’96 Ao Infinito’ é o novo álbum dos DEALEMA, 13 anos depois de ‘Alvorada da Alma’.

Francisco Pereira

Treze anos depois de Alvorada da Alma, os Dealema regressam com 96 ao Infinito, um novo álbum que celebra três décadas de hip-hop independente.

Treze anos depois de “Alvorada da Alma”, o pentágono composto por Expeão, Fuse, Maze, Mundo Segundo e DJ Guze regressou a estúdio e trouxe consigo uma mão cheia de convidados que assinam um total de 10 faixas já disponíveis para escuta nas plataformas de streaming. A partir de 21 de Fevereiro podes encomendar o teu álbum em dealema.pt.

Trinta anos depois de “O Expresso do Submundo” ter deixado a primeira marca do colectivo nahistória do rap português, os Dealema regressam com 96 ao Infinito, um novo álbum que nasce menos como retorno e mais como continuação inevitável de uma trajetória rara na música portuguesa. Os primeiros três temas de avanço já são conhecidos: “Doutros Tempos”, “O Sangue” e “O Teu Momento” e podem ser escutados com vídeo no YouTube.

Treze anos após “Alvorada da Alma”, o colectivo prova que o tempo não lhes limou o ímpeto; pelo contrário, afinou a chama criativa. Nas palavras de Maze, “este disco surge como a prova viva de um pentágono que só cria quando está alinhado: cinco vértices, cinco percursos sólidos a solo, uma única força quando se juntam. 96 ao Infinito é simultaneamente memória e futuro, um testemunho de três décadas de independência, resistência e palavra afiada como bandeira.”

Sonoramente, 96 ao Infinito percorre um mapa amplo: beats que respiram entre o clássico e o contemporâneo, numa reinvenção sem nunca perder identidade. Ambientes que alternam entre a penumbra urbana e a luz aberta do horizonte. As letras surgem como sempre, exímias e cirúrgicas, ora íntimas ora incendiárias, demonstrando a maturidade de quem aprendeu com o tempo sem nunca perder o fogo. Os convidados – Bezegol, Manel Cruz, Zacky Man, Ace e David Cruz – aparecem como pontes naturais de afinidade artística, reforçando um disco que celebra um caminho guiado pela persistência e iluminado pela palavra.

Sempre underground na sua essência, sempre independentes por convicção, os Dealema transformaram um caminho tortuoso em força coletiva, tornando-se voz de várias gerações e inspiração para quem acredita que é possível construir sem concessões. O rótulo de “banda de culto” não os protege da responsabilidade, aprofunda-a: “honrar a palavra, o compromisso e a ligação olho no olho com o público” reforça Mundo Segundo.

Em contagem decrescente para concerto de celebração dos 30 anos no Coliseu do Porto, a 20 de Fevereiro, 96 ao Infinito apresenta-se não só como herança e retrospectiva de uma existência mas principalmente como um portal para o futuro. A saga continua rumo ao infinito.

RECORDA AQUI A LISTA DE ÁLBUNS ESCOLHIDOS PELOS DEALEMA.

Partilha

TAGS