Por: Comunicado de Imprensa
Uma rambóia teoricamente desaconselhável a partir de certa idade, mas onde ter os exames em dia ou olhar para o exemplo quinquagenário de uns Green Milk from the Planet Orange pode fazer a diferença no desfrutar do primeiro festival do ano.
Eis mais uma edição d’O Salgado Faz Anos… FEST!, a festa de anos que nunca envelhece e onde o cartaz é sempre uma janela com vista para o futuro da música portuguesa, sem com isso se deixar prender pelo fetiche da “novidade”. Afinal, se há coisa que aprendemos com a idade é que 1) a saúde é um bem-maior a ser preservado e que 2) a vida tem demasiados buracos a tapar para nos focarmos apenas num.
E se, por vezes (como parece ser o caso), ambas as alíneas confluem, que seja na promulgação de um cartaz fresco (“parece mais jovem do que nunca!”) e cada vez mais pensado e calculado (como manda o código da estrada da vida) ao longo de mais de 17 actuações que ocupam aquele famoso 4º andar da Invicta e que passam, com relativo sucesso, em vários diagnósticos:
DA IDADE, (que pouco conta, excepto para o exame da próstata e a renovação da carta do aniversariante) onde tanto vemos ali uns recém-nascidos Esquerda como uns doutorados como Pluto.
DO PESO, onde tanto figura um nome-certeza do ano transacto como foram (e são) os Them Flying Monkeys, como uns OKA, duo lisboeta que sobe ao mesmo palco sob ameaça de lhes copiarem a façanha em 2026.
DO BEAT, onde teremos a experiência de ver os MAQUINA trocar os instrumentos pelos cdj’s no dj set de fecho, ou de ver a dupla IBSxJAUR a destilar o electro-clash que 2026 pede e todos querem (mesmo que ninguém saiba).
DO PORTO, (sempre presente), onde as carrinhas vão a monte desde o Centro Comercial STOP até ao nº 178 da Rua Passos Manuel com o volante a cargo de especialistas locais como Cat Soup, Scatter ou Marquise….
Fechamos o anúncio de nomes com Alomorfia, Esquerda, Redoma, Inês Gouveia + Frederica Campos, miaw e Aquele Gajo Que Vem Sempre. Na mesma de discos, outro habitué: DJ A Boy Named Sue. Na Mupi Gallery proposta visuais de Eufémia.
Portanto, uma festa que tapa todos os buracos a preceito dos melómanos.












