Azores Burning Summer celebra edição recorde e regressa à Praia dos Moinhos em 2027.

Redação

Quase 6000 pessoas participaram na 12.ª edição do Festival, marcada pela descoberta musical, pelo encontro entre culturas e pelo reforço das práticas de sustentabilidade.

O Azores Burning Summer encerrou a sua 12.ª edição com a maior adesão de sempre. Ao longo de dois dias, quase 6000 pessoas passaram pela Praia dos Moinhos, no Porto Formoso, para uma celebração feita de música, cultura, sustentabilidade e comunidade. O Festival regressa nos dias 27 e 28 de agosto de 2027.

Durante dois dias, diferentes gerações, culturas e geografias encontraram-se num cenário natural exuberante e inesquecível. Houve música para descobrir, reencontros, conversas e dança, numa experiência vivida com alegria, conforto e segurança.

Mais do que pelos números, o sucesso do Azores Burning Summer mede-se pela felicidade e pela satisfação do público e pela capacidade de fazer com que cada pessoa se sinta parte de um momento especial de descoberta, partilha e encontro entre culturas. A energia dos festivaleiros confirmou a identidade própria que o projeto tem vindo a construir, há mais de uma década, no panorama cultural regional e nacional.

Música para descobrir, culturas para aproximar

Com uma programação que foge ao mais previsível, o Azores Burning Summer voltou a afirmar-se como um espaço de descoberta, diálogo e cruzamento cultural. Partindo do universo lusófono e abrindo-se a outras geografias, a experiência sonora percorreu Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola, Brasil, Portugal, Espanha e Reino Unido, criando pontes entre diferentes gerações, influências e linguagens musicais. Lura, Paulo Flores, Tabanka Djaz, Capitão Fausto, Zé Ibarra e Throes + The Shine protagonizaram os concertos no Palco Terra Nostra, enquanto, no Palco KIA Tropical, os DJ sets prolongaram a celebração ao longo das duas noites e mantiveram viva a energia do Festival até ao encerramento.

O Azores Burning Summer voltou a mostrar que é muito mais do que dois dias de música. Ao longo de julho e agosto, crianças, jovens, famílias e comunidades de diferentes freguesias da Ribeira Grande participaram num programa de iniciativas culturais, ambientais, educativas e de promoção da saúde. O Cinema da Autonomia e o Cinema na Praia, ambos com a chancela da NOS Açores, o VIVE – Programa Comunitário de Saúde, o Letras n’Areia, o Moinhos Revival e o HABITAT – Crescer Sustentável reforçaram a ligação do Festival ao território e às suas comunidades, prolongando a sua intervenção muito para além do recinto principal.

Sustentabilidade que se vive

A sustentabilidade voltou a fazer parte da experiência do Azores Burning Summer, através de medidas destinadas a reduzir o impacto ambiental do evento e a incentivar comportamentos mais responsáveis.

Entre os resultados alcançados, destaca-se a taxa de devolução de 80% dos copos reutilizáveis, com reembolso da caução, bem como a redução das beatas abandonadas no recinto e a melhoria da separação de resíduos. Apesar do aumento do consumo associado à maior afluência, o volume total de resíduos manteve-se ao nível da edição anterior, correspondendo a um contentor de 800 litros por cada tipologia.

A preocupação com o conforto, a segurança e a mobilidade do público refletiu-se igualmente na organização dos acessos. A parceria KIA Car Sharing voltou a incentivar os festivaleiros a partilharem viaturas, enquanto a disponibilização gratuita de parques de estacionamento e de transporte em shuttle ajudou a reduzir a circulação automóvel junto à Praia dos Moinhos garantindo conforto e tranquilidade aos moradores e utilizadores do lugar dos Moinhos. O serviço registou uma forte adesão e uma resposta muito positiva do público. Nas duas noites, cerca de 30 minutos após o encerramento, todos os participantes que aguardavam transporte já tinham regressado aos parques de estacionamento.

O Eco Market voltou a dar espaço a artesãos e projetos ligados ao ecodesign, à produção de proximidade e ao consumo responsável. A Expo Veículos Elétricos apresentou, por sua vez, as soluções atuais de mobilidade sustentável.

A responsabilidade ambiental esteve também presente na programação dirigida às gerações mais jovens. O HABITAT – Crescer Sustentável reuniu crianças e jovens numa experiência de descoberta do património natural marinho dos Açores, através de atividades de literacia do oceano, do contacto com projetos científicos e ambientais e de uma visita à Lotaçor.

Um Festival construído em conjunto

Cada edição do Azores Burning Summer resulta do trabalho e do compromisso de uma extensa rede de parceiros, entidades, equipas e membros da comunidade local.

A organização agradece o apoio institucional da Câmara Municipal da Ribeira Grande, da Junta de Freguesia do Porto Formoso, do Governo dos Açores e do Governo de Cabo Verde, assim como o envolvimento dos patrocinadores e parceiros que continuam a acreditar no projeto: Marca Terra Nostra, NOS Portugal, KIA Portugal, Grupo Moniz de Sá, EDA e Azores Airlines.

Um agradecimento especial é também dirigido às entidades que contribuíram para a programação cultural, ambiental e comunitária, entre as quais a Lotaçor, o OMA – Observatório do Mar dos Açores, o Instituto OKEANOS – Universidade dos Açores, a Direção Regional das Pescas, o projeto MONIPOL, a Rede Municipal de CATL “A Ponte Norte” e a Livraria Solmar.

A organização destaca, em particular, o elevado profissionalismo da equipa central do Festival, cuja competência, dedicação e capacidade de resposta aos diferentes desafios foram determinantes para elevar a qualidade desta edição. Reconhece igualmente o contributo indispensável de artistas, músicos, DJs, técnicos, produtores, profissionais de segurança, agentes policiais, fornecedores, artesãos, comerciantes e restantes equipas envolvidas, bem como de todos os festivaleiros que ajudaram a afirmar o Azores Burning Summer como um momento de enriquecimento cultural, partilha e felicidade coletiva.

O Festival destaca igualmente a colaboração com a PDL26 – Ponta Delgada Capital Portuguesa da Cultura, que integrou o Azores Burning Summer na sua programação complementar e reforçou a ligação entre diferentes projetos culturais desenvolvidos na região.

Em 2027, voltamos a encontrar-nos junto ao mar

Depois de uma edição marcada pela forte adesão, pela diversidade da programação e pelo reforço das práticas de sustentabilidade, o Azores Burning Summer anuncia o seu regresso à Praia dos Moinhos nos dias 27 e 28 de agosto de 2027.

“Esta foi a edição com maior adesão de sempre, mas o que verdadeiramente nos orgulha é ver o público partir com a sensação de ter vivido algo especial. Queremos que o Azores Burning Summer continue a ser um lugar de descoberta, partilha e encontro entre culturas, onde todos se sintam acolhidos e seguros. Esta experiência só existe graças à extraordinária comunidade de parceiros, equipas, artistas, voluntários, população local e festivaleiros que a constrói connosco. Despedimo-nos de 2026 com a certeza de que os melhores momentos são aqueles que se descobrem, se vivem e se partilham. Em 2027, voltamos a encontrar-nos junto ao mar”, afirma Filipe Tavares, diretor do Azores Burning Summer e presidente da ARTAC.

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