As Melhores Séries de 2025

Eduardo Marino

Esta é a escolha Mente Cultural para as 14 melhores séries do ano, uma escolha de Eduardo Marino.

14.

The Narrow Road to the Deep North

Adaptação televisiva do romance homónimo, segue Dorrigo Evans antes, durante e depois da Segunda Guerra Mundial, com Jacob Elordi a receber uma nomeação para o Golden Globe pela sua interpretação de um personagem marcado por escolhas difíceis, amor e sobrevivência.

13.

The Rehearsal

Na segunda temporada, Nathan Fielder leva ainda mais longe a ideia de ensaiar situações da vida real, incluindo um episódio em que um avião é usado como cenário para testar emoções, decisões e relações fora da caixa. O tom continua provocador e desconfortavelmente divertido, obrigando a questionar até que ponto a vida é uma performance — literalmente e metaforicamente.

12.

Alien: Earth

Primeira série de televisão do franchise Alien, criada por Noah Hawley, situa‑se dois anos antes dos eventos do filme original de 1979, trazendo monstros icónicos e humanos em luta num mundo governado por corporações. A série combina terror claustrofóbico dos Xenomorphos com drama de ficção científica, dando uma nova vida à mitologia sem esquecer o suspense que tornou a saga famosa.

11.

Chief of War

Drama histórico inspirado nas histórias de guerreiros e líderes no Havaí pré‑colonial, representando uma espécie de “shogun à maneira havaiana” em que poder, honra e cultura colidem. Jason Momoa lidera um elenco envolvido em conflitos de território e tradições ancestrais, oferecendo combates coreografados e relações humanas que exploram alianças e traições, com muita violência e ótimos cenários à mistura.

10.

Andor

Esta segunda temporada e última expandiu o universo Star Wars com foco em Cassian Andor e a luta da Rebelião contra o Império, trazendo espionagem, política e sacrifícios num tom mais sombrio e realista. Em vez de laser espetacular, o que se destaca é a construção de personagem, traições e pequenas vitórias à margem dos grandes combates cinematográficos. O resultado é uma das frentes mais maduras e bem conseguidas da saga televisiva.

09.

Dying for Sex

Inspirada numa história real de uma mulher de 45 anos que, após ser diagnosticada com cancro da mama metastático, deixou o marido e embarcou numa jornada de exploração sexual, a série usa humor e emoção para falar de vida, desejo e mortalidade. Michelle Williams brilha como Molly e Jenny Slate como Nikki, a amiga que a apoia incondicionalmente, dando profundidade e calor humano a uma história que poderia ser só chocante, mas que se torna profundamente libertadora.

08.

Hacks

A quarta temporada continua a explorar a relação profissional e pessoal entre Deborah Vance e a sua dupla, combinando humor seco com questões de relevância humana como carreira, envelhecimento e identidade. O tom mantém‑se afiado e as piadas cortantes continuam a surpreender, enquanto os personagens enfrentam mais mudanças e reviravoltas.

07.

The Studio

Comédia satírica sobre os bastidores duma grande produtora de Hollywood que dominou os Emmys de comédia em 2025, chegando a levar para casa uma mão cheia de prémios individuais e de equipa. Criada por Seth Rogen é uma das comédias mais afiadas e comentadas da atualidade, perfeita para quem gosta de ver a indústria a rir‑se de si própria.

06.

The Lowdown

Thriller noir ambientado em Tulsa (Oklahoma) com Ethan Hawke como Lee Raybon, um jornalista/cidadão obsessivo pela verdade que acaba envolvido numa investigação a uma morte suspeita ligada à corrupção local. Inspirada no espírito de investigação “truthstorian”, a série mistura mistério, drama e crítica social com um elenco que inclui Kyle MacLachlan, Jeanne Tripplehorn e Tim Blake Nelson.

05.

Pluribus

Pós‑apocalipse sci‑fi de Vince Gilligan com um conceito estranho, mas eficaz: um sinal alienígena força a humanidade a uma consciência coletiva e apenas alguns imunes resistem à “felicidade forçada”. Rhea Seehorn lidera um elenco num mundo onde livre‑arbítrio é raro e a sobrevivência passa por preservar aquilo que nos torna humanos. É tão bizarra quanto incisiva, com humor ácido e uma sátira social que cresce à medida que o mundo desmorona.

04.

The White Lotus

Na terceira temporada, a sátira continua num resort exclusivo em Koh Samui (Tailândia), com hóspedes ricos a lidar com espiritualidade, morte e dramas pessoais entre ioga, massagens e festas ao pôr do sol. A narrativa mantém o tom ácido de crítica social da série, mas com um ritmo mais contemplativo e vários núcleos a convergir, nem todos com o mesmo impacto narrativo.

03.

Adolescence

Minissérie britânica filmada em plano sequência que segue os efeitos explosivos do assassinato alegado de uma colega por um rapaz de 13 anos. A estrutura imersiva cria uma tensão constante — é como ver um debate social amplificado em tempo real — e as performances puxam bem as emoções. Não admira que se tenha tornado sensação global, acumulando prémios e discussões sociais acesas.

02.

Severance

Esta série de ficção científica corporativa regressa com a mesma premissa: trabalhadores cuja memória é separada entre vida profissional e pessoal por um procedimento biotécnico. O ritmo frio e calculado combina mistério, humor ácido e simbolismo que recompensa quem gosta de pensar de forma profunda sobre identidade e alienação. É uma das narrativas mais originais do catálogo recente da Apple e continua a desafiar expetativas.

01.

The Pitt

Drama médico em tempo real em que cada episódio corresponde a uma hora de um turno de 15 horas nas urgências hiperativas de Pittsburgh, com Noah Wyle à frente de uma equipa que nunca tem um segundo para respirar. A intensidade é constante e as crises chocam‑se como vagões de comboio, misturando medicina brutal com dilemas humanos. Não é só “mais uma série de hospitais”: faz sentir o peso emocional dos profissionais de saúde. Foi uma das grandes vencedoras dos Emmys de 2025 e já tem segunda temporada pronta a começar em janeiro de 2026.

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