessoais e artísticos) que marcaram a sua carreira. Retorno reúne composições originais explorando interacções subtis entre improvisação e estrutura, e conta com colaboradores veteranos do jazz português que acompanham o seu lirismo e sensibilidade harmónica.
J. Cole, The Fall-Off (Dreamville)
De regresso está também o rapper norte-americano J. Cole que apresenta The Fall-Off, o seu sétimo álbum de originais, uma obra de 24 temas divididos em dois, num álbum-duplo. “Disc 29” e “Disc 39” traçam um olhar retrospectivo e profundamente pessoal sobre a sua vida e evolução artística, desde o regresso à sua cidade natal aos 29 anos até à sua perspectiva atual aos 39, como marido, pai e duas vezes vencedor de um Grammy.
Mandy, Indiana, URGH (Sacred Bones)
Diretamente de França, mais concretamente de Lille, os Mandy, Indiana regressam com URGH, o seu quarto álbum de estúdio, que é o sucessor de Not Psychedelic (2022). O disco foi gravado entre Bruxelas e Lisboa com o produtor Antoine Gaillet e captura a energia caótica, visceral e desafiadora que carimba o som do grupo. Os Mandy, Indiana reafirmam-se numa estética aventureira e confrontacional, onde a dissonância e a fricção sonora funcionam como expressão de tensões contemporâneas.
Silversun Pickups, Tenterhooks (New Machine)
Os experientes Silversun Pickups, formados no ano 2000, lançam Tenterhooks, o seu sétimo trabalho de longa-duração, que sucede a Physical Thrills (2022) e mantem a colaboração com o produtor Butch Vig pela terceira vez. Neste disco de dez faixas, a banda explora a combinação de guitarras intensas, à sua imagem e de Vig, e refletem a apreensão e urgência do momento presente. Mas é um trabalho que parece confirmar a trajetória descendente da banda.
Charlotte Day Wilson, Patchwork (Stone Woman Music)
Charlotte Day Wilson, cantora, compositora, produtora e multi-instrumentista canadiana, lança Patchwork, um projecto de apenas sete faixas e que sucede aos seus álbuns anteriores Alpha (2021) e Cyan Blue (2024). Reúne temas inicialmente concebidos como demos que revelam uma abordagem mais crua e vulnerável ao R&B contemporâneo e ao jazz inflectido. Neste projecto, Wilson abraça a imperfeição e a autenticidade e descreve Patchwork como “uma colecção não-linear de momentos”
Ratboys, Singin’ to An Empty Chair (New West)
Os Ratboys editam Singin’ to an Empty Chair, o seu sexto álbum de estúdio e primeiro no novo selo (New West), sucedendo a The Window (2023). Gravado em vários espaços e com produção de Chris Walla (Death Cab for Cutie), o disco de 11 faixas combina indie rock, power-pop e alt-country com letras profundamente pessoais que exploram temas como conexão, afastamento e tentativa de reconciliar relações difíceis. Esta inspiração vem de experiências como o uso da técnica terapêutica da “cadeira vazia” que Steiner aplicou para processar uma relação estranha, por exemplo.











