Kasabian, Act III
Os Kasabian voltam em grande forma com Act III, o seu nono álbum de estúdio. Conduzido pela voz inconfundível de Serge Pizzorno, o álbum reúne dez faixas carregadas de ótimos riffs e de uma forte carga psicadélica, intercaladas por três interlúdios concetuais.
Arab Strap, Half-Told Tales (Rock Action)
Trinta anos após a estreia com o histórico single “The First Big Weekend”, a influente dupla escocesa Arab Strap regressa com o seu nono álbum de estúdio, Half-Told Tales. Gravado com o colaborador de longa data Paul Savage, o registo transborda o humor negro e a ironia afiada característicos de Aidan Moffat e Malcolm Middleton.
Chat Pile, Who Loves The Sun
O quarteto de Oklahoma City, Chat Pile, edita Who Loves The Sun, o seu terceiro registo de longa-duração e uma resposta visceral à efemeridade da era digital. A banda composta por Ray B., L. Manhole, Stin e Cap’n Ron entrega um noise rock avassalador e catártico. Se o disco de estreia abordava a paranoia americana e o sucessor focava a violência global, este novo capítulo expõe a indiferença coletiva.
The Thermals, Under Crushing Rain (Static Catsup Aspic)
Os The Thermals, de Portland, estão de regresso após uma década, com o aguardado Under Crushing Rain. Liderado por Hutch Harris, o disco resgata a energia da sua estreia clássica, abordando a luta contra a negatividade e a afirmação do valor próprio.
Personal Trainer, Human Assholes (Bella Union)
Os Personal Trainer são um coletivo holandês de indie rock que lançam hoje o seu terceiro álbum de estúdio, Human Assholes, marcado por uma sonoridade mais calorosa e orgânica. Distanciando-se do método fragmentado em computador dos registos anteriores, o vocalista Willem Smit reuniu a banda em estúdio para captar a energia da criação coletiva.
Shadowman, Shadowman (Nica Records)
O trio britânico formado por John J Presley, pelo produtor Ben Hillier e por Danielle Perry apresenta o seu projeto colaborativo com o álbum homónimo Shadowman. Gravado em fita de duas polegadas no estúdio Agricultural Audio e enriquecido pelos sopros de Pete Wareham e Marcus Hamblett, o registo cruza uma fragilidade acústica com o pós-rock atmosférico.
Mykki Blanco, CAFE PARADISO (Transgressive)
Mykki Blanco lança Cafe Paradiso, um registo introspectivo e meticuloso que marca uma etapa de renovada clareza na sua carreira. O álbum inspira-se na atmosfera de cafés e encontros urbanos de várias metrópoles mundiais e é estruturado em três atos por forma a celebrar a observação, a solitude e a arte de desfrutar da própria companhia.
Soft Loft, Throw The Dice (PIAS)
O quinteto suíço Soft Loft apresenta Throw The Dice, um trabalho que reivindica e eleva a pop de cariz mais sofisticado. Liderado pela vocalista e compositora Jorina Stamm, o grupo assina uma coleção de canções refinadas que navegam com maestria entre a acessibilidade melódica e arranjos ricos, evocando a sensibilidade da segunda fase dos Fleetwood Mac.
Amyl And The Sniffers, Truth Or Consequence (Live From El Coyote)
Os australianos Amyl And The Sniffers lançam o álbum ao vivo Truth Or Consequence (Live From El Coyote), registado em Los Angeles em abril de 2025. Acompanhando o filme de concerto homónimo, o grupo reimagina o seu repertório sob uma supreendente e invulgar influência country.
Dottie Andersson, Andersson Funeral Home
A cantautora sueca Dottie Andersson faz a sua estreia em trabalhos de longa-duração com o emotivo Andersson Funeral Home. Utilizando a casa funerária como uma metáfora central para o processamento emocional, a dor e o perdão, o disco transforma o luto e a memória num espaço acolhedor de cura e encerramento. Provavelmente, a surpresa da semana (ou mês).
The Black Wizards, Force Majeure & The Acts Of God (Hassle Records)
A banda portuguesa The Black Wizards regressa em força com o seu quarto álbum de estúdio, Force Majeure & The Acts Of God. Batizado a partir do termo jurídico para eventos incontroláveis, o registo canaliza o caos político global e as frustrações sociais num manifesto de fuzz, heavy psych e humor negro.
Hannah Cole, Switchbacks
De Nashville, apresenta-se Hannah Cole que se estreia com Switchbacks. Cole funde o dinamismo do shoegaze e do rock alternativo dos anos 90 com ritmos pop irresistíveis. O disco destaca-se, entre o desejo de sucesso e a preservação do amor puro pela criação artística, como uma reflexão contagiante e luminosa.
Dexys Midnight Runners, Love
O lendário projeto Dexys Midnight Runners, liderado por Kevin Rowland, regressa com Love, um álbum luminoso e intimista que navega pelas memórias e vivências do seu mentor. O trabalho reune canções esboçadas ao longo das últimas três décadas com composições recentes, e afasta-se dos clichés românticos para explorar uma vertente afetiva em toda a sua amplitude.
Max Fry, Better Luck Next Time
O artista e produtor Max Fry apresentou Better Luck Next Time, um registo dinâmico que funciona como um verdadeiro refúgio para quem lida com desafios relacionais, saúde mental e introspeção. Sob a sua própria produção executiva, o projeto transita com mestria por influências que vão do shoegaze e post-punk ao emo rap e à indie pop contemporânea.
Told Slant, What’s Up
Felix Walworth regressa com What’s Up, o quarto álbum do seu projeto Told Slant e o seu mais doloroso manifesto indie rock. Ambientado em Nova Iorque, o registo revela-se como um retrato cru sobre ver a cidade natal transformar-se, enquanto reflete sobre as marcas do tempo e as renúncias de quem se dedica obsessivamente à música independente.










