Foo Fighters, Your Favoite Toy (Roswell Records/RCA Records)
Os Foo Fighters estão de regresso às origens com o seu 12 º álbum, Your Favorite Toy. O novo trabalho já conta com o novo baterista Ilan Rubin, e mostra-nos momentos de rock direto como “Spit Shine”, entre outros, que mais encaixam num setlist para grandes concertos de estádio do que propriamente num passo inovador para a discografia da banda.
Ringo Starr, Long Long Road (Rewind Forward)
Em Long Long Road, Ringo Starr dá continuidade à sua aclamada incursão pelo universo country e Americana, reunindo-se novamente com o produtor T Bone Burnett. O álbum, sucessor do êxito Look Up (2025), funciona como um mosaico sonoro do legado de Ringo, incluindo uma versão de Carl Perkins e colaborações com nomes como St. Vincent e Billy Strings. Gravado entre Nashville e Los Angeles, o disco reafirma a vitalidade do ex-Beatle, transformando a sua vasta jornada musical numa celebração de raízes texanas e autenticidade.
Metric, Romanticize the Dive (Thirty Tigers)
Os Metric também estão de regresso, com Romanticize The Dive, um disco que celebra as três décadas de carreira. Gravado nos lendários Electric Lady Studios, o disco funde a urgência do post-punk revival com uma produção eletrónica sofisticada que evoca a era de Fantasies. Entre a introspeção de “Victim of Luck” e o pulsar euro-disco de “Crush Forever”, Emily Haines troca a vaidade pela honestidade e entrega um trabalho maduro.
Gia Margaret, Singing (Jagjaguwar)
A delicadeza ambiental de Gia Margaret está de volta em Singing, um registo onde a voz, outrora perdida e recuperada em álbuns anteriores, se torna o instrumento central de uma narrativa minimalista. Abandonando as texturas puramente instrumentais, a artista de Chicago oferece canções curtas e confessionais que funcionam como meditações sobre a paciência e a cura.
Carla dal Forno, Confession (Kallista)
Num desvio inesperado das suas intenções iniciais, Carla dal Forno apresenta Confession o seu trabalho mais direto e emocionalmente transparente. O isolamento numa zona rural permitiu à artista australiana trocar o experimentalismo abstrato por uma escrita em “linguagem clara”, resultando num synth-pop minimalista impregnado de influências dub e post-punk.
Hrishikesh Hirway, In the Last Hour of Light (Keeled Scales)
Hrishikesh Hirway, conhecido pelo aclamado podcast Song Exploder, apresenta em In the Last Hour of Light o seu primeiro álbum em nome próprio, abandonando o pseudónimo de The One AM Radio. Com produção de Phil Weinrobe, o disco é uma reflexão profunda sobre o luto, a passagem do tempo e a aceitação, nascida após a morte da mãe do artista. O disco conta com colaborações de Iron & Wine e Fenne Lily.
Friko, Something Worth Waiting For (ATO Records)
Pouco tempo depois de ajudarem a revitalizar o indie rock com a sua estreia, os Friko regressam com o sucessor Something Worth Waiting For, provando que o impacto inicial não foi um acaso. Agora solidificados como um quarteto, os músicos de Chicago trocam a ironia típica da década por uma sinceridade latente, moldada pela experiência de palcos globais.
The Junipers, The Solid And The Hollow
Os The Junipers editam The Solid And The Hollow e expandem o seu universo de psicadelismo pastoral para terrenos mais densos. Embora mantenham as harmonias mais luminosas inspiradas em Brian Wilson e o “jangle pop” clássico, os músicos de Leicester incorporam agora nuances de shoegaze e o vigor do freakbeat. O álbum funciona como uma cápsula do tempo intemporal e oferece uma experiência sensorial detalhada e absolutamente essencial.
Yonah, Bird of Miracles
O amadurecimento artístico de YONAH atinge o seu auge em Bird of Miracles, o seu álbum de estreia. O título, uma tradução do seu nome hebraico, reflete a jornada de reconciliação entre o seu passado religioso em Manhattan e a identidade independente que construiu em Brooklyn. Produzido com Harper James, o disco é uma ode ao falecido pai do artista, fundindo o lirismo cru de influências como Elliott Smith com uma sonoridade indie-rock experimental que transforma o luto e a rebeldia numa celebração de aceitação e gratidão.
White Denim, 13 (Bella Union)
A versatilidade dos White Denim atinge um novo patamar em 13, um álbum que funciona como um caldeirão efervescente de estilos. A banda de Austin recusa-se a ficar estática, saltando de progressões dignas de Frank Zappa em “(God Created) Lock and Key” para o funk sulista e até incursões pelo yacht rock e motown.
TV Star, Music For Heads (Father/Daughter)
A estreia dos TV Star, Music For Heads, apresenta-se como uma jornada onírica que equilibra a tradição narrativa com uma sonoridade original. Através da voz de Ashlyn Nagel, o álbum navega por guitarras carregadas de reverb e influências que vão do folk-rock ao shoegaze. Embora o grupo ainda teste limites em contrastes por vezes abruptos, faixas como “Reality Cheque” e a psicadélica “Koresh Me Down” revelam uma capacidade única de transformar introspeção em paisagens sonoras cinematográficas.
White Fence, Orange (Drag City)
Sete anos após o seu último registo, Tim Presley regressa com Orange, um álbum que canaliza a dor da perda e o processo de reabilitação num mosaico psicadélico. Com o apoio do seu amigo de longa data, Ty Segall, na bateria e na mistura, o líder dos White Fence funde o jangle de 12 cordas dos anos 60 com a melancolia indie britânica da década de 80.
Tom Rowley, Moses And The Drones (Townsend Music)
Após uma década como braço direito dos Arctic Monkeys, Tom Rowley assume finalmente o protagonismo em Moses and the Drones. O músico de Sheffield, que trocou o trabalho numa fábrica pelos maiores palcos do mundo, apresenta um álbum de estreia com uma sonoridade retro inspirada nos anos 70, gravada em fita por Loren Humphrey. Com a participação de Alex Turner na produção de “Something Strange”, o disco equilibra a sofisticação da era The Car com uma vulnerabilidade solista que Rowley tentou concretizar, sem sucesso, por cinco vezes no passado.
Cavs, Sojourn (PDOOM)
O baterista dos King Gizzard & The Lizard Wizard, Michael Cavanagh, conhecido como Cavs, explora novos horizontes rítmicos no seu mais recente projeto a solo, Sojourn. Afastando-se do caos frenético da sua banda principal, este trabalho é uma viagem hipnótica pelo mundo da percussão polirrítmica e texturas ambientais. Cavs cria paisagens sonoras que evocam tanto o jazz experimental como o minimalismo eletrónico.
Gay Meat, Blue Water (Skeletal Lightning)
Sob o pseudónimo de Gay Meat, o veterano Karl Kuehn (ex-Museum Mouth) apresenta Blue Water, um projeto que equilibra a estética artística esotérica com a energia direta da pop-punk. O álbum funciona como uma terapia confessional e navega por contrastes profundos: do luto à esperança, do devaneio à realidade crua da experiência queer.
Maxwell Farrington & Le Superhomard – Window Tax (Talitres)
A colaboração entre o australiano Maxwell Farrington e o produtor francês Le Superhomard atinge o seu apogeu em Window Tax. Este terceiro esforço conjunto é um banquete de pop orquestral de luxo, onde arranjos vintage evocam a sofisticação de Scott Walker e a leveza dos Air. O duo entrega o seu conjunto de canções mais forte, equilibrando com mestria a elegância clássica e a excentricidade contemporânea.
Terror, Still Suffer (Flatspot)
Ninguém poderia ter previsto a trajectória que o hardcore tomou. E no início dos anos 2000, ninguém imaginaria que uma banda como os TERROR ainda seriam uma das mais influentes bandas do género, 24 anos após seu início. Agressividade, aliada ao amor e à admiração pela cena da qual tantos vieram e se foram, permitiu que prosperassem.











