The Dandy Warhols, Pin-Ups (Beat The World Records)
Os The Dandy Warhols juntam-se à tendência de 2026 com Pin-Ups, um álbum de versões que apropria o título da obra clássica de David Bowie. A banda filtra temas de nomes como The Cramps, Violent Femmes, The Clash, Marilyn Manson ou The Runaways através de uma sonoridade electroclash crua e ameaçadora. É um exercício de estilo indulgente e refrescante.
Gladie, No Need To Be Lonely (Get Better Records)
Em No Need To Be Lonely, Augusta Koch recupera o vigor do power-pop e as raízes punk dos seus tempos em Cayetana. Com produção de Jeff Rosenstock, o novo álbum dos Gladie afasta-se do registo minimalista para abraçar uma sonoridade mais rica e impactante. Focada no crescimento e na importância da comunidade, Koch equilibra doçura e fúria num power-pop de topo.
Bad//Dreems, Ultra Dundee (Gutto Records)
Em Ultra Dundee, os Bad//Dreems consolidam a visão iniciada no seu álbum de estreia, expandindo um universo cru e visceral. Gravado em Adelaide com produção de Dan Luscombe, o quinto disco do grupo australiano funciona como um espelho da identidade nacional e individual. O trabalho é uma extensão densa do rock da banda.
Son Little, Cityfolk (ANTI-)
Aaron Livingston, conhecido como Son Little, apresenta-nos Cityfolk, um álbum onde explora a sua ancestralidade numa viagem sonora pelo sul dos Estados Unidos. Gravado em Muscle Shoals com Ben Tanner, o disco funde demos acústicas com batidas eletrónicas e arranjos de metais para evocar o espírito de pioneiros como Otis Redding. É uma obra de redescoberta pessoal e unidade.
mclusky, i sure am getting sick of this bowling alley (Ipecac Recordings)
Após o regresso triunfal com The World Is Still Here And So Are We, os Mclusky lançam o EP I Sure Am Getting Sick Of This Bowling Alley. O disco é uma obra abrasiva, estranha e introspetiva e que se mantem longe das concessões comerciais. O trio recusa o facilitismo e entrega um registo de génio desequilibrado que privilegia a honestidade artística sobre a clareza pop.
Filipe Sambado, 5678
Filipe Sambado apresenta 5678, um disco de sete faixas que reclama a continuidade de 1234. Entre uma introdução contextual e quatro canções de regresso, a obra destaca-se pelo diálogo com Maurice Ravel, samplando o seu concerto para piano em dois andamentos. Com sugestões de Rodrigo Castaño, o álbum é um exercício íntimo de memória e desculpa.
Girl Scout, Brink (AWAL)
Os suecos Girl Scout estreiam-se com Brink, um álbum que funde a energia do indie rock norte-americano com o travo sonoro escandinavo (e da Suécia nada vem que nos desiluda). Sob a produção de Alex Farrar, o disco equilibra guitarras ruidosas e sintetizadores vibrantes, com destaque para a versatilidade vocal de Emma Jansson. As treze faixas revelam uma banda madura que insiste em afastar-se das pressões da indústria para criar uma obra coesa, cativante e cheia de atitude.
Sick Shooters, Super Sonic Rock Saga (Wap Shoo Wap Records)
Os neerlandeses Sick Shooters estreiam-se com Super Sonic Rock Saga, um registo de alta rodagem que funde o garage punk dos anos 90 com o powerpop dos anos 70. Sem recurso ao baixo, o quarteto de Utrecht entrega onze faixas cruas e viscerais. São hinos de garagem e malhas punk implacáveis que compõem este álbum que se destaca pela produção ruidosa. É a reafirmação da vitalidade do rock ‘n’ roll puro.
Mega Fäuna, Softmore (Blossom Rot Records)
Os australianos Mega Fäuna apresentam Softmore e consolidam-se na cena indie de Sydney com um trabalho excitante que mescla belas melodias com uma abordagem fresca aussie. O quinteto explora a imprevisibilidade da vida quotidiana através de composições íntimas e carismáticas.
Anna Calvi, Is This All There Is? EP (Domino)
Em Is This All There Is?, Anna Calvi inicia uma trilogia sobre identidade através de colaborações que moldam a sua sonoridade. O EP destaca o dueto clássico com Matt Berninger na faixa-título e o contraste textural de Iggy Pop em God’s Lonely Man. Entre versões de Bonnie ‘Prince’ Billy e uma interpretação angular de Kraftwerk com Laurie Anderson, Calvi explora novas direções artísticas e cria uma curiosidade sonora que questiona limites e prepara caminho para futuras transformações.
Carlos Sanches, Cães e Crianças
Seis anos após a sua estreia, o cantautor Carlos Sanches lança Cães e Crianças, um álbum marcado pela introspeção e consciência social. O disco inclui o single “Arritmias”, um dueto com MALVA que aborda a violência doméstica e as dinâmicas patriarcais herdadas. Entre colaborações com Teresa Queirós e uma sonoridade vulnerável, Sanches consolida o seu percurso desde os Novos Talentos FNAC, onde foi distinguido.










