HINDS
Quando conhecemos as madrilenas Hinds, há uma década e meia, chamavam-se Deers e eram um duo, composto por Carlotta Cosials e Ana García Perrote. Muito se passou desde então. Viraram quarteto; assinaram pela editora Mom + Pop; deram inúmeras voltas ao mundo, com paragens no Musicbox e em festivais portugueses, mas também nos maiores do mundo; voltaram a ser apenas duas.
Foram as fundadoras, Carlotta e Ana, que dez anos depois da primeira “Demo”, gravaram “Viva Hinds” (2024), testemunho de vitalidade, sintonizado com o presente e em paz com o seu passado, com produção de Pete Robertson (The Vaccines) e participações de Beck e Grian Chatten, dos Fontaines D.C. E dez anos depois da sua primeira passagem por um Musicbox esgotado, em Fevereiro de 2016, voltamos a recebê-las numa noite Super. Como elas.
Na primeira parte, tocam as portuguesas Lesma, miúdas novas, sintonizadas na mesma frequência, uvas da mesma cepa que elas e que as Pega Monstro e que as Vivian Girls e que as Breeders (ya, oficialmente é “os”, mas que se dane) e que as Raincoats.