Trinta anos depois de Alternative Prison, disco que deixou uma marca funda na música alternativa portuguesa, os Primitive Reason regressam finalmente aos palcos para dois concertos especiais que prometem ser tudo menos um exercício de nostalgia passiva. A banda de Cascais volta em Março para celebrar um álbum que não só definiu uma época como continua a soar urgente, incómodo e vivo.
Formados em 1993, os Primitive Reason impuseram-se rapidamente pela forma pouco ortodoxa como cruzavam rap, punk, hardcore, reggae e ska, criando uma linguagem própria que incendiava salas por todo o país. A intensidade dos concertos tornou-se lendária e Alternative Prison, editado em 1996, acabou por se tornar banda sonora de uma geração inquieta, inconformada e pouco dada a consensos.
O regresso faz-se em dose dupla: a 12 de Março no Hard Club, no Porto, e a 13 de Março no Lisboa ao Vivo. Dois concertos pensados para juntar diferentes gerações de fãs, dos que viveram a explosão inicial da banda aos que a descobriram mais tarde, e para revisitar um repertório que, apesar das três décadas entretanto passadas, não perdeu força nem pertinência.
Para tornar este momento ainda mais simbólico, o alinhamento reúne Brian Jackson, Guillermo de Llera e Jorge Felizardo, membros fundadores que não tocavam juntos desde 1998, acompanhados por Mark Cain e Abel Beja. A promessa é a de recriar a química explosiva da formação original, numa noite carregada de nostalgia, riffs incendiários e hinos intemporais que continuam a ecoar a atitude e a identidade dos Primitive Reason.
Os bilhetes já se encontram à venda online e nos locais habituais, com o preço de 25 euros, passando para 30 euros no próprio dia.









