2025 revelou-se um ano musicalmente fértil e surpreendente, marcado por regressos aguardados, estreias audaciosas e reinvenções que desafiam géneros. Dos veteranos que consolidam legados — como Suede, Pulp, Stereolab ou De La Soul — aos artistas emergentes que redefinem o indie, o rock, a electrónica e o hip‑hop contemporâneo — como Geese, Nation of Language, Horsegirl ou John Glacier —, os álbuns deste ano traçam um panorama imensamente rico e diversificado da música internacional.
Entre introspecções íntimas, narrativas poéticas e experimentações sonoras, estas 100 obras que seleccionámos (e tantas ficaram de fora) não só representam a excelência artística de 2025, mas também refletem o momento histórico, emocional e cultural de uma década que continua a transformar a forma como ouvimos, sentimos e nos conectamos com a música.
Um top nunca deixa de ser uma hierarquia de gostos. E gostos discutem-se. Haja é liberdade (em todo o sentido da palavra) para que os artistas possam criar e tempo para que os ouvintes possam escutar.
100.
Tunde Adebimpe
Thee Black Boltz
Álbum de estreia a solo do vocalista dos TV on the Radio, uma colecção de 11 canções que navegam entre dor pessoal e alegria incisiva, misturando art-rock, electrónica e grooves dançáveis numa exploração íntima da condição humana e da resiliência frente à perda e ao caos global.
99.
The Hives
The Hives Forever The Hives
O regresso explosivo e autocelebratório em que a banda sueca reafirma, sem pudor nem ironia excessiva, que o seu garage rock musculado continua a viver de arrogância, riffs imediatos e uma energia que não envelhece.
98.
Hamilton Leithauser
This Side of the Island
This Side of the Island mostra o ex-Walkmen num registo mais solar e expansivo, onde a sua voz inconfundível conduz canções que cruzam classicismo rock, romantismo urbano e um sentido de maturidade serena.
97.
Ringo Starr
Look Up
Disco descontraído e luminoso em que o antigo Beatle, rodeado de amigos e colaboradores de luxo, revisita o rock clássico e a americana com a leveza de quem já não tem nada a provar e tudo a celebrar.
96.
Parcels
LOVED
Loved é um disco caloroso e elegante onde o groove disco-funk da banda ganha profundidade emocional, trocando a euforia juvenil por canções sobre intimidade, ligação e amadurecimento sem perder o brilho contagiante.
95.
eliminadorzinho
eternamente,
eternamente, é um trabalho íntimo e envolvente da banda de rock alternativo de São Paulo, que mistura sensibilidade pop com produção eletrónica minimalista, explorando temas de afecto, memória e permanência com uma entrega sincera e delicada
94.
Newdad
Altar
Altar é um disco atmosférico e emotivo em que o indie rock da banda irlandesa se expande para camadas de synths e texturas densas, explorando introspecção, perda e o despertar para novas emoções com intensidade melancólica.
93.
The Divine Comedy
Rainy Sunday Afternoon
Rainy Sunday Afternoon é o 13.º álbum de estúdio de Neil Hannon. Combinando orquestrações elegantes e pop barroca, reflete sobre amor, memória e passagem do tempo. É um registo introspectivo que mostra a maturidade lírica e musical da banda.
92.
SPRINTS
All That Is Over
O 2.º álbum de estúdio da banda pós‑punk irlandesa SPRINTS, é o sucessor do aclamado Letter to Self (2024). Com guitarras cruas e energia visceral, o registo expande o som explosivo da banda com temas de urgência social e introspecção emocional.
91.
Sam Fender
People Watching
Sam Fender lançou o seu terceiro registo, um disco com letras que observam vidas quotidianas e questões sociais com grande narrativa. Confirma a maturidade artística de Fender e consolida-o como uma das vozes mais fortes do rock britânico contemporâneo.
90.
Caroline
Caroline 2
O segundo álbum de estúdio da banda britânica Caroline expande o post‑rock experimental com texturas folk, momentos eletrónicos e uma colaboração com Caroline Polachek, mostrando um som mais ambicioso e emotivo do que no álbum de estreia.
89.
Samia
Bloodless
Bloodless é construído entre folk, indie‑pop e rock. O trabalho explora identidade, vazio emocional e auto‑percepção com letras cruas e narrativas introspectivas. É um registo intenso e amadurecido que amplia o som de Honey com texturas mais ricas e temáticas existenciais.
88.
Cryogeyser
Cryogeyser
Cryogeyser é o auto‑intitulado álbum de estúdio lançado pelo trio indie rock/shoegaze de Los Angeles, consolidando o seu som atmosférico e emotivo com guitarras densas e letras sobre transformação, perda e aceitação.
87.
Coral Grief
Air Between Us
Air Between Us é o álbum de estreia dos Coral Grief, banda dream pop de Seattle. É um registo atmosférico e envolvente que mistura texturas simples com rock introspectivo, e que explora lugares, memórias e a sensação entre passado e presente, o lar e o desconhecido.
86.
Bartees Strange
Horror
Horror é o terceiro álbum de estúdio do músico americano, uma obra que funde indie rock, pop, soul e hip‑hop num mosaico sonoro sobre enfrentar medos pessoais, inseguranças e identidade, mantendo a capacidade de misturar géneros com intensidade emocional e ambição artística.
85.
Coach Party
Caramel
Caramel é o segundo álbum de estúdio da banda britânica de indie/alt‑rock, e sucede ao aclamado Killjoy de 2023. Com riffs diretos, ganchos contagiosos e letras sobre identidade, união e escapismo colectivo, Caramel expande o som energético da banda com canções feitas tanto para o palco como para o mosh pit.
84.
Alex G
Headlights
Headlights é o 10.º álbum de estúdio do músico americano Alex Giannascoli, e marca a sua estreia numa grande editora (RCA). O disco mistura indie rock, folk e soft‑rock com letras introspectivas sobre amadurecimento, fama e identidade, mostrando uma evolução sonora mais polida e emocionalmente directa do artista.
83.
Hayden Pedigo
I’ll Be Waving As You Drive Away
I’ll Be Waving As You Drive Away, de Hayden Pedigo, é um trabalho instrumental de Americana e American Primitivism, onde o guitarrista abandona a sua persona irónica em favor de um lirismo mais sincero e cinematográfico que evoca vastas paisagens e sentimentos de despedida numa paisagem americana imaginada e meditativa.
82.
Water From Your Eyes
It’s A Beautiful Place
It’s a Beautiful Place chega como o sétimo álbum dos Water From Your Eyes e reforça a criatividade e audácia sonora da banda. Eles misturam guitarras densas, electrónica e estruturas surpreendentes, para explorarem temas de significado, insignificância cósmica e otimismo num mundo difícil.
81.
Bahamas
My Second Last Album
My Second Last Album é o sétimo álbum de estúdio do músico canadiano Afie Jurvanen (aka Bahamas). Gravado de forma descontraída em Nova Scotia, mistura folk, soul, country‑funk e pop com letras íntimas sobre família, simplicidade e alegria calma, mostrando um artista à vontade e introspectivo no seu som.
80.
Jonathan Jeremiah
We Come Alive
We Come Alive,de Jonathan Jeremiah, cantor‑compositor britânico, é um registo soul/pop com arranjos orquestrais e uma barítono quente que reflete sobre perda, pertença e identidade, misturando chanson francesa, folk e pop com emoção cinematográfica e intimidade narrativa.
79.
Insecure Men
A Man For All Seasons
O projecto britânico de Saul Adamczewski (co‑fundador dos Fat White Family), trouxe-nos A Man For All Seasons, o sucessor de álbum de estreia autointitulado de 2018. O disco mistura indie pop, country melancólico e lounge‑pop com letras que confrontam amor, saúde mental e recuperação, mostrando uma maturidade sonora mais colaborativa e emotiva.
78.
Franz Ferdinand
The Human Fear
The Human Fear é o sexto álbum de estúdio da banda escocesa, e marca o regresso sete anos depois de Always Ascending. Misturando o habitual indie rock característico com influências pop e post‑punk, o disco explora o tema do medo humano e a resposta a ele, reafirmando a energia e o pulso criativo do grupo mesmo depois de duas décadas de carreira.
77.
bar Italia
Some Like It Hot
Some Like It Hot combina guitarras afiadas, harmonias partilhadas e influências de folk pop, criando canções cinematográficas e teatrais. Mantendo a energia característica da banda, este registo, o quinto longa-duração da banda, revela uma maturidade sonora e acessibilidade inéditas.
76.
Frankie Cosmos
Different Talking
Different Talking aposta numa escrita mais direta e emocionalmente aberta, onde o indie pop minimalista ganha clareza e maturidade sem perder intimidade. As canções refletem mudança, comunicação e crescimento pessoal com a habitual leveza melódica. É o sexto álbum de estúdio do projecto liderado por Greta Kline, marcando um momento de maior afirmação e confiança artística.
75.
Kerala Dust
An Echo of Love
Este novo trabalho dos Kerala Dust aprofunda o cruzamento entre electrónica, blues e rock psicadélico, criando um disco hipnótico, nocturno e emocionalmente carregado. As canções movem-se entre pulsação de pista e introspecção melancólica, com produção mais densa e confiante.
74.
William Tyler
Time Indefinite
William Tyler mergulha numa americana instrumental contemplativa, onde guitarras acústicas e eléctricas desenham paisagens de memória, tempo e silêncio. O disco privilegia a deriva e a escuta atenta, afastando-se de narrativas tradicionais para criar um espaço quase meditativo.
73.
The Black Keys
No Rain, No Flowers
No Rain, No Flowers aposta num registo mais descontraído e caloroso, onde o blues rock da dupla se cruza com soul, groove e um espírito de celebração resiliente. O disco soa a resposta optimista depois de tempos mais turbulentos. É um novo capítulo na longa discografia de Dan Auerbach e Patrick Carney, reafirmando a química simples e eficaz que sempre definiu a banda.
72.
Destroyer
Dan’s Boogie
Dan Bejar troca o dramatismo barroco por um registo mais solto e rítmico, onde o art-pop se deixa contaminar por groove, spoken word e uma estranheza quase dançável. As canções soam fragmentadas, irónicas e deliberadamente instáveis, jogando com persona e auto-mito.
71.
Golden Apples
Shooting Star
Shooting Star regressa às texturas indie rock com uma energia expansiva, costurando influências que vão desde o folk de meia‑idade aos ecos do alt‑rock dos anos 90, num conjunto de canções que equilibra ansiedade, conexão e celebração criativa. É o quarto álbum de estúdio da banda liderada por Russell Edling.
70.
Gulp
Beneath Strawberry Moons
Os Gulp trazem um registo de psych‑pop folk sereno, com synths suaves, ritmos leves e uma sensação de abertura e contemplação que reflecte sobre vida, amor e lar à beira‑mar. O álbum, onde Guto Pryce canta pela primeira vez em estúdio, mostra uma paleta sonora rica e textural que expande o universo do projecto. É o terceiro álbum de estúdio dos Gulp, regressando depois de vários anos desde All Good Wishes (2018).
69.
Sharp Pins
Baloon Balloon Balloon
O projecto de Kai Slater (dos Lifeguard) cruza nostalgia e invenção, tecendo canções curtas e vívidas que evocam tanto Beatles como Guided By Voices e outros clássicos da guitarra pop. Balloon Balloon Balloon é o terceiro álbum de estúdio de Sharp Pins, consolidando‑o como um dos nomes mais interessantes da nova geração indie.
68.
Hard Life
onion
onion é um disco que assenta numa narrativa pessoal e emotiva, onde o indie pop/rock e elementos hip‑hop alternativo servem de base a canções sobre ruptura, transformação e recomeço, escritas maioritariamente durante uma estadia criativa em Tóquio que ajudou o vocalista Murray Matravers a reencontrar o seu som e confiança.
67.
The Beths
Straight Line Was A lie
Os The Beths aprofundam a sua já icónica jangle‑pop com temas mais introspectivos sobre crescimento cíclico, saúde mental e as voltas inesperadas da vida, misturando ganchos incisivos com letras que reflectem a ideia de que “progresso linear é uma ilusão”.
66.
Squid
Cowards
Cowards reforça o rock experimental e post‑punk nervoso da banda com uma vontade de desconstruir e reinventar estruturas, misturando urgência rítmica e abstração conceptual. É o terceiro álbum de estúdio do colectivo britânico, seguindo O Monolith e aprofundando a sua abordagem aventureira e imprevisível.
65.
Rubel
Beleza. Mas Agora A Gente Faz O Que Com Isso?
Rubel regressa à sua forma mais íntima de canção, centrado em voz, violão e arranjos delicados que cruzam MPB e folk com momentos introspectivos e versões curiosas. Marca um reencontro com a essência acústica que o definiu nos primeiros discos enquanto expande a sua poesia sonora com honestidade e subtileza.
64.
La Flemme
La Fête
La Fête é o álbum de estreia dos franceses La Flemme (que significa perguiça ao mesmo tempo que brinca com o nome dos conterrâneos, La Femme) e é um trabalho explosivo e vivido do quarteto rock garage pop de Marselha, onde riffs nervosos, energia punk festiva e toques psicadélicos se misturam com letras que capturam a dualidade entre celebração e desilusão geracional. O disco apresenta um som vibrante e diverso que já os colocou em destaque na cena rock francesa emergente.
63.
Snocaps
Snocaps
Snocaps reúne as irmãs Katie e Allison Crutchfield (conhecidas pelos seus projectos Waxahatchee e Swearin’) com MJ Lenderman e Brad Cook num indie rock que mistura guitarras critalinas e uma sensibilidade que remete tanto para o punk pop dos seus primeiros projectos como para uma americana mais madura. Este registo surgiu como álbum de estreia auto-intitulado da nova banda, um lançamento surpresa que marca a primeira vez em muitos anos que as duas colaboram directamente desde os tempos dos P.S. Eliot.
62.
Maria Somerville
Luster
Maria Somerville constrói, em Luster, um mundo sonoro paisagístico onde dream-pop, shoegaze e ambient se entrelaçam com uma sensibilidade folk evocativa, refletindo sobre retorno a casa e paisagens interiores. Este registo, gravado em grande parte em Connemara e com produção rica e hipnótica, mostra a artista a expandir o seu som além do minimalismo original.
61.
Ribbon Skirt
Bite Down
Bite Down é um disco de indie/post-punk visceral e emotivo. É o álbum de estreia de estúdio do duo proveniente de Montreal, e que rapidamente ganhou aclamação crítica e foi nomeado para o Polaris Music Prize, afirmando a banda como uma voz nova e impactante no rock alternativo contemporâneo.
60.
Cusp
What I Want Doesn’t Want Me Back
What I Want Doesn’t Want Me Back procura sentido nas pequenas batalhas quotidianas, e equilibra necessidade e sensibilidade emocional com texturas que vão além do rock convencional. O disco surgiu depois da banda se ter estabelecido em Chicago e expandido para quinteto, trazendo mais profundidade e variedade ao seu som.
59.
Nourished By Time
The Passionate Ones
The Passionate Ones é o segundo longa-duração do norte-americano Marcus Brown e estabelece um equilíbrio entre R&B alternativo, synth-pop e post-punk emocional. Brown apresenta canções que exploram amor, luta quotidiana e também esforço colectivo contra as pressões do capitalismo moderno. O músico expande o som com novos ritmos e narrativas vívidas.
58.
Rosalía
Lux
LUX é o quarto álbum de estúdio da cantora espanhola, um projecto ambicioso que funde pop, art-pop e elementos clássicos com arranjos orquestrais e uma exploração temática de misticismo feminino, transformação e espiritualidade. Gravado com a London Symphony Orchestra e cantado em múltiplas línguas, o disco marca uma evolução dramática no seu som e traz colaborações com Björk ou Carminho.
57.
Cory Hanson
I Love People
Cory Hanson abraça melodias clássicas de rock e folk com arranjos ricos em piano, cordas e metais, colocando num prisma satírico e humano temas como alienação, cultura americana ou relações modernas. É o quarto álbum de estúdio a solo do músico americano, conhecido pelo seu trabalho com a banda Wand.
56.
Militarie Gun
God Save the Gun
O segundo álbum de estúdio da banda americana Militarie Gun, sucedendo à excelente estreia Life Under the Gun, mostra uma evolução sonora ainda mais rica e um sentido mais amplo de ambição emocional e composicional.
55.
Chrissie Hynde & Pals
Duets Special
Um álbum de colaborações em 13 duetos onde Chrissie Hynde (a icónica voz dos Pretenders) revisita clássicos e interpretações com um elenco estelar — incluindo k.d. lang, Rufus Wainwright, Debbie Harry, Brandon Flowers, Dave Gahan, Cat Power, Shirley Manson e o falecido Mark Lanegan — em arranjos intimistas e focados na melodia.
54.
Juana Molina
DOGA
DOGA é o oitavo álbum de estúdio da cantora e compositora argentina, o seu primeiro de material novo em oito anos e um marco na sua trajectória de pop experimental que funde folk, electrónica e ambient de forma única. O disco nasceu de sessões improvisadas e explora estruturas e sonoridades inesperadas. Molina cria paisagens hipnóticas, repetitivas e ao mesmo tempo emocionais.
53.
The Murder Capital
Blindness
O terceiro álbum de estúdio da banda post-punk irlandesa é um registo carregado de energia elétrica e sons densos que exploram temas como a visão distorcida, a fé ou a identidade colectiva e pessoal. Gravado com o produtor John Congleton, o disco amplia o som visceral dos seus antecessores enquanto equilibra intensidade bruta e momentos mais expansivos
52.
Devon Church
All That’s Solid Melts Into Air
All That’s Solid Melts Into Air é um disco centrado numa visão lírica e reflexiva sobre o presente caótico. Oferece referências ao colapso ambiental, desigualdade e capitalismo contemporâneo e mistura elementos de indie folk e pop com produção lo‑fi, sintetizadores analógicos e guitarras que evocam cenários apocalípticos e poéticos. É o terceiro álbum de estúdio de Devon Church, a solo.
51.
Antibalas
Hourglass
Hourglass vê a emblemática banda de afrobeat de Brooklyn regressar de forma instrumental às suas raízes rítmicas, usando melodia e groove em vez de letras para transmitir emoção e temas sociais que já marcaram a sua carreira. O álbum é construído sobre composições colectivas com passagens que evocam afrobeat clássico, funk e toques psicadélicos, destacando a secção de sopros e percussão.
50.
Sharon Van Etten
Sharon Van Etten & the Attachment Theory
O disco de Sharon Van Etten representa uma viragem colaborativa na música da cantora americana: ao invés de um disco puramente a solo, foi escrito e gravado em conjunto com a sua banda, agora creditada como The Attachment Theory, o que lhe confere uma dinâmica de grupo mais intensa e expansiva. O som do álbum mistura rock, synth e post‑punk, e leva-nos a atmosferas densas e hipnóticas.
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49.
Lambrini Girls
Who Let The Dogs Out
O álbum de estúdio de estreia do duo punk de Brighton é um registo feroz e irónico que canaliza riffs crús e energia punk para confrontar questões como misoginia, gentrificação, homofobia e brutalidade policial com humor negro e responsabilidade política. Gravado em 2024 com o produtor Daniel Fox, o disco foi amplamente aclamado pela crítica pela sua intensidade e escrita mordaz.
48.
Viagra Boys
viagr aboys
viagr aboys é o quarto álbum de estúdio da banda sueca e mantém o humor ácido e a crítica social que os caracteriza, mas desta vez com abordagens de composição mais variadas — desde sátiras caóticas em “Man Made of Meat” até momentos mais sinceros como “Uno II”, dedicado ao galgo italiano do vocalista — equilibrando sarcasmo, observação existencial e grooves contagiantes sem perder a sua personalidade abrasiva.
47.
Earl Sweatshirt
Live Laugh Love
Live Laugh Love é o quinto álbum de estúdio do rapper americano, lançado como surpresa em agosto. O projecto de 11 faixas mistura rap introspectivo e minimalista com produção de Theravada, Navy Blue, Black Noi$e e Child Actor, e explora ironia, nostalgia e crescimento pessoal — refletindo sobre vida, humor e contradições entre leveza e peso emocional na fase actual da sua vida.
46.
Turnstile
Never Enough
O disco dos Turnstile expande o som da banda para além das suas raízes no hardcore, incorporando melodias mais amplas, grooves orgânicos e sonoridades inesperadas sem perder o âmago e a energia abrasiva que definem o seu estilo, numa evolução que lhe valeu aclamação crítica e um dos seus maiores sucessos comerciais até hoje.
45.
Wet Leg
moisturizer
Gravado com o produtor Dan Carey e com os membros Ellis Durand, Henry Holmes e Joshua Mobaraki oficialmente integrados na escrita e performance, o segundo capítulo da história das Wet Leg traz-nos um som com guitarras mais fortes, batidas marcantes e arranjos mais complexos, mantendo a sagacidade e energia que as distingue mas num patamar acima.
44.
Public Enemy
Black Sky Over The Projects: Apartment 2025
O 16º álbum de estúdio dos lendários Public Enemy combina a assinatura política e crítica social que sempre marcou o colectivo — com Chuck D e Flavor Flav a abordar desigualdade urbana, violência armada e frustrações contemporâneas — com beats robustos e colagens de som densas. Disponível inicialmente em formato digital, Black Sky Over The Projects: Apartment 2025 reforça a longevidade e relevância do grupo no hip‑hop consciente quase 40 anos depois do seu início.
43.
Legss
Unreal
Unreal é o álbum de estreia de estúdio da banda londrina Legss, uma fusão de art‑rock e pós‑punk que mistura narrativas faladas, guitarras intricadas e ritmos metódicos para capturar sensações de irrealidade e mal‑entendido, por exemplo. O registo foi co‑produzido por Louis Grace e Balázs Altsach e explora um lugar onde o trágico e o cómico da vida urbana se entrelaçam.
42.
Finn Wolfhard
Happy Birthday
Happy Birthday é o álbum de estreia a solo do actor e músico canadiano, Finn Wolfhard. O disco de nove canções mistura indie rock lo‑fi com power pop e garage punk, resultando de um período em que Wolfhard se desafiou a escrever 50 temas antes dos 20 anos e explorando temas como identidade, ansiedade, nostalgia e crescimento pessoal.
41.
Salarymen
Take It Or Leave It
O duo indie rock australiano formado por Renee de la Motte e Thomas Eagleton, Salarymen, estreia-se com este Take It Or Leave It, um disco que junta guitarras cintilantes, sintetizadores analógicos e harmonias vocais a temas centrados nas oscilações de uma relação. Take It Or Leave It consolidou o estilo nostálgico e energético da banda e sublinha a sua ascensão na cena indie contemporânea.
40.
Smerz
Big City Life
Henriette Motzfeldt e Catharina Stoltenberg chegam com o segundo disco, o sucessor de Believer (2021). Gravado entre Copenhaga, Oslo e Londres, o disco explora temas como amor, apatia, solidão e liberdade urbana através de uma paleta sonora que mistura dream pop, electro e elementos glitch, com entrega vocal discreta e padrões rítmicos refinados.
39.
Hannah Cohen
Earthstar Mountain
O belo álbum da cantora e compositora nova-iorquina, produzido pelo seu parceiro Sam Evian, é uma obra folk/indie pop imersa na paisagem selvagem dos Catskills, onde Cohen funde melodias serenas, arranjos orgânicos e temas de amor, perda e conexão humana, resultando num som acolhedor e subtil que evoca tanto a natureza como as emoções íntimas.
38.
The Weather Station
Humanhood
Humanhood explora de forma poética e introspectiva a condição humana, entre a perda de confiança, a despersonalização e a reconexão com o mundo, através de arranjos que mesclam folk, jazz e texturas atmosféricas num conjunto coeso e emotivo que reflete a fragmentação e a potencial cura do eu.
37.
Lucy Dacus
Forever Is A Feeling
Henriette Motzfeldt e Catharina Stoltenberg chegam com o segundo disco, o sucessor de Believer (2021). Gravado entre Copenhaga, Oslo e Londres, o disco explora temas como amor, apatia, solidão e liberdade urbana através de uma paleta sonora que mistura dream pop, electro e elementos glitch, com entrega vocal discreta e padrões rítmicos refinados.
36.
Morcheeba
Escape The Chaos
Escape The Chaos é o 11.º álbum de estúdio dos britânicos do trip-hop, Morcheeba, e marca três décadas de carreira e de continuidade do seu som característico de downtempo suave e atmosférico com a voz aveludada de Skye Edwards e a produção cinematográfica de Ross Godfrey. É o regresso à melhor forma da banda.
35.
Matt Berry
Heard Noises
Heard Noises é o décimo primeiro álbum de estúdio do músico e actor britânico Matt Berry, frequentemente desvalorizado, e que mergulha num psicadelismo rock e pop influenciado pelos sons dos anos 60/70. Apresenta melodias excitantes e arranjos cuidadosamente montados e apresenta ainda colaborações com artistas como Kitty Liv, Natasha Lyonne ou Eric D. Johnson.
34.
Jeff Tweedy
Twilight Override
Jeff Tweedy aparece com um disco -triplo, com 30 canções, gravado no seu estúdio The Loft em Chicago e produzido com Tom Schick. O vocalista dos Wilco explora aqui a solo de forma expansiva temas como a criatividade, o declínio, o tempo e a reconexão pessoal num som que mistura folk, rock, pop experimental e introspecção lírica.
33.
Alexandra Savior
Beneath the Lilypad
Beneath the Lilypad, o terceiro álbum de estúdio da cantora e compositora norte-americana, é uma coleção de 11 canções que mistura chamber pop e art pop com arranjos etéreos e influências do jazz. Apresenta uma abordagem introspectiva, narrativas sobre amor, identidade e saúde mental, e brilha também pela produção rica e introspectiva de Drew Erickson, que co-escreveu várias faixas.
32.
Model/Actriz
Pirouette
Os Model/Actriz chegam com o seu segundo longa-duração, um disco que expande o som feroz e teatral do seu aclamado álbum de estreia Dogsbody ao incorporar elementos de dance e pop com a intensidade visceral e o dramatismo queer da voz de Cole Haden. e ritmos pulsantes que equilibram caos e melodia. São onze faixas que variam de explosões rítmicas a momentos de introspecção emocional.
31.
DITZ
Never Exhale
Implacável, intenso e claustrofóbico. O álbum dos DITZ, Never Exhale, é fluxo sonoro visceral que explora tensão, ansiedade e confrontação com o caos interior e exterior. É uma obra obra coesa e carregada de atmosfera.
30.
Shame
Cutthroat
Cutthroat reúne 12 faixas de energia crua e confrontacional que reflectem sobre conflito, hipocrisia e a condição humana com guitarras afiadas e ritmos tensos. É o quarto longa-duração da banda.
29.
Monde UFO
Flamingo Tower
Lançado em março pelo colectivo de Los Angeles liderado por Ray Monde, Flamingo Tower é um álbum intrigante que funde psicadelismo, avant‑jazz e exotica com uma certa estética de library music e atmosferas hipnóticas, explorando o caos, vozes sussurradas e uma paleta instrumental cheia de surpresas e números misteriosos que decoram os títulos das faixas.
28.
Dominic Fike
Rocket
Rocket é uma mixtape de 12 faixas em que Dominic Fike reúne material gravado entre 2018 e 2024, revelando‑se como o seu projecto mais introspectivo até hoje, com letras reflexivas sobre paternidade, fama, fracasso e experiências pessoais, navegando fluidamente entre hip‑hop, indie, pop e R&B com guitarras marcantes e um tom confessadamente honesto.
27.
The Bug Club
Very Human Features
Very Human Features é o quarto álbum da banda galesa que combina indie rock garage com pop sagaz e humorístico. Assenta em riffs viciantes e letras perspicazes e depois brilha com a química vocal entre Sam Willmett e Tilly Harris que explora as contradições e absurdos da vida quotidiana com ironia e inteligência.
26.
Sessa
Pequena Vertigem do Amor
Sérgio Sayeg, ou Sessa, explora de forma intimista temas como amor, paternidade, transformação pessoal e experiências cotidianas, criando uma atmosfera meditativa e envolvente neste seu terceiro e belíssimo registo de longa-duração.
25.
S.G. Goodman
Planting By The Signs
Planting by the Signs, lançado em junho, é o terceiro álbum de estúdio da cantora e compositora norte‑americana, combinando americana, folk e indie rock com uma sensibilidade lírica profunda. O disco explora temas de amor, perda, reconciliação e conexão com a natureza, inspirando‑se na tradição de “plantar conforme os sinais”, ou seja, viver e agir em harmonia com os ciclos naturais e sinais do mundo.
24.
Wednesday
Bleeds
Bleeds é o sexto álbum de estúdio da banda indie‑rock de Asheville, Carolina do Norte, liderada por Karly Hartzman. O disco combina alt‑rock, country‑shoegaze e noise com letras cruas e narrativas sobre trauma, vida quotidiana, humor negro e relações humanas, criando um registo emocionalmente intenso e multifacetado. É um dos trabalhos mais fortes da banda até hoje.
23.
Stereolab
Instant Holograms On Metal Film
A icónica banda franco‑britânica, marca o regresso aos originais após 15 anos. O disco mantém a assinatura da banda, combinando krautrock, pop psicadélico, electrónica vintage e grooves cativantes. O álbum é um regresso vibrante e reafirma o carácter singular e atemporal dos Stereolab no panorama alternativo contemporâneo.
22.
Suede
Antidepressants
Antidepressants é um registo intensamente post‑punk/gothic rock produzido por Ed Buller e concebido como o segundo capítulo de uma trilogia “a preto e branco” iniciada com Autofiction (2022) e centrado em temas como ansiedade, desconexão moderna, neuroses e mortalidade. Reflete um rock visceral e emocionalmente crú numa banda ainda profundamente criativa após décadas de carreira.
21.
Horsegirl
Phonetics On And On
Produzido por Cate Le Bon no estúdio The Loft, o disco representa uma evolução do som cru do álbum de estreia, navegando agora por um indie pop mais minimalista, experimental e atento ao espaço sonoro. As Horsegirl afinam guitarras claras, instrumentos pouco usuais (como violinos e sintetizadores) e uma abordagem que equilibra repetição e subtileza.
20.
John Glacier
Like A Ribbon
O álbum de estreia da rapper, poeta e produtora britânica John Glacier foi lançado em fevereiro e apresenta uma fusão ousada de hip‑hop experimental, post‑punk, UK garage e electrónica com uma entrega vocal introspectiva, deadpan e fragmentária que reflecte sobre alienação, identidade e a vida moderna de forma poética e enigmática. Grande álbum.
19.
Maribou State
Hallucinating
O duo britânico de electrónica Maribou State (Chris Davids e Liam Ivory), lançou Hallucinating Love, o seu terceiro álbum de estúdio, concebido após um período desafiante de saúde e ansiedade que se difunde no disco com uma energia de esperança. O registo cria um equilíbrio refinado entre introspecção e celebração sonora que reflete o olhar do duo para um futuro mais luminoso.
18.
Natalia Lafourcade
Cancionera
Cancionera é o décimo álbum de estúdio da cantora e compositora mexicana, no qual ela encarna um alter ego — a “Cancionera” — para explorar a música como um espaço íntimo e ancestral. Gravou 14 faixas em fita analógica com músicos ao vivo e misturando bolero, ranchera, son jarocho, cumbia, tango e jazz numa celebração das suas raízes veracruzanas e tradições mexicanas reinterpretadas com sensibilidade contemporânea.
17.
Perfume Genius
Glory
Glory é mais um grande trabalho do músico americano Mike Hadreas (Perfume Genius), e conta com a produção de Blake Mills e participações como a de Aldous Harding. Equilibra intimidade emocional e experimentação sonora através de 11 faixas que exploram temas como ansiedade, amor, isolamento e a relação entre o eu interior e o mundo exterior num espectro que vai da delicadeza folk ao rock alternativo atmosférico.
16.
Japanese Breakfast
For Melancholy Brunettes (& Sad Women)
Este é outro disco com produção de Blake Mills. Michelle Zauner volta, neste disco, a um tom mais introspectivo e melancólico que contrasta com a energia luminosa do álbum anterior Jubilee. É uma obra que transforma tristeza em beleza musical.
15.
Black Country, New Road
Forever Howlong
Oterceiro álbum de estúdio da banda britânica é o primeiro desde a saída do vocalista Isaac Wood, e reflete um novo caminho para a banda. As vozes são partilhadas por Tyler Hyde, Georgia Ellery e May Kershaw que partilham também a liderança criativa num registo que se afasta do post‑punk nervoso do passado para um som mais folk, baroque pop e indie rock experimental.
14.
Sports Team
Boys These Days
Boys These Days é o terceiro álbum de estúdio da banda britânica de indie rock/pop Sports Team, gravado em Bergen com o produtor Matias Tellez, que canaliza influências de pop dos anos 80, Britpop e art pop. Os Sports Team transitam para a idade adulta, falam de cultura digital e ironias da vida contemporânea e crescem a cada nota.
13.
Patrick Watson
Uh Oh
Patrick Watson apresentou Uh Oh, um disco criado num período em que ele perdeu temporariamente a voz e decidiu virar-se para as colaborações, convidando várias artistas para cantar nas suas canções e assim explorar a ideia da vida como uma série de “uh ohs” — momentos de surpresa, medo e transformação que se tornam matéria poética e sonora.
12.
David Byrne
Who Is The Sky?
É o primeiro álbum a solo em sete anos de David Byrne (Talking Heads), produzido com Kid Harpoon e arranjado com a Ghost Train Orchestra. Aqui encontramos colaborações de St. Vincent, Hayley Williams (Paramore) e Tom Skinner (The Smile), e entramos no mundo cinematográfico e bem‑humorado de Byrne, à volta de temas sobre experiência humana, conexão e alegria quotidiana.
11.
Cootie Catcher
Shy at First
Shy at First é o segundo álbum da bem desconhecida banda indie pop de Toronto, Cootie Catcher, que mistura twee pop, indietronica e power pop com vozes partilhadas, sintetizadores animados e guitarras definidas. Eles criam uma atmosfera doce, nervosa e charmosa que evoca tanto a inocência como a vulnerabilidade juvenil e que nos toca em sítios que já não nos lembrávamos que existiam.
10.
Tickles
Sugar Plastic Plates
Este é o primeiro álbum de estúdio da banda francesa de noise‑punk / post‑hardcore Tickles, oriundos de Nantes, e que traz nove faixas gutorais de punk acelerado, ruído e intensidade crua, muito à imagem duns Idles, e que exploram temas como isolação, abandono, ansiedade e as cicatrizes da infância com honestidade implacável e energia explosiva.
09.
De La Soul
Cabin In The Sky
Cabin in the Sky é o primeiro álbum desde a morte do membro fundador David “Trugoy the Dove” Jolicoeur em 2023, mas ainda integra vozes inéditas dele. O álbum simultaneamente de tributo e celebração à sua vida e legado reunindo uma constelação de produtores e convidados. A perda, resiliência e alegria misturam-se aqui no estilo lúdico, consciente e inovador que definiu o som do grupo ao longo de décadas.
08.
Nation of Language
Dance Called Memory
Os Nation of Language continua a provar que a re-interpretação de um estilo pode ser tão boa ou por vezes até melhor que o original. A banda é mestre em sons melancólicos e nostálgicos dançáveis, provando de forma categórica que a contemplação também se dança.
07.
Pulp
More
24 anos depois os Pulp resolvem regressar aos discos e logo assim, de forma criativa, com uma narrativa mordaz e melódica, e com dedicação ao baixista Steve Mackey, falecido em 2023. Os Pulp provaram a sua intemporalidade conseguindo honrar o seu som clássico ao mesmo tempo que não deixam de oferecer novas visões e sonoridades.
06.
Youth Lagoon
Rarely Do I Dream
Dá vontade de dizer que tudo o que Trevor Powers (o nome por detrás de Youth Lagoon) toca, transforma em ouro. Rarely Do I Dream foi concebido a partir de vídeos caseiros antigos que Powers descobriu em Idaho, que ele samplou e incorporou para criar uma sonoridade que mistura electronica, ambient, pós-punk e texturas cinematográficas com letras que exploram memória, morte e renascimento.
05.
Great Grandpa
Patience, Moonbeam
Os Great Grandpa regressaram após cinco anos sem apresentarem trabalho. Este é apenas o seu terceiro álbum mas é muito rico e emocionalmente variado. O disco alterna entre momentos introspectivos e explosões sonoras, com singles como “Junior”, “Doom” e “Never Rest” a destacarem-se pela energia expansiva. Um disco para ouvir em repeat.
04.
Billie Marten
Dog Eared
Dog Eared é um excelente trabalho da cantora-compositora britânica Billie Marten, e que foi gravado em Brooklyn com o produtor Phil Weinrobe e uma banda ao vivo que amplia a sua paleta sonora para além do folk tradicional ao incorporar texturas de jazz, indie e pop. Os arranjos quentes e íntimos trazem-nos um conforto absolutamente necessário que nos ajuda a encontrar a paz que constantemente nos foge.
03.
Psychedelic Porn Crumpets
Carpe Diem, Moonman
Os Psychedelic Porn Crumpets lançaram dois álbuns este ano e este foi o primeiro deles. Carpe Diem, Moonman é um trabalho muito equilibrado e intenso, e que demonstra a capacidade da banda, não muito comum, de misturar o caos com a beleza sonora de forma perfeita. É um disco que cresce a cada audição, com novas atmosferas a revelaram-se uma e outra vez.
02.
Panda Bear
Sinister Grift
Noah Lennox vai lançando um disco regularmente, de 3 em 3 ou 4 anos e consegue sempre evoluir por novos caminhos. Sinister Grift é um álbum extraordinário com melodias retro e arranjos que vão do folk psicadélico ao reggae suave, muitas vezes escondendo uma melancolia introspectiva. Co-produzido com o companheiro de banda Josh “Deakin” Dibb e com contribuições de todos os membros dos Animal Collective e convidados como Cindy Lee e Rivka Ravede, o disco resulta num dos registos mais directos e imediatos de Lennox até hoje.
01.
Geese
Getting Killed
Os Geese, muito pela mão (e voz e carisma) de Cameron Winter (que também lançou um álbum a solo mas em 2024, daí não constar neste Top) são a banda do momento, aquela que nos faz sentir borboletas na barriga. Produzido com Kenny Beats, Getting Killed combina art-rock nervosa, estruturas mutantes e letras carregadas de humor ácido com ansiedade existencial, e consolida os Geese como uma das forças criativas mais singulares e decisivas da música alternativa atual.
E AGORA VAMOS A CAMINHO DE 2026.
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