Realizado por Jim O’Hanlon e escrito em parte por Jimmy Carr, Fackham Hall pega em tudo o que se espera de um drama aristocrático britânico — mansões, heranças, casamentos arranjados, criados cheios de segredos — e começa a desmontar peça a peça. A história até existe (um casamento que corre mal, romances meio tortos, um crime pelo meio), mas nunca é o mais importante. O foco está mesmo nas piadas.
E há muitas. Às vezes demais. O filme dispara gags sem grande pausa: trocadilhos, humor físico, situações completamente idiotas. Nem todas resultam, é verdade, mas também não parece preocupado com isso. Vai atirando, e algumas acabam por acertar mesmo bem. É esse ritmo meio caótico que várias críticas destacam — tanto como ponto fraco como aquilo que mantém o filme vivo.
O elenco ajuda mais do que seria expetável. Thomasin McKenzie, Damian Lewis e companhia jogam tudo a direito, como se estivessem num drama sério. A graça não vem de exagerar — vem precisamente de ninguém parecer achar aquilo estranho.
Pelo meio, ainda há pequenas picadas à aristocracia e às regras sociais daquele mundo, mas nada muito sublinhado.
Fackham Hall é irregular, um bocado disparatado e às vezes até meio cansativo — mas também é rápido, leve e, quando acerta, é mesmo engraçado. Daqueles filmes que não prometem muito… e que acabam por dar o suficiente.











