Sleaford Mods, The Demise of Planet x (Rough Trade)
Os Sleaford Mods lançam The Demise of Planet X, o seu 13.º álbum de estúdio, sucedendo a More UK Grim de 2023. Apesar do som cru e crítico que os caracteriza, este novo trabalho é apontado como o mais expansivo e expressivo da dupla até hoje, incluindo colaborações com artistas como Sue Tompkins, Aldous Harding, Liam Bailey, Snowy e a estreia musical da actriz Gwendoline Christie no single “The Good Life”.
Robbie Williams, Britpop (Columbia Records)
Sem qualquer aviso prévio, Robbie Williams decidiu antecipar o seu novo disco, Britpop, inicialmente previsto para ser lançado a 6 de fevereiro. Este é o seu 13.º álbum de estúdio e o primeiro com material original desde The Christmas Present (2019). Embora o título e a sonoridade façam referência à era dourada do Britpop dos anos 90, período em que Williams começou a forjar a sua carreira a solo após deixar os Take That, Britpop não foi originalmente pensado como álbum para essa altura da sua carreira. O projecto começou a tomar forma décadas depois, com Robbie a afirmar que se propôs a criar o disco que sempre quis escrever logo após a sua saída do grupo em 1995.
Sunday Mourners, A-Rhythm Absolute (Curation Records)
Os Sunday Mourners lançam o seu álbum de estreia A-Rhythm Absolute, depois de se terem conhecido e começado a tocar juntos durante a quarentena de 2020. Neste primeiro longa-duração, a banda destila um som que mistura art-punk com melodias claras, ecoando influências de Television ou Wire mas com uma energia própria e nervosa que define a sua narrativa sonora. Uma das surpresas a ter em conta este ano.
Julianna Barwick & Mary Lattimore, Tragic Magic (InFiné)
Julianna Barwick e Mary Lattimore, duas das compositoras mais respeitadas da música ambient e experimental contemporânea, unem-se em Tragic Magic, um álbum colaborativo. Gravado na Philharmonie de Paris com acesso à colecção de instrumentos raros do Musée de la Musique, e co-produzido por Trevor Spencer (conhecido pelo trabalho com Fleet Foxes e Beach House), o disco de sete faixas nasceu em apenas nove dias, refletindo a “telepatia musical” que se desenvolveu entre as duas ao longo de anos de amizade e colaboração em tournée.
Cavetown, Running With Scissors (Futures Records)
Cavetown, projecto de Robin Skinner edita Running With Scissors, um dos seus álbuns de estúdio mais antecipados até hoje e que sucede a trabalhos como worm food (2022) e aos EP Little Vice e SONGS I LIKE IN 2025. Neste registo, Skinner expande o seu som que começou na esfera do indie pop/lo-fi com texturas íntimas e ukulele para arranjos mais cheios e melodias indie rock, mantendo a sensibilidade contemplativa que o tornou um nome querido de uma geração.
Criolo, Amaro Freitas e Dino D’Santiago, CRIOLO, AMARO E DINO
O álbum Criolo, Amaro & Dino, assinado pelos artistas Criolo (rapper e compositor de São Paulo, Brasil), Amaro Freitas (pianista e compositor de Recife, Brasil) e Dino d’Santiago (cantor e compositor de Lisboa, de ascendência cabo-verdiana), estreou a 15 de janeiro, reunindo 12 faixas originais que resultam de uma colaboração profunda entre estas três vozes da comunidade lusófona. A parceria começou com o single “Esperança” em 2024, indicado ao Latin Grammy, e evoluiu para este disco conjunto que não é apenas um encontro de estilos — hip-hop, jazz contemporâneo e sonoridades da diáspora africana — mas uma conversa musical sobre identidade, ancestralidade e territórios culturais partilhados, celebrando ligações entre Brasil, Portugal e Cabo Verde sob uma estética original, com capa assinada pelo artista visual Vik Muniz.
The James Hunter Six, Off The Fence (Easy Eye Sound)
Os The James Hunter Six, banda de rhythm & soul de Colchester, Inglaterra, é liderada pelo vocalista e compositor James Hunter, uma figura lendária da soul britânica com mais de três décadas de carreira e nomeações aos Grammy. Regressam com Off The Fence, o primeiro álbum do grupo no selo de Dan Auerbach (Easy Eye Sound que inclui uma rara colaboração com Van Morrison no tema “Ain’t That A Trip”. É um momento simbólico entre Hunter e o veterano com quem já colaborou no passado. Off The Fence reúne doze faixas originais que combinam groove clássico, composição cuidadosa e a voz expressiva de Hunter.
Jana Horn, Jana Horn (No Quarter Records)
Jana Horn, cantora e compositora americana natural do Texas, lança o seu terceiro álbum de estúdio autointitulado, Jana Horn, dando seguimento ao aclamado The Window Is the Dream (2023). Gravado no estúdio Sonic Ranch, no deserto do Texas, com a colaboração do seu trio (bateria, baixo e clarinete/flauta em várias faixas), o disco compõe-se de dez “paisagens sonoras” onde a sua voz conversacional e minimalismo instrumental se cruzam com momentos de tensão e claridade, um estilo próprio e diferenciado dentro da música alternativa e folk contemporânea.
The Sha La Das, Your Picture (Diamond West Records)
Os The Sha La Das, compostos pelo patriarca Bill Schalda e os seus filhos Paul, Will e Carmine, lançam o seu segundo álbum de estúdio, Your Picture, com produção de Thomas Brenneck. Depois de um primeiro álbum e de vários singles que afirmaram o seu som baseado em harmonias familiares e influências do doo-wop e soul clássico, Your Picture apresenta 12 faixas onde melodias clássicas se entrelaçam com grooves modernos e influências psicadélicas subtis e alma retro.
Together Pangea, Eat Myself (Nettwork Music Group)
Os Together Pangea, de Los Angeles, lançam Eat Myself, aquele que é o seu sexto álbum de estúdio e que sucede a DYE de 2021. Formados em 2008 por William Keegan (voz e guitarra), Danny Bengston (baixo) e Erik Jimenez (bateria), a banda tem vindo a evoluir desde as suas raízes garage punk para um som que incorpora agora influências de shoegaze e rock alternativo mais amplo. Eat Myself inclui 13 temas, algumas já antecipadas por singles como “Like Your Father”, “Empty Church” e “Halloween” (com The Red Pears), e representa um passo confiante na maturação da sua abordagem sonora e lírica.
Ya Tseen, Stand On My Shoulders (Sub Pop)
Ya Tseen, projecto musical conduzido pelo artista indígena Nicholas Galanin (do Sitka Tribe of Alaska, Tlingit), lança hoje Stand On My Shoulders, o seu segundo álbum no selo Sub Pop depois de Indian Yard (2021). Galanin tem vindo a expandir este colectivo que combina música, performance e arte visual como parte de uma prática interdisciplinar profundamente ligada à sua cultura e à ligação à terra, reunindo uma série de colaboradores como Portugal. The Man, Meshell Ndegeocello, Pink Siifu, dreamcastmoe e outros que ajudam a desenhar um registo vibrante e polifónico.
Gluecifer, Same Drug New High (Steamhammer/SPV)
Os Gluecifer, banda de hard rock/punk de Oslo, regressam com Same Drug New High, o primeiro álbum de estúdio em mais de 20 anos, sucedendo a Automatic Thrill de 2004. Formados em 1994 e frequentemente apelidados de “Kings of Rock”, o grupo tornou-se uma referência do rock norueguês no final dos anos 90 e início dos 2000 antes de se dissolver em 2005 e depois se reunirem em 2018. Same Drug New High pretende capturar a intensidade bruta e directa que caracteriza o som da banda, com temas já revelados como “The Idiot”, “Armadas” e “I’m Ready”, e sinaliza não apenas um retorno discográfico, mas também o início de uma nova digressão europeia que os levará a palcos em 2026.
Courtney Marie Andrews, Valentine (Thirty Tigers/Loose Future)
Courtney Marie Andrews apresenta o seu nono LP, Valentine, um disco que sucede a Loose Future de 2022 e chega depois de vários anos em que Andrews amadureceu um som que mistura folk, Americana e elementos mais expansivos . O trabalho de dez faixas foi co-produzido com Jerry Bernhardt e gravado quase totalmente em fita analógica, com arranjos que incluem flauta, sintetizadores e guitarras. A cantautora reflecte sobre um período pessoal intenso de perda, fim de relações e novos começos transformados em canções onde a busca por amor, medo e renovação se entrelaçam com a sua escrita emotiva.
DZ Deathrays, Easing Out of Control (DZ Worldwide)
Os australianos DZ Deathrays chegam com Easing Out of Control, o sétimo álbum e sucessor de R.I.F.F. (2023). Conhecidos pela sua energia caótica e furiosa desde o início da carreira com Bloodstreams (2012), os DZ Deathrays continuam a expandir o seu som num disco pensado originalmente como dois EPs mas que acabou por se fundir num registo único, coeso e conciso.
Barry Adamson, Scala!!! Original Score (Mute Records)
O compositor britânico Barry Adamson, ex-baixista dos Magazine e membro dos Nick Cave & The Bad Seeds que construiu uma carreira a solo a partir de Moss Side Story em 1989 edita SCALA!!! (Original Music by Barry Adamson), uma banda-sonora composta como música original para o documentário Scala!!!, que retrata a história da mítica sala de cinema independente de Londres e que funcionou entre 1973 e 1993. Neste registo de 22 faixas, Adamson aplica a sua já reconhecida mistura de noir, jazz e funk cinematográfico para evocar a atmosfera late-night e contracultural da Scala.










