DROP: MUNA de regresso e temas novos de Kim Gordon, Katzin e Hiss Golden Messenger.

Francisco Pereira

Explora as novidades da semana na rubrica DROP. Analisamos os novos temas de MUNA e Kim Gordon e as revelações de Katzin e Hiss Golden Messenger.

MUNA – “Dancing On The Wall”

Após o sucesso estrondoso do seu álbum homónimo, as MUNA regressam com o contagiante single “Dancing On The Wall”, que serve de base de lançamento para o novo álbum de estúdio, Dancing on the Wall, com lançamento agendado para maio de 2026. Este tema marca um retorno consciente à “catarse coletiva” das pistas de dança, fundindo a vulnerabilidade lírica de Katie Gavin com uma produção synth-pop que evoca a segurança e a alegria dos espaços queer.


Kim Gordon – “Dirty Tech”

A lendária co-fundadora dos Sonic Youth, Kim Gordon, continua a desafiar as convenções aos 72 anos com o lançamento de “Dirty Tech”. Este é o segundo single de avanço do seu terceiro álbum a solo, PLAY ME (com selo da Matador Records), e explora a tensão distópica entre a humanidade e a inteligência artificial. Com uma sonoridade industrial e dissonante produzida novamente por Justin Raisen, a faixa reflete as ansiedades de Gordon sobre um futuro dominado por algoritmos e chatbots, questionando quem realmente mantém o controlo


Katzin – “Cowboy”

O emergente cantautor nova-iorquino Katzin (atenção a este nome) lançou “Cowboy”, o último vislumbre do seu aguardado álbum de estreia, Buckaroo, que chega esta sexta-feira. A canção é um exercício de dinâmica “quiet-loud”, inspirada na tradição de bandas como os Pixies e Pavement, onde a contenção acústica explode em crescendos de distorção indie rock. A faixa foi construída sobre questões de identidade e pertença, e utiliza o som das botas do artista a bater num deque de madeira como percussão central.


Hiss Golden Messenger – “In The Middle Of It”

M.C. Taylor, o mentor por trás de Hiss Golden Messenger, anunciou o novo álbum I’m People com o single “In The Middle Of It”. Escrita num retiro no Novo México, a canção é descrita pelo próprio como a sua “Santa Fe song”, imersa na mitologia do sudoeste americano, entre desertos e estradas intermináveis. A canção mantém a fusão orgânica de americana, soul e country que caracteriza o projeto, mas foca-se liricamente na complexidade de viver nos Estados Unidos contemporâneos.