De Todo o Mundo para a Rua da Trindade: 32 Artistas Internacionais no Coração de Lisboa.

A cidade das sete colinas prepara-se para receber um dos momentos mais plurais da sua agenda cultural de outono.

De 3 a 16 de outubro de 2026, o histórico e emblemático Atelier Natália Gromicho, no Chiado, abre as portas à Lisboa International Contemporary Exhibition 26. Mais do que uma mostra coletiva, esta é uma cimeira global de criatividade que cruza fronteiras, disciplinas e estéticas.

Numa era em que a arte se afirma cada vez mais como uma linguagem universal de resiliência e diálogo, Lisboa continua a consolidar a sua posição como um polo de forte dinâmica criativa. A Lisboa International Contemporary Exhibition 26 propõe um encontro raro: reunir num só espaço trinta e duas visões distintas sobre o presente, o passado e o futuro.

Longe de se focar numa única tendência, a curadoria desta exposição celebra a liberdade. A mostra propõe um mergulho profundo na pintura, desenho, fotografia, escultura e técnicas mistas, permitindo que cada artista apresente a sua própria voz, linguagem e universo criativo de forma inalterada.

As 32 Vozes da Exposição

Ao percorrermos o catálogo e o espaço do Atelier, somos convidados a mergulhar num mosaico fascinante onde 32 artistas partilham o mesmo teto. Cada um traz consigo a sua herança cultural, técnica e visão de mundo.

Nesta edição, a exposição orgulha-se de apresentar a mestria e a inovação visual de Ana Machado, Ana Malta, Aranka Székely e Beatriz Canivete. O diálogo internacional adensa-se com as perspetivas singulares de Carsten Bund, Domingo Parada, Gerard Ceulemans e Gill Welland.

A exploração contemporânea continua através das linguagens expressivas de  Leonor Ribeiro (Fotografa) Metka Vergnion, (fotógrafa)  Howard Harris  (Fotógrafo) , Joaquim Gromicho (Fotógrafo)   da precisão de Kayo Sato. A estes juntam-se as propostas imersivas e estéticas de Inês Prats (Ceramista), LS, Mafalda Gonçalves e Maria Isabel de Lince.

A mostra ganha ainda novos contornos e narrativas com as obras de Mariana Santos,, a anfitriã Natália Gromicho, Noelle Kalom e Patrícia Mariano.

O roteiro artístico desta autêntica volta ao mundo visual completa-se com as fortes identidades criativas de Rita Felix, Rui Pereira, Sandra Antunes, Santerre, Šárka Darton, Stanislav Riha, o arrojo de Tamara Alves, e as visões multidisciplinares de Tommi Viitala, Tomo Sakurai, Veronique Van Asch e Wedad Alnasser.

A presença de todos estes nomes num só espaço prova que a arte é a linguagem universal por excelência e que Lisboa continua a ser um porto de abrigo para a criatividade sem fronteiras graças ao Atelier Natália Gromicho

O Atelier Natália Gromicho durante estas duas semanas será o equivalente a dar uma volta ao mundo através das artes visuais. O público é convidado a conhecer cada um destes criadores e a talvez decifrar as narrativas que trazem consigo,sendo que cada um terá a sua interpretação, mas por agora damo-vos um cheirinho de cada um a começar na Expressão Ibérica e o Talento Nacional.

A arte portuguesa e a sua enorme vitalidade contemporânea assumem um papel de destaque, servindo de âncora a este evento internacional.

Natália Gromicho, a anfitriã dispensa apresentações. Com uma carreira internacional sólida, a sua pintura visceral e energética continua a desafiar os limites da abstração e da emoção pura.

Tamara Alves, um nome incontornável da arte urbana e da ilustração em Portugal. A sua obra, marcada por uma estética visceral e poética, explora a conexão crua entre o corpo humano, os animais e a natureza.

Joaquim Gromicho (Fotógrafo),Trazendo consigo a força da cor e da estrutura, a sua obra dialoga frequentemente com a identidade e a desconstrução visual.

Ana Machado e Ana Malta, Duas artistas que exploram as paletas vibrantes e as narrativas do quotidiano contemporâneo, desafiando a percepção do espectador através de formas e composições envolventes.

Beatriz Canivete ilustradora e Inês Prats (neta da pianista Olga Prats) é ceramista. A nova geração de talento afirma-se aqui, trazendo frescura através de texturas únicas, exploração de materiais e uma visão muito particular do espaço e da intimidade.

Leonor Ribeiro e Mafalda Gonçalves, mergulham nas influências dos novos meios e das paisagens urbanas, apresentando obras onde a sensibilidade e a crítica visual andam de mãos dadas.

Mariana Santos domina a arte da paisagem psicológica e da neofiguração, criando obras que são autênticos convites à introspecção e ao mistério, de como cada um as interpreta.

Patrícia Mariano, destacando-se por um universo figurativo e surrealista impregnado de poesia visual, onde a figura feminina, a natureza e o simbolismo se entrelaçam em composições intimistas e atmosferas de suave mistério onírico.

Rita Felix, Rui Pereira e Sandra Antunes: Artistas que, através da pintura, do desenho ou da exploração tridimensional, garantem que a representação nacional nesta mostra seja pautada pela força estrutural, pela emoção crua e pela diversidade técnica.

Diálogos Europeus e Visões Além-Fronteiras

O verdadeiro trunfo desta mostra é o seu ecletismo internacional. A viagem continua pela Europa e pelas Américas, Aranka Székely (Hungria/Europa Central): Traz-nos uma abordagem profunda e introspectiva, onde a abstração poética encontra a precisão.

Carsten Bund e Domingo Parada, com perspectivas internacionais que desafiam as fronteiras convencionais da tela, as suas obras destacam-se pela complexidade visual e pelo arrojo conceptual.

Gerard Ceulemans e Gill Welland, visões maduras que fundem a tradição pictórica europeia com uma abstração muito contemporânea, onde o gesto e a cor são os protagonistas.

Howard Harris e Metka Vergnion, Mestres na interseção entre a ilusão ótica, a perceção espacial e a profundidade emocional. Cada peça destes criadores exige que o espectador pare e reavalie o que está a ver.

Maria Isabel de Lince, a abstração lírica ganha vida nas suas mãos, criando atmosferas oníricas que transpiram paz, caos e transformação em simultâneo.

Noelle Kalom, uma abordagem fascinante onde a figuração e os ambientes enigmáticos capturam a complexidade da condição humana.

Santerre, Šárka Darton e Stanislav Riha, o experimentalismo levado ao limite. Estes artistas integram frequentemente abordagens de vanguarda, que podem ir desde a incorporação de elementos esculturais à mestria das técnicas mistas, criando obras de enorme impacto físico e visual.

Veronique Van Asch artista Belga e LS (Artista Multidisciplinar), a fluidez da arte europeia contemporânea transparece nestas obras, onde a ecletismo, a ironia ou a pureza estética se manifestam de forma surpreendente.

A Delicadeza e o Arrojo da Ásia, Médio Oriente e Mundo Nórdico

Para completar este mosaico global, a exposição conta com presenças cujas heranças culturais conferem uma aura única à exposição:

Kayo Sato e Tomo Sakurai (Japão), a precisão, o minimalismo e o profundo respeito pela harmonia visual (mesmo quando exploram o caos contemporâneo) marcam a obra destes artistas. Há uma meditação intrínseca em cada traço.

Tommi Viitala (Países Nórdicos), a sutileza escandinava, possivelmente brincando com a luz, a sombra e as paisagens gélidas da mente, oferece um contraponto fascinante à luz quente de Lisboa.

Wedad Alnasser, trazendo os ecos contemporâneos do Médio Oriente, a sua obra é uma ponte essencial para compreender as novas narrativas visuais e identitárias daquela região.

A Lisboa International Contemporary Exhibition 26 mostra-nos que o diálogo flui facilmente mesmo quando as línguas divergem. Durante estas duas semanas, o Atelier Natalia Gromicho não funciona apenas como uma galeria, mas como uma verdadeira plataforma partilhada. Ali, 32 perspectivas independentes cruzam-se, oferecendo ao público uma visão ampla do que se faz hoje na arte e a diversidade, entre a fotografia tela, street art.

Em vez do foco ser numa única corrente ou num protagonista,a ANG apostou na força do coletivo. É um retrato diversificado da criação contemporânea, que reafirma Lisboa como um espaço aberto e atento ao que de melhor se produz internacionalmente, sem grandes pretensões, mas com muita substância.

A não perder: Vernissage a 3 de outubro

O grande momento de ignição desta celebração artística está marcado para o dia 3 de outubro (sábado), às 17h00. O vernissage não será apenas uma abertura oficial, mas uma verdadeira festa da cultura contemporânea, contando com a presença de muitos dos artistas participantes.

Para os leitores da Mente Cultural, sejam curadores, colecionadores ou simplesmente apaixonados pela beleza da criação humana, este é um encontro imperdível. É a oportunidade ideal para trocar impressões com os criadores e absorver em primeira mão a energia vibrante que vai tomar conta do Chiado.

Informações Úteis da Exposição

Lisboa International Contemporary Exhibition 26
Atelier Natalia Gromicho (Rua Nova da Trindade 5G, Piso S/L, Chiado – Lisboa)
3 de outubro de 2026, às 17h00
Datas da Exposição: 3 a 16 de outubro de 2026
Entrada: Livre

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