DROP: o regresso de Moby e temas novos de The Beaches, The Mountain Goats e Modern Woman.

Francisco Pereira

Os mais recentes lançamentos de Moby, The Beaches, The Mountain Goats e Modern Woman, contextualizados no presente da música alternativa.

Moby – “When It’s Cold, I’d Like To Die”

Moby está de regresso com uma nova versão de “When It’s Cold, I’d Like To Die”, canção que abre o seu 23.º álbum de estúdio Future Quiet, agendado para o próximo dia 20 de fevereiro. A faixa original, lançada em Everything Is Wrong (1995), ganhou novo fôlego graças à sua presença nas temporadas 1 e 4 da série Stranger Things, catapultando-a para o topo das reproduções do artista. Nesta reinterpretação para o novo disco, Moby convidou Jacob Lusk (dos Gabriels) para a voz, criando uma abordagem mais orquestral e intimista


The Beaches – “I Ran (So Far Away)” (A Flock Of Seagulls Cover)

As canadianas The Beaches deram um passo curioso e divertido com o lançamento de uma cover de “I Ran (So Far Away)”, um clássico dos A Flock Of Seagulls. A banda tem trabalhado no seu álbum No Hard Feelings, e decidiu reinterpretar este hino new wave com a sua própria energia rock alternativa.


The Mountain Goats – “Going To Fennario”

Os The Mountain Goats partilharam “Going To Fennario”, um novo single surpresa escrito em homenagem a Bob Weir dos Grateful Dead, cuja influência e legado musical deixaram marca no líder da banda, John Darnielle. A faixa, gravada com o produtor John Congleton e contando com participações de Mikaela Davis, Rob Jost, Matt Douglas e Jon Wurster, resgata melodias e harmonias tradicionais misturadas com o estilo folk singelo e narrativo que tem caracterizado a banda ao longo de mais de três décadas.


Modern Woman – “Dashboard Mary”

O colectivo art-rock londrino Modern Woman lançou a lindíssima “Dashboard Mary”, o primeiro single do seu muito antecipado álbum de estreia Johnny’s Dreamworld, marcado para 1 de maio. Liderado pela compositora Sophie Harris, este tema — descrito pela própria como uma canção escrita “como um filme” — confronta as sensações do “morning after” e as decisões de um êxtase nocturno, misturando folk, post-punk e elementos avant-garde numa narrativa sonora cinematográfica. A faixa prepara o terreno para um álbum que promete explorar dualidades intensas em narrativa e sonoridade.