Os 75 melhores álbuns de 2026 até agora.

Francisco Pereira

Apresentamos 75 dos melhores álbuns que ouvimos este ano, até ao momento, sem rankings. Sugestões que são para escutar com atenção.

Também poderíamos intitular o artigo como “75 dos melhores álbuns de 2026 até agora”. A diferença é subtil mas traduziria melhor a realidade. Em seis meses, identificámos mais de 350 discos (nacionais e internacionais) que foram sendo editados e foram divulgados na nossa publicação semanal de “X álbuns para ouvir esta semana“. A verdade é que é impossível ouvir tudo e conseguir escutar um álbum por dia já é digno de celebração. Por isso, aqui fica uma lista com alguns dos melhores álbuns que fomos ouvindo este ano, ficando sabe-se lá quantos de fora que não deviam ter ficado. Mas, ainda assim, podemos garantir: os que se seguem valem a pena.

Flea, Honora

Ouvir Flea longe dos Red Hot Chili Peppers pode causar estranheza inicial, mas Honora mostra uma nova faceta (e bem bela, diga-se) do músico. Este seu primeiro longa-duração a solo afasta-se do rock e mergulha no jazz, destacando as suas virtudes enquanto trompetista. Apoiado por um bom grupo de instrumentistas e com participações discretas de Thom Yorke e Nick Cave, o registo equilibra composições originais melancólicas com versões ponderadas de clássicos modernos.

Sault, Chapter I

O regresso dos enigmáticos Sault com Chapter 1 traz uma interessante sensação de recomeço, sem perder a identidade coletiva que os caracteriza. Produzido por Inflo, o registo afasta-se um pouco do pendor mais orquestral do passado, preferindo uma abordagem focada num r&b e neo-soul mais paciente e assente em sessões de improvisação.

Kevin Morby, Little Wide Open

Kevin Morby gravou Little Wide Open num retiro isolado no Colorado, e esse silêncio molda cada faixa. O músico foca-se na folk mais pura, inspirada diretamente pela crueza de Leonard Cohen. É um trabalho minimalista, despido de artifícios, onde a guitarra acústica e a sua voz aligeiram reflexões profundas sobre a solidão e a passagem do tempo.

Aldous Harding, Train On The Island

Aldous Harding sempre gostou de fintar as nossas expectativas, e Train On The Island vive precisamente desse despojamento. Produzido novamente por John Parish, o quinto disco da neozelandesa deixa de lado os arranjos mais cheios do passado para se focar no silêncio e no espaço entre as notas.

Gretel, Squish

Há um magnetismo latente em Squish, a estreia em longa-duração de Gretel. A artista londrina preferiu uma abordagem orgânica e crua, gravada com banda em estúdio cujo resultado é um indie rock tenso com texturas de grunge e goth-pop, onde a sua voz profunda transita com facilidade entre a fragilidade confessional e explosões enérgicas.

MARO, So Much Has Changed

MARO oferece-nos um trabalho assente na simplicidade acústica e na clareza emocional. Centrado na sua voz quente e em arranjos simples, o álbum explora as inevitáveis transformações pessoais e a passagem do tempo. É um registo sereno, melancólico e despido de pressas.

Modern Woman, Johnny’s Dreamworld

O primeiro longa-duração dos londrinos Modern Woman, Johnny’s Dreamworld, é uma daquelas estreias ambiciosas que recusa caminhos fáceis. Liderado pela escrita poética de Sophie Harris, o quarteto constrói um ambiente sonoro invulgar, onde o post-punk abrasivo convive com violinos de traço folk e cortes abruptos de jazz.

V.A., Help 2

Trinta anos após o histórico álbum original que uniu a pop britânica pela Bósnia, a compilação de solidariedade Help 2 surge com uma urgência renovada. Reunindo uma nova e forte geração de talentos do Reino Unido, o registo destaca-se pela diversidade com nomes como Fontaines D.C., Fred again.. e Cleo Sol, por exemplo.

Genesis Owusu, Redstar Wu & The Worldwide Scourge

Se nos discos anteriores Genesis Owusu se protegia atrás de metáforas, Redstar Wu & The Worldwide Scourge traz o músico ganês-australiano para a linha da frente da realidade. É um trabalho impulsionado por uma forte consciência política e social, onde a sua habitual mistura de géneros ganha contornos mais ásperos.

Expresso Transatlântico, Trópico Paranóia

Os Expresso Transatlântico viajam por novas geografias em Trópico Paranóia. O trio lisboeta afasta-se um pouco da matriz tradicional da guitarra portuguesa e abre o seu som a ritmos tropicais, texturas psicadélicas e sintetizadores pesados. É um passo em frente ambicioso e esteticamente muito coeso.

Criolo, Amaro Freitas & Dino D’Santiago, CRIOLO, AMARO E DINO

Unir três forças tão distintas num registo partilhado parecia um desafio complexo, mas o álbum CRIOLO, AMARO E DINO resulta num belíssimo ponto de encontro transatlântico. O piano inventivo do brasileiro Amaro Freitas serve de tapete harmónico perfeito para o diálogo entre as vozes. É uma conversa profunda e calorosa, onde o rap consciente de Criolo e as melodias de raiz cabo-verdiana de Dino D’Santiago se fundem numa celebração única.

Surfbort, Reality Star

O terceiro longa-duração dos Surfbort, Reality Star, é um daqueles trabalhos que agarra a energia caótica do punk dos anos 80 sem parecer datado. É um registo barulhento e divertido, que satiriza o quotidiano digital e a obsessão pela fama com uma crueza e inteligência que lhes assentam muito bem.

Duques do Precariado, Encarnação

Os Duques do Precariado retratam, em Encarnação, as frustrações da habitação, do trabalho precário e da rotina alienante. O resultado é um trabalho cru, político e profundamente sintonizado com a realidade social atual.

Cola, Cost Of Living Adjustme

Dar-se o próprio nome a um disco através de uma sigla económica — C.O.L.A. significa isto mesmo — revela a ironia fina dos canadianos Cola. Em Cost Of Living Adjustment, o trio de Montreal assina o seu trabalho mais direto, trocando a postura por vezes distante do post-punk recente por canções que respiram melhor.

Liz Cooper, New Day

New Day é o trabalho mais confessional de Liz Cooper até à data. Nascido num período de grande isolamento e descobertas pessoais em Nova Iorque, o registo afasta-se um pouco da eletricidade das guitarras do passado para encontrar espaço no piano e em ritmos mais calmos.

Baleia Baleia Baleia, Outra Vez Arroz

Outra Vez Arroz recusa rodeios e entrega faixas curtas de um dance-punk frenético e angular. Os Baleia Baleia Baleia apresentam um álbum tenso, visceral e altamente contagiante.

Black Sea Dahu, Everything

Com o lançamento de Everything, a suíça Janine Cathrein volta a provar que a folk orquestral dos Black Sea Dahu é um porto de abrigo seguro. O registo expande as composições habituais do coletivo com arranjos de cordas sumptuosos e uma atenção minuciosa aos detalhes instrumentais.

Bad//Dreems, Ultra Dundee

Os australianos Bad//Dreems regressam com Ultra Dundee um trabalho onde a voz áspera de Ben Marwe comanda canções pesadas e diretas que capturam na perfeição o espírito urgente de um pub rock moderno.

Gladie, No Need to Be Lonely

Augusta Koch sempre soube usar o indie rock como uma catarse e No Need to Be Lonely confirma essa entrega. À frente dos Gladie, a compositora de Filadélfia assina um trabalho vibrante e melódico.

Gorillaz, The Mountain

Damon Albarn continua a usar os Gorillaz como uma tela sem limites, e The Mountain explora precisamente essa liberdade geográfica e sonora. É mais um capítulo do projeto e provavelmente um dos melhores dos últimos anos.

Dry Cleaning, Secret Love

A escrita falada de Florence Shaw continua a ser o grande motor dos Dry Cleaning, e Secret Love mostra uma banda confortável no seu próprio registo. O quarteto londrino entrega um pós-punk minimalista que mostra uma estranha e cativante melancolia nas canções, que funcionam quase como conversas escutadas à pressa num café londrino.

Penny Arcade, Double Exposure

Double Exposure marca um belíssimo regresso para Penny Arcade. É um registo muito focado na clareza das melodias, onde as vozes partilhadas acrescentam uma camada de doçura e nostalgia a canções que passam sem qualquer esforço.

waterbaby, Memory Be A Blade

O muito aguardado longa-duração de estreia de waterbaby, Memory Be A Blade, é um exercício brilhante em r&b alternativo. A artista sueca exibe uma sensibilidade única ao cruzar a folk acústica com a eletrónica. O disco funciona como um diário íntimo onde as memórias do passado cortam e curam com a mesma intensidade.

Jana Horn, Jana Horn

Jana Horn também se estreia com um exercício brilhante de minimalismo folk e contenção poética. A cantautora de Austin, Texas, apresenta um álbum despido de artifícios. É um trabalho de uma beleza enigmática e literária, que exige uma escuta atenta para revelar a força das suas composições íntimas.

Lande Hekt, Lucky Now

Em Lucky Now, Lande Hekt continua a aperfeiçoar a sua escrita confessional, entregando aquele que é talvez o seu trabalho mais coeso e luminoso.

Mandy, Indiana, URGH

Com URGH, os Mandy, Indiana elevam o ruído e a experimentação a um novo patamar de intensidade. O coletivo de Manchester assina um registo implacável.

Monster Rally, Echoes Of The Emerald Sands

Ted Feighan volta a vestir a pele de Monster Rally para nos guiar, neste Echoes Of The Emerald Sands, por mais uma das suas habituais e paradisíacas viagens sonoras. Ffunciona como a banda sonora perfeita para um Verão sem fim ou para uma escapatória mental.

José Gonzalez, Against The Dying Of The Light

José González regressa ao âmago do seu som com a elegância minimalista característica. O título serve de mote para um conjunto de canções cultivadas na precisão impressionante das suas guitarras clássicas e em arranjos vocais quentes e sobrepostos.

Lime Garden, Maybe Not Tonight

As Lime Garden solidificaram o seu espaço como uma das propostas mais refrescantes do indie britânico. O quarteto de Brighton entrega um trabalho divertido e mordaz. O disco brilha na forma como aborda o cinismo jovem e as ansiedades urbanas.

My New Band Believe, My New Band Believe

No seu álbum de estreia homónimo, os My New Band Believe entregam revivalismo emo e indie rock dos anos 90 num trabalho honesto e enérgico. As letras confessionais sobre crescimento e vulnerabilidade encontram força em refrões feitos para serem cantados em uníssono.

Ratboys, Singin’ To An Empty Chair

Os Ratboys mergulham de cabeça, em Singin’ To An Empty Chair, numa folk-indie de travo agridoce, assinando um dos seus registos mais íntimos e vulneráveis.

Friko, Something Worth Waiting For

Os Friko mostram-nos neste Someting Worth Waiting For, por que razão são uma das forças mais entusiasmantes do indie rock atual. O duo de Chicago entrega um registo que vive da dinâmica dos extremos e o disco soa-nos como um clássico instantâneo.

Grace Ives, Girlfriend

O segundo longa-duração de Grace Ives destaca-se pela brevidade das suas faixas, que raramente chegam aos três minutos mas que são lúdicas e honestas e sobre ansiedade urbana e intimidade.

Wendy Eisenberg, Wendy Eisenberg

A guitarrista e compositora norte-americana Wendy Eisenberg apresenta, no seu álbum homónimo, um registo que caminha com segurança entre a folk acústica e o jazz de vanguarda. O disco arrepia-nos pela crueza das interpretações com letras confessionais e voz sussurrada.

Victoryland, My Heart Is A Room With No Cameras In It

O álbum My Heart Is A Room With No Cameras In It, do projeto norte-americano Victoryland, é um exercício focado de indie rock limpo e dinâmico que cria uma atmosfera cinzenta que serve de base a reflexões sobre isolamento e vulnerabilidade. É um belíssimo álbum.

Greg Mendez, Beauty Land

Gravado diretamente para fita num estúdio caseiro em Filadélfia, Beauty Land marca a estreia de Greg Mendez na Dead Oceans. O cantautor norte-americano mantém a sua habitual economia de recursos, entregando catorze faixas breves que raramente ultrapassam os dois minutos mas que são de uma beleza natural.

Cardinals, Masquerade

O sexteto de Cork estreia-se em formato longa-duração com Masquerade, conquistando a nova vaga do rock independente irlandês. É um trabalho cinzento, nostálgico e elegante, focado em histórias de desilusão juvenil.

Courtney Barnett, Creature Of Habit

No álbum Creature of Habit, a australiana Courtney Barnett afasta-se ligeiramente do indie rock mais enérgico do passado para explorar sons mais densos e introspetivos. Mantendo o seu tom vocal falado e o habitual humor seco, Barnett foca-se na observação do quotidiano doméstico.

Arlo Parks, Ambiguous Desire

O terceiro álbum de Arlo Parks, Ambiguous Desire, marca uma aproximação às pistas de dança e à vida noturna de Nova Iorque. É um trabalho equilibrado entre a euforia e o desalento, focado nos meandros do desejo.

Joe Pernice, Sunny, I Was Wrong

Com Sunny, I Was Wrong, o veterano Joe Pernice assina um registo focado na simplicidade e na tradição da folk-pop de travo clássico. Direto e sem artifícios, o álbum vive do talento de escrita de um cantautor que sabe como contar histórias.

Angine de Poitrine, Vol. II

O duo canadiano Angine de Poitrine consolida o mediatismo conquistado na internet através de uma proposta instrumental invulgar. O disco cruza a precisão matemática do math rock e do prog com um sentido de humor abstrato que atravessa as seis longas faixas. Resulta num disco tenso e denso e que recusa fechar-se numa complexidade inacessível.

Feeble Little Horse, bitknot 

Agora reduzidos a trio, os Feeble Little Horse regressaram com bitknot, um curta-duração que marca uma viragem na sua sonoridade. O grupo de Pittsburgh afasta-se do habitual registo denso de shoegaze para abraçar uma paleta de pop eletrónica e experiências digitais caseiras.

Angel Du$t, Cold 2 The Touch

O grupo de Baltimore Angel Du$t explora novos terrenos no disco Cold 2 The Touch. A banda foca-se aqui num indie rock descontraído e com forte sabor aos anos 90 num trabalho breve, despretensioso e eficaz.

Eddy Current Suppression Ring, In Light of Recent Events

Lançado de surpresa após um longo hiato, In Light of Recent Events mostra os australianos Eddy Current Suppression Ring firmes na sua abordagem direta. O registo recusa qualquer tipo de artifício ou modernização desnecessária e vai direto às nossas vísceras.

Dealema, 96 Ao Infinito

O coletivo portuense Dealema regressa às origens com 96 Ao Infinito, um manifesto de celebração da sua longa e histórica caminhada no hip-hop nacional. O título remete para o ano de fundação do grupo, e o disco funciona precisamente como uma ponte entre a escola clássica dos anos 90 e a maturidade atual.

Bill Callahan, My Days Of 58

Bill Callahan editou My Days of 58, uma coleção de crónicas íntimas nascidas da sua habitual folk minimalista e contemplativa. O cantautor norte-americano usa a sua voz de barítono inconfundível e atravessa a memória, o envelhecimento e a beleza mundana do quotidiano.

Lala Lala, Heaven 2

Lillie West regressa com um trabalho focado na pop experimental e na eletrónica atmosférica. O disco constrói-se sobre sintetizadores e ritmos programados, onde a voz processada guia-nos por paisagens de uma beleza melancólica.

Mitski, Nothing’s About to Happen to Me

Mitski explora o medo da estagnação no seu novo Nothing’s About to Happen to Me. É uma obra tensa e vulnerável sobre a ansiedade da calmaria e a busca por turbulência emocional.

Unsafe Space Garden, O Melhor e o Pior da Música Biológica

Com O Melhor e o Pior da Música Biológica, os Unsafe Space Garden aprofundam a sua pop psicadélica e teatral, marcada por um humor absurdo e arranjos hiperativos. O coletivo de Guimarães cruza o experimentalismo do art-rock com harmonias vocais complexas e mudanças de ritmo imprevisíveis. É um registo caótico, delirante e profundamente criativo que ironiza sobre a condição humana e as estruturas da música convencional.

Ora Cogan, Hard Hearted Woman

Ora Cogan assina um trabalho de folk psicadélica e gothic americana envolto numa névoa cinematográfica. A cantautora canadiana utiliza a sua voz para guiar guitarras acústicas que se cruzam num registo hipnótico e de uma beleza desarmante.

James Blake, Trying Times

James Blake regressa ao minimalismo eletrónico e à soul futurista e afasta-se das produções mais urbanas e colaborativas dos últimos anos. O músico britânico foca-se em baladas confessionaisem mais um disco melancólico, íntimo e focado na superação de crises pessoais, um tema muito 2026.

PAUS, Enterro

Os PAUS assinam uma despedida catártica e profundamente musculada. O quarteto lisboeta encerra o seu ciclo de vida com um disco que celebra e eleva a sua identidade ao máximo, ancorado no irresistível e inconfundível duelo de duas baterias siamesas. É um manifesto final do que é o rock.

Beatriz Pessoa, Muito Mais

Com Muito Mais, Beatriz Pessoa entrega um trabalho de pop sofisticada e bossa nova contemporânea que irradia luminosidade e maturidade. A cantautora portuguesa desenha um disco focado na celebração do afeto, do recomeço e da leveza. Ficamos com um disco caloroso, otimista e esteticamente impecável.

Snail Mail, Ricochet

Ricochet mostra-nos Snail Mail com canções confessionais que oscilam entre o ressentimento e a aceitação. O novo trabalho de Lindsey Jordan resulta num trabalho honesto, necessário e ao mesmo tempo, emocionalmente devastador.

Carlão, Quinta-Essência 75/25

Carlão assina um manifesto de maturidade e celebração da sua longa e histórica caminhada no panorama urbano nacional. Cruzando o hip-hop clássico com a pop urbana e ritmos afro-latinos, o músico lisboeta usa o seu flow inconfundível para refletir sobre a passagem do tempo, a família e a sobrevivência urbana.

Birds Are Indie, The Stone of Madness

Os coimbrenses Birds Are Indie entregam mais uma refinada coleção de canções de indiepop de matriz lo-fi e herança folk. O trio explora aqui ambientes ligeiramente mais densos e teatrais com guitarras acústicas e elétricas sendo que o jogo de vozes partilhado continua a ser o coração do disco.

gobbinjr, crystal rabbit moon

O projeto gobbinjr de Emma Witmer regressa à pop de quarto (bedroom pop) e ao indie rock excêntrico com um registo altamente fantasioso e íntimo. O disco constrói-se com a voz doce de Witmer a contrastar com letras irónicas e confessionais sobre isolamento, crescimento e a procura por escapismo.

Pupillo, Pupillo

Co-produzido por Mário Caldato Jr., a estreia a solo homónima do baterista pernambucano Pupillo (ex-Nação Zumbi) é uma viagem instrumental pela riqueza rítmica brasileira. Contando com colaborações de luxo como Céu, Amaro Freitas e Carminho, o registo afirma-se como um diálogo vibrante e global entre as raízes do Brasil e a vanguarda internacional.

Foo Fighters, Your Favorite Toy

Com Your Favorite Toy, os Foo Fighters regressam com uma descarga de rock de arenas e pós-grunge que equilibra agressividade e melodia. Dave Grohl abre espaço para dinâmicas mais texturadas que evocam a urgência dos primeiros trabalhos da banda e transportam a banda para fora do luto.

Gia Margaret, Singing

Gia Margaret mergulha ainda mais fundo na pop ambiental e no minimalismo acústico que caracterizam a sua identidade. O disco serve como um belíssimo contraste ao seu trabalho puramente instrumental anterior, marcando o regresso pleno da sua voz sussurrada e reconfortante.

Carla dal Forno, Confession

Com Confession, Carla dal Forno aprofunda a sua eletrónica minimalista. A artista australiana oferece a sua voz desapaixonada e distante que serve de fio condutor para temas de obsessão e desapego e também de segredos partilhados.

Maya Hawke, Maitreya Corso

Maya Hawke lançou o disco Maitreya Corso, um trabalho de folk e art-pop místico e cinematográfico. A também atriz expande os horizontes numa obra concetual sobre espiritualidade e identidade.

The Black Keys, Peaches!

Os The Black Keys ligam os amplificadores no máximo em Peaches!, um disco que explode com o garage rock cru e o blues elétrico que a dupla de Ohio domina como ninguém. Dan Auerbach e Patrick Carney deixam de lado os artifícios de estúdio para entregar um rock direto ao assunto.

Paul McCartney, The Boys of Dungeon Lane

O eterno ex-Beatle troca as baladas habituais por uma narrativa histórica e carregada de pormenores em The Boys of Dungeon Lane. Neste projeto, Paul McCartney constrói uma viagem folk-rock vibrante, com sabor a pub britânico, repleto de memórias e com convidados de luxo, como Ringo Starr.

Dua Saleh, Of Earth & Wires

Dua Saleh funde R&B alternativo, eletrónica e folk sudanesa em Of Earth & Wires, um disco caótico (no bom sentido) que conta com a colaboração de Bon Iver. O álbum usa o colapso ambiental e digital como metáfora para a instabilidade do amor, trocando o medo da destruição por uma busca radical por esperança e contacto humano.

Thomas Dollbaum, Birds of Paradise

Em Birds of Paradise, Thomas Dollbaum caminha pelas margens da folk americana com a precisão de um cronista. O músico cria o cenário perfeito para histórias sobre personagens à deriva assim como desilusões urbanas e a beleza que sobra no desalento.

Kurt Vile, Philadelphia’s Been Good to Me

Kurt Vile regressa às crónicas descontraídas da sua cidade natal em Philadelphia’s Been Good to Me, um trabalho que destila o seu habitual indie rock sem pressas.

Iceage, For Love of Grace & the Hereafter

Os Iceage exploram novos territórios em For Love of Grace & the Hereafter, trocando a agressividade habitual por um pós-punk mais teatral. A banda mostra um amadurecimento sonoro imponente num belíssimo álbum.

Widowspeak, Roses

Os Widowspeak apostam na simplicidade em Roses, entregando um indie rock polido que brilha pelo minimalismo.

Vince Staples, Cry Baby

Produzido por Kenny Beats, Cry Baby traz Vince Staples numa faceta introspetiva focada na herança do West Coast rap. Destacado pela imprensa pela sua honestidade brutal, o disco afirma-se como um triunfo de narrativa biográfica no hip-hop atual.

Sublime, Until The Sun Explodes

Until The Sun Explodes marca o regresso dos Sublime com Jakob Nowell na voz, capturando a energia do ska-punk californiano dos anos 90. O disco é uma homenagem emocionante ao legado de Bradley Nowell.

Olivia Rodrigo, You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love

Sob a produção de Dan Nigro, You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love mostra Olivia Rodrigo a mergulhar no pop-punk confessional e no indie rock dos anos 90. O disco contrasta baladas ao piano com malhas rock que servem de base para letras sarcásticas sobre as contradições do romance jovem. Rodrigo consolida-se como uma das mais afiadas compositoras da Pop atual.

Fruit Bats, The Landfill

The Landfill injeta sintetizadores subtis e sonoridades cósmicas de americana no habitual indie-folk pastoral dos Fruit Bats. É um registo de ganchos pop calorosos que mantém bem viva a assinatura melancólica do projeto.

Leah Senior, Pt. Roadknight

Gravado com Jesse Williams numa cabana costeira, Pt. Roadknight apresenta o folk psicadélico de Leah Senior nas transições sazonais da natureza. O álbum navega no isolamento geográfico que serve de combustível para canções comunitárias, resultando no seu registo mais coeso até à data.

Tasha, You Are Spring!

You Are Spring! encontra a cantautora de Chicago Tasha a traduzir o otimismo sazonal através de um indie-folk minimalista e jazzístico. É um álbum terno e intimista que funciona como ar fresco, celebrando a vulnerabilidade com uma leveza revigorante.

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