Falso Nove lançam segundo álbum de originais ‘Não Sonho Quase Nada’.

Depois de “Blusa” e “Saia”, a banda apresenta o novo álbum e celebra o lançamento na Groovie Records

Depois de Horta da Luz, o álbum de estreia editado em 2023, os Falso Nove regressam com Não Sonho Quase Nada, o segundo longa-duração de originais da banda. Depois de terem antecipado o disco com “Blusa” e “Saia”, os falso nove dão agora a conhecer o universo completo de um álbum construído em torno da infância, da memória e daquilo que vamos deixando para trás à medida que crescemos.

A apresentação de Não Sonho Quase Nada será assinalada com uma listening party no dia 26 de setembro, às 18h30, na Groovie Records, onde o público poderá ouvir o novo disco na íntegra.

Se Horta da Luz procurava a luz como resposta possível à inquietação, Não Sonho Quase Nada parte de um lugar mais sombrio. As dez canções do novo álbum atravessam a ansiedade, a solidão, a alienação, a insegurança e a sensação de desajuste perante uma vida adulta cada vez mais marcada por expectativas, convenções e pela necessidade de corresponder.

No centro do disco está, porém, uma pergunta: o que é que fomos esquecendo pelo caminho?

A infância surge em Não Sonho Quase Nada como um lugar a partir do qual os falso nove olham para o presente, não como uma memória idealizada, mas como um tempo em que ainda parecia possível imaginar sem limites, acreditar no sonho e viver segundo regras próprias. A ideia ganhou forma depois de Mateus Carvalho visitar uma exposição de Nan Goldin, em Amesterdão, onde encontrou uma frase da fotógrafa que o acompanharia durante a escrita do álbum: “Children are born knowing everything and, as they become socialized, they forget it”.

A partir daí, as canções começaram a procurar aquilo que se perdeu pelo caminho: a liberdade, a imaginação, a capacidade de sonhar e de procurar uma vida fora das expectativas que nos são impostas. Não Sonho Quase Nada não é, por isso, um álbum sobre a infância, mas sobre olhar para a infância a partir do lugar onde estamos agora, com nostalgia, mas também com a consciência de que não é possível regressar.

Essa tensão entre o que se perdeu e aquilo que ainda permanece atravessa as dez canções. Se o sonho ficou reduzido a “quase nada”, esse quase nada continua a existir.

Musicalmente, o disco traduz essa mesma ambiguidade: guitarras acústicas, teclas e sopros convivem com distorção, ruído e uma secção rítmica mais presente, criando uma sonoridade simultaneamente nostálgica, aberta e inquieta. No centro permanece, porém, a canção, a palavra, a melodia e a capacidade de uma música se sus tentar por si própria. É nesse encontro entre simplicidade e experimentação que os falso nove encontram o som deste segundo álbum.

Não Sonho Quase Nada está agora disponível em todas as plataformas digitais, será apresentado numa listening party dia 26 de setembro, na Groovie Records. 

O concerto de apresentação acontece no dia 20 de outubro, no Coliseu Club, em Lisboa, os bilhetes encontram-se à venda nos locais habituais.

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