Reconhecido como um dos mais requisitados baixistas e contrabaixistas da música portuguesa, trabalhando de perto com artistas e projetos como Sérgio Godinho, Tó Trips, Samuel Úria, Cassete Pirata, Margarida Campelo e Bruno Pernadas, entre muitos outros, António Quintino apresenta-nos agora “Recato” – o primeiro single de avanço de um disco de canções que nos revela uma nova dimensão artística. Já disponível em todas as plataformas digitais.
Celebra-se aqui uma dupla estreia, uma vez que Samuel Úria se descobre com este trabalho como produtor musical, desvendando um equilíbrio entre a intimidade da palavra e a riqueza da construção sonora.
Influenciado por nomes como Elliott Smith, Rodrigo Amarante, Boy Azooga e Maria Reis, António Quintino avança neste cruzamento entre a sensibilidade da canção de autor com arranjos subtis e uma linguagem musical que reflete o seu percurso multifacetado como músico, arranjador, compositor.
Nas palavras de Samuel Úria, e da poesia que lhe pertence, aqui “A fragilidade é invariável, ubíqua, usada como um recurso estilístico sonoro e suporte de vida. Bem sei que o adjectivo ‘confessional’ se tornou em lugar-comum nisto de analisar canções mas, no presente caso, é uma sentença sincera e inescapável.”
Depois de anos a dar voz ao seu instrumento em inúmeros projetos, António Quintino assume, pela primeira vez, o papel de cantautor, revelando um universo pessoal onde a vulnerabilidade se transforma numa força vibrante e expressiva.
António Quintino escolheu “Recato” para nos fazer chegar, em primeira mão, uma das canções do álbum que se prepara para lançar no próximo ano. Aqui, a fragilidade não se esconde: transforma-se em canção. E é nessa exposição, amparada pela beleza e solidez musical, que se desenha António Quintino, cantautor.
* fotografia de Mário Cruz