Marta Lima afirmou-se rapidamente como uma das vozes mais promissoras da nova vaga da música de autor em Portugal. O cartão de visita deu-se em 2023 com o EP de estreia, Murmúrio, ponto de partida para um percurso em clara ascensão que a levou a cruzar palcos e estúdios com nomes como Buba Espinho, Samuel Úria e Joana Alegre.
A consolidação do seu espaço no panorama nacional traduziu-se em atuações fortes, desde a abertura de concertos para Vitor Kley e Bárbara Tinoco à passagem por festivais de referência como o Festival F, o NOS Alive e o Vodafone Paredes de Coura. Depois do sucesso do single “Passos Marcados” em 2024, fortemente destacado pelas principais rádios nacionais, 2025 trouxe o seu segundo EP, Postal em Branco, apresentado com lotação esgotada no Musicbox e seguido por uma digressão nacional de mais de 25 datas.
A convite do Mente Cultural, a cantautora partilha agora os discos que moldaram o seu olhar artístico: obras de referência, refúgios de escuta constante e inspirações às quais regressa sempre que procura reencontrar a sua própria voz.
* fotografia de Joana Campos
1. B Fachada
B Fachada (2009)
Um disco que me foi aconselhado ouvir na época em que cursava Administração Pública levando-me para o mundo da música autoral portuguesa, tornando-se um disco importante para o meu percurso. É também, a meu ver, um dos grandes álbuns da música portuguesa.
2. Luís Severo
O Sol Voltou (2019)
Na sequência de B Fachada, Luís Severo apareceu-me assim por magia e o álbum O Sol Voltou remonta-me a tempos instrospetivos e foi uma grande referência na minha carreira musical. Tornei-me fã da sua música, da sua forma de ser.
3. Yebba
Dawn (2021)
Após ter encontrado o trabalho da MARO, fui mergulhando no mundo “Berklee College Music” e aí aparece a YEBBA, referência musical muito forte para mim, o seu aparelho vocal, composições extraordinárias e ricas musicalmente fazem com que este álbum seja um dos meus preferidos de todos os tempo. Volto sempre a este disco passem os anos que passarem.
4. Anavitória
Esquinas (2024)
Um álbum totalmente diferente de todos os trabalhos que têm vindo a lançar. Álbum mais indie e rico musicalmente. Aconselho muito a escutarem este álbum desta dupla brasileira.
5. Olivia Dean
Messy (2023)
Olivia Dean foi a descoberta do ano passado, traz-me esperança na indústria do Pop mundial. O seu carisma, as suas letras e melodias são transcendentes e levam-me para um espaço que me traz paz.



