A travessia de Gago Coutinho e Sacadura Cabral chega aos cinemas a 29 de outubro.

O novo filme de Fernando Vendrell recupera a épica travessia do Atlântico Sul de Gago Coutinho e Sacadura Cabral, num drama de aventura sobre coragem, ambição e o desejo de ir mais além.

A Zero em Comportamento / Projectos Paralelos anuncia a estreia nos cinemas portugueses de ALÉM DO HORIZONTE — A TRAVESSIA, o novo filme de Fernando Vendrell, a 29 de outubro. 

Produzido pela David & Golias, o filme recupera um dos episódios mais extraordinários da história da aviação portuguesa: a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada por Gago Coutinho e Sacadura Cabral em 1922, entre Lisboa e o Rio de Janeiro.

Com Gonçalo Waddington no papel de Sacadura Cabral, Miguel Damião como Gago Coutinho e Rafael Gomes como Ortins de Bettencourt, o filme acompanha a aventura de três oficiais portugueses que, movidos por diferentes ambições e pelo desejo de ultrapassar os limites conhecidos, se tornaram pioneiros da aviação e protagonistas de uma das grandes aventuras tecnológicas do século XX.

Há mais de 100 anos, quando os aviões eram construídos em madeira, ferro e linho e os instrumentos de navegação aérea estavam ainda nos seus primórdios, estes homens decidiram atravessar o Atlântico Sul. Entre 30 de março e 17 de junho de 1922, Gago Coutinho e Sacadura Cabral concretizaram a ligação entre Lisboa e o Rio de Janeiro, utilizando um sistema de navegação astronómica desenvolvido pelos próprios para permitir a orientação em pleno oceano.

O feito não foi apenas uma demonstração de coragem. A precisão do sistema criado por Gago Coutinho viria a contribuir para transformar a navegação aérea e abrir novas possibilidades à aviação. 

Ao mesmo tempo, Sarmento Beires, concorrente de Sacadura Cabral e Gago Coutinho, acabaria por realizar a mesma ligação transatlântica à noite e numa única etapa. É neste contexto de competição, descoberta e risco que Além do Horizonte — A Travessia constrói a sua narrativa. O filme cruza a dimensão épica da aventura com as relações pessoais entre os protagonistas, recuperando também outras figuras que acompanharam esta viagem, entre jornalistas, aviadores e personagens ligadas ao universo social e político da época. 

Para Fernando Vendrell, a história destes pioneiros permite olhar para além do episódio histórico e refletir sobre temas que continuam atuais: a relação entre tecnologia e natureza, o conflito entre ação individual e dever coletivo, a tensão entre espírito nacional e espírito universal e a capacidade humana de imaginar futuros ainda impossíveis.

“Este filme é um sinal para as futuras gerações de que é possível fazer e sonhar. Que o país, que parece pequeno, tem o tamanho das nossas ambições, do que iremos concretizar e do nosso desejo de sermos criativos, íntegros e livres.”

Fernando Vendrell, realizador

A dimensão lusófona ocupa também um lugar central no filme. A experiência dos protagonistas em África, a ligação histórica entre Portugal e Brasil e a presença de Santos Dumont, pioneiro brasileiro da aviação mundial, integram uma narrativa que procura recuperar personagens e referências da história portuguesa e latino-americana.

Entre a aventura, o drama e a introspeção, Além do Horizonte — A Travessia propõe uma viagem ao início do século XX para recuperar o espírito pioneiro de homens que decidiram navegar por céus desconhecidos – e que, ao fazê-lo, ajudaram a redefinir os limites do possível.

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