O coletivo lisboeta Baby Suicida acaba de lançar “Fiat 500”, o seu primeiro single de 2026. Formado em 2025 por Francisco Castro, Francisco Fernandes e João Sanches, o trio nasceu de uma premissa quase alquímica: transformar o café e o vinho da casa em batidas de adufe e dedilhados de cavaquinho.
Habitando na capital, mas com o coração nas prateleiras de discos de Vitorino, Isabel Silvestre ou dos Rio Grande, os Baby Suicida criaram um subgénero a que chamam “indie-tradicional”. Em “Fiat 500”, a banda volta a acoplar o folclore ao quotidiano urbano que conhecem, utilizando acordeões e adufes para pintar uma narrativa que tanto deve ao cancioneiro da Beira como à energia descontraída de artistas contemporâneas como Maria Reis ou as espanholas Hinds. Assim também o explicam na sua página do Bandcamp.
Este novo tema surge após um 2025 prolífico, onde o grupo apresentou uma sucessão de singles que mapearam a sua identidade — de “Miguel” e “Café com Cheirinho” até às homenagens regionais em “Serra da Estrela” e “Mães de Bragança”. Agora com “Fiat 500”, os Baby Suicida provam que a música tradicional não é um objeto de museu, mas sim um veículo para navegar os dias de hoje.











