Os Soma Please são um projecto musical novo e internacional, formado pelo produtor português Nuno Almeida e pelo britânico Rob Williamson — uma dupla luso-britânica que se conheceu em Manchester e desenvolveu a sua colaboração entre Inglaterra e Portugal, alternando sessões de estúdio presenciais com longas videochamadas de trabalho.
A estreia oficial do projecto aconteceu no final de 2025 com o single “Pockets On My Sleeves”, uma canção que se situa algures entre o indie pop contemporâneo e as sonoridades electrónicas introspectivas. A letra explora temas como a desconexão emocional e o peso do quotidiano, usando metáforas visuais — como a ideia de “bolsos nas mangas” para guardar pensamentos e memórias não partilhadas — para refletir sobre o caos interior e os desafios da vida moderna.
Com este “Pockets On My Sleeves”, os Soma Please deram um primeiro passo confiante, recebendo destaque na BBC Music e mostrando uma identidade sonora própria, onde a introspecção lírica e a energia rítmica se equilibram de forma envolvente. O duo já está a preparar o seu EP de estreia, previsto para o final do primeiro semestre de 2026, e será antecedido pelo lançamento de dois singles nos primeiros meses do ano, abrindo caminho para o que promete ser um projecto a acompanhar com atenção na cena indie e electrónica emergente. E considerando a escolha que fizeram dos melhores álbuns para eles, não há como não correr bem.
1. The Velvet Underground
The Velvet Underground & Nico (1967)
Escolha de Nuno Almeida
Escolhi este álbum muito pela sua relevância cultural e por achar que é um dos mais importantes e influentes da história da música. Descobri a importância da contracultura e como a cultura DIY consegue ser uma alavanca para fazer muito com pouco.
2. Television
Marquee Moon (1977)
Escolha de Nuno Almeida
É um dos melhores álbuns post-punk da história e sou apaixonado pelas guitarras rasgadas do Tom Verlaine. Há tensão, libertação e nunca estás à espera do que vai acontecer. Tem a atitude punk, que aprecio imenso, mas não deixa de ser bastante sofisticado.
3. The Beatles
Magical Mystery Tour (1967)
Escolha de Nuno Almeida
Escolhi este álbum e esta banda por tudo o que os Beatles são. Este álbum porque considero que tem o melhor conjunto de músicas. Acho um álbum “underrated”. Para mim, é surpreendente como se consegue juntar num álbum canções como “Penny Lane”, “Strawberry Fields Forever”, “The Fool on the Hill”, “All You Need Is Love” e, entretanto, já disse quase todas as músicas do álbum.
4. Tame Impala
Innerspeaker (2010)
Escolha de Nuno Almeida
Foi um álbum muito importante para mim, porque foi com este álbum que comecei a explorar efeitos. Percebi que havia um novo mundo de sons e que podia fazer mais do que ligar um jack da guitarra ao amplificador. Considero que aprendi muito sonicamente com este álbum e foi nesta altura que comecei a gravar as minhas músicas no computador.
5. Phoenix
Wolfgang Amadeus Phoenix (2009)
Escolha de Nuno Almeida
Este álbum tem sido sempre uma das referências para as músicas que tenho mandado misturar e é também o álbum que escolho para ouvir no meu quarto, sozinho e às escuras. Sonicamente, é um colosso emocional e adoro a produção.
6. Arctic Monkeys
Humbug (2009)
Escolha de Rob Williamson
Este foi um álbum que dividiu os fãs e foi a primeira vez que assisti uma banda fazer algo assim. Foi uma mudança tão radical em relação aos dois primeiros álbuns. Deu-me uma melhor noção de quão importante é para os artistas evoluírem e tentarem explorar novos caminhos. Também inclui algumas das minhas músicas preferidas dos Arctic Monkeys: “Crying Lightning”, “Pretty Visitors”, “Dance Little Liar”, etc… um clássico do futuro.
7. Radiohead
In Rainbows (2007)
Escolha de Rob Williamson
Por falar em clássicos, este entra provavelmente no top 5 de muitas pessoas. Era demasiado novo para compreender a importância que teve na altura. Não consigo imaginar como terá sido ser fã dos Radiohead desde o início e ver o quanto se reinventaram de álbum para álbum, deve ter sido alucinante. Tem alguns dos momentos mais calmos dos Radiohead, e talvez os mais melancólicos, dos quais serei sempre fã. Tem também “15 Step” que acho que foi provavelmente a primeira música dos Radiohead que ouvi, para além da “Creep”. Costumava entrar às escondidas no quarto do meu irmão enquanto ele estava na universidade e pôr os CDs dele no estéreo. In Rainbows era um desses CDs e definitivamente mudou muita coisa para mim. Obrigado, Matty.
8.LCD Soundsystem
Sound of Silver (2007)
Escolha de Rob Williamson
Só comecei a ouvir LCD Soundsystem aos 17/18 anos, o que coincidiu perfeitamente com os meus anos de universidade. É um álbum muito divertido, mas com momentos genuinamente emotivos também acho que é o álbum perfeito para a vida universitária, precisamente por isso. Tem um espírito jovem e ligado à festa, mas com uma corrente de melancolia por baixo, como que a dizer: “não podes viver assim para sempre, aproveita enquanto dura”. Tem algumas das minhas músicas preferidas de sempre: “Someone Great”, “All My Friends” (claro) e “New York I Love You”… nunca envelhecem.
9. The Beatles
Abbey Road (1969)
Escolha de Rob Williamson
Parecia estranho não incluir um disco dos Beatles. E estive mesmo dividido entre alguns. Acabei por escolher Abbey Road porque é provavelmente o álbum que ouvi mais vezes, e também porque tem algumas das minhas faixas preferidas dos Beatles: “Oh! Darling”, “Come Together”, “I Want You”, “Something”. Músicas perfeitas e provavelmente a banda mais revolucionária de sempre. Estava a ouvir a rádio no outro dia, uma estação genérica a passar música de tops, e não consegui deixar de ouvir tanta influência dos Beatles em praticamente tudo. Quer fosse nas harmonias, nas melodias vocais, nos sons de guitarra… estavam em todo o lado.
10. Elliott Smith
Either/Or (1997)
Escolha de Rob Williamson
Elliott Smith satisfaz mesmo a minha necessidade de música triste, para a qual, inevitavelmente, sou atraído. Ele tinha tudo. As letras, as melodias vocais e o trabalho de guitarra eram absolutamente incríveis, o que faz dele, na minha opinião, o melhor cantor/compositor de todos os tempos. Este álbum saiu no ano em que nasci, o que o torna quase 30 anos velho. Envelheceu como um bom vinho. Não acho que alguém alguma vez se tenha aproximado sequer desde então. “Ballad of Big Nothing” está provavelmente no meu top 10 de músicas favoritas de sempre… brilhante.
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