CRÍTICAS

“Rental Family”: afetos por aluguer e emoções a prestações
Há filmes que sabem exactamente ao que vêm e não tentam ser outra coisa.
Este é daqueles que entra de mansinho, pede empatia e sai com um abraço.

“Father, Mother, Sister, Brother”: três histórias, a mesma distância emocional
À primeira vista, parece um filme fragmentado. À segunda, percebe-se que Father, Mother, Sister, Brother é tudo menos disperso — é um exercício de variações sobre o mesmo silêncio.

“Die My Love”: o filme que não quer ser amado
Há filmes que entram em cena para agradar. Outros chegam para incomodar, mesmo que isso signifique afastar público, prémios e consenso. Die My Love pertence claramente à segunda categoria.

“Pluribus”: consenso é o novo vírus
Depois de anos a ser injustamente ignorada, Rhea Seehorn encontra finalmente uma personagem à sua medida. Pluribus é lenta, desconfortável e pouco interessada em agradar — tal como a sua protagonista.

“I Love LA”: comédia nervosa de uma cidade em modo feed
Em I Love LA, viver em Los Angeles não é um sonho, é um full-time job. Rachel Sennott usa a comédia para mostrar uma cidade onde tudo é exposição, tudo é estratégia — e quase nada é descanso.

“Knives Out – Wake Up Dead Man”: menos ensemble, mais Josh O’Connor
Depois de dois filmes a provar que um bom whodunnit aguenta elencos gigantes, Rian Johnson decidiu experimentar outra coisa: e se, em vez de todos gritarem ao mesmo tempo, deixássemos um actor falar mais alto?

“Beast in Me”: o perigo mora ao lado
Uma escritora marcada pela tragédia vê a sua vida abalada pela chegada de um vizinho misterioso. Beast in Me é um thriller psicológico de tensão lenta, sustentado pelas interpretações de Claire Danes e Matthew Rhys.

“Urchin”: a estreia de Harris Dickinson atrás da câmara
Um mergulho cru e estranho pela vida de quem vive à margem, que entregou a Frank Dillane uma das interpretações mais elogiadas de Cannes.

“Train Dreams”: um épico íntimo que é um dos filmes mais bonitos na Netflix
Train Dreams pinta uma vida comum com cores raras. Um filme para sentir devagar, com banda sonora de excelência de Bryce Dessner e uma colaboração com Nick Cave, no final.

“Good Fortune”: uma comédia simpática sobre sorte e desigualdade.
Um anjo troca vidas para provar que o dinheiro não resolve tudo. Uma reviravolta que desencadeia o caos numa comédia que junta Aziz Ansari, Keanu Reeves e Seth Rogen. É leve, funciona quando a química acerta

“Wicked for Good”: fecho do conto de Oz chega com menos faísca.
A segunda parte retoma exactamente onde ficámos, mas desta vez a magia já não ilumina tudo da mesma forma. Voltar a Oz continua a ter charme, só que o deslumbramento perdeu intensidade no caminho.

“Relay”: anonimato e informação sensível em thriller competente
Riz Ahmed é um intermediário anónimo num sistema pensado para não deixar rasto. Quando uma denunciante lhe pede ajuda, o esquema que parecia seguro começa a revelar fissuras.