14 álbuns para ouvir esta semana

Francisco Pereira

Week #31/2026 – Mais uma sexta-feira repleta de sugestões para conhecer com 14 novos discos que vão desde regressos a tributos e estreias.

The Mountain Goats, Days (Cadmean Dawn)

A prolífica banda norte-americana The Mountain Goats regressa com Days, o seu 27.º álbum de estúdio. Liderado pelo incansável John Darnielle, o registo reflete sobre a mortalidade, o envelhecimento e a perda da memória, tendo nascido de uma ideia inicial dedicada ao grunge dos anos 90. O disco cruza referências a Layne Staley (antigo vocaista dos Alice in Chains) e à cultura pop com indie folk, new wave e uns pózinhos de country.

Strawberry Alarm Clock, Where’s One? (Big Stir)

Os históricos Strawberry Alarm Clock regressam com Where’s One?, o seu sexto álbum de estúdio e o primeiro de originais em mais de uma década. Os pioneiros do psicadelismo dos anos 60, reuniram 5 dos seus membros originais e apresentam um registo maduro e otimista.

Ravyn Lenae, Blue Island (Atlantic)

Blue Island é o novo e terceiro trabalho de Ravyn Lenae. A artista de Chicago explora o seu universo de R&B alternativo, indie pop e soul com umas belas guitarradas à mistura. Lenae apresenta um trabalho coeso com momentos de forte intimidade emocional, incluindo mensagens de voz do seu avô, e onde colaborações com Dominic Fike e Doechii se destacam.

Margaret Glaspy, I Am Both (ATO Records)

Margaret Glaspy apresenta I Am Both, um trabalho de indie folk marcado por sabedoria observacional, melodias suaves e um humor afiado. Glaspy explora as contradições humanas, as desilusões relacionais e a coexistência de perspetivas opostas numa paisagem sonora que transita entre a contenção e a esperança. O álbum celebra a complexidade das emoções sem procurar resoluções fáceis, mostrando a maturidade lírica e musical da artista.

The Dresden Dolls, Yes, Virginia… (Tailor’s Version) (Cooking Vinyl Ltd)

O duo de punk cabaret The Dresden Dolls assinala o 20.º aniversário do seu segundo álbum de estúdio com Yes, Virginia… (Tailor’s Version). A nova gravação em direto foi lançada após o fim do contrato com a editora original, e reúne Amanda Palmer e Brian Viglione com convidadas como Jinkx Monsoon e Veronica Swift. O disco reinterpreta clássicos como “My Alcoholic Friends” e “Backstabber”, mantendo a teatralidade e a relevância temática das canções.

Megasound, Megasound

O trio norte-americano Megasound (formado por Kerry Alexander e Chris Hoge (Bad Bad Hats) ao lado de Elana Carroll (Party Nails), apresenta o seu álbum de estreia homónimo, Megasound. Nascido do amor partilhado pelo rock dos anos 2000 e inspirado no filme Josie & The Pussycats, o grupo aposta numa sonoridade direta assente em guitarras elétricas, baixo e bateria.

Role Model, Chuck Timely & The Hourglass (Interscope)

Role Model, o projeto musical de Tucker Pillsbury, regressa com Chuck Timely & The Hourglass. É um registo construído em redor do seu alter ego conceitual, Chuck Timely, e que contem 13 faixas que exploram as ansiedades, a solidão e a liberdade de estar solteiro no final dos vinte anos. O artista transforma vulnerabilidades e crises existenciais numa coleção de pop melancólica e também triunfante.

Dinner Party, Watchu Bringing? (Empire)

O supergrupo Dinner Party — composto por Terrace Martin, Robert Glasper, Kamasi Washington e 9th Wonder — volta com Watchu Bringing?. O quarteto norte-americano combina jazz, soul e hip-hop com uma elegância e fluidez ímpares, como seria de esperar. O registo chega num período de grande vitalidade criativa e reflete a forte química e sintonia entre os quatro músicos.

Team Work, Somebody’s Gotta Do It (Feel It Records)

O projeto Team Work nasceu da colaboração transcontinental entre Lise Sutter (Leipzig) e Ronni What (Baton Rouge) que se conheceram ao esbarrarem pelas contas do Soundcloud de cada um. Eles apresentam agora o seu álbum de estreia, Somebody’s Gotta Do It. O trabalho cruza o post-punk, a sensibilidade da pop alternativa e a experimentação ambiente num testemunho necessário para os nossos ouvidos.

Man/Woman/Chainsaw, Cannonball

O sexteto londrino de art rock Man/Woman/Chainsaw apresenta o seu aguardado álbum de estreia, Cannonball. O grupo, formado por músicos que mal entraram nos vinte anos, confirma a maturidade e a ambição antecipadas no EP Eazy Peazy (2024). O disco oscila entre o rock alternativo com arranjos arrojados, e estabelece a banda como uma das vozes mais seguras e emergentes do panorama britânico atual.

Art Feynman, Orphans (Western Vinyl)

O projeto Art Feynman (de Luke Temple) apresenta Orphans, um registo que abraça uma sonoridade lenta, discreta e maioritariamente instrumental, concebida para colorir a atmosfera do quotidiano. O álbum explora a intuição e a serenidade, oferecendo uma coleção de esboços intimistas dotados de uma subtil e profunda clareza emocional.

Slow Fiction, dollhouse (Tight Knit)

Os Slow Fiction apresentam o seu trabalho de estreia, dollhouse. Eles são um quinteto de Nova Iorque e são conhecidos pelo som dinâmico que cruza o post-punk expansivo, o indie rock típico da Big Apple e a sensibilidade pop melódica. Liderado pela voz marcante de Julia Bardo, o registo explora temas de vulnerabilidade, identidade e tensão urbana com uma entrega contagiante.

Citizen, Halcyon Blues (Run For Cover)

Os veteranos Citizen regressam com Halcyon Blues, o seu sexto álbum de estúdio que une as várias fases e abordagens da sua carreira. O grupo combina o post-punk agressivo com synthpop melancólico, rock alternativo encorpado e sombras de shoegaze. O disco oscila entre atmosferas profundas e dinâmicas eletrizantes, confirmando a maturidade e a contínua reinvenção do grupo dentro do ecossistema do emo e do indie rock.

V.A., Sittin’ With Blaze: A Tribute To Blaze Foley

A compilação de vários artistas Sittin’ With Blaze: A Tribute To Blaze Foley presta uma sentida e coesa homenagem ao lendário songwriter de Austin, Blaze Foley. O registo reúne nomes de peso da Americana, como Lucinda Williams, Phosphorescent, Lucy Dacus, Willie Watson e John Moreland, reinterpretando a obra melancólica e graciosa de Foley. O álbum celebra a intemporalidade de um talento único.

Partilha

TAGS