Festival Política regressa em 2026 a Lisboa, Coimbra, Loulé e Torres Vedras.

Francisco Pereira

Em Lisboa, festival deixa o Cinema São Jorge e passa a ocupar uma dezena de espaços da freguesia de São Vicente. Primeira edição em Torres Vedras.

Festival Política regressa em 2026 com edições em Lisboa, Coimbra, Loulé e Torres Vedras, entre setembro e novembro. A programação, composta por espetáculos, filmes, exposições, oficinas e visitas guiadas, será dedicada à Constituição da República Portuguesa, no ano em que se assinalam os 50 anos da aprovação da primeira Constituição da Democracia.

Em Lisboa, o festival decorre entre os dias 24 e 26 de setembro, com o apoio da Junta de Freguesia de São Vicente. Após nove edições no Cinema São Jorge, o Festival Política muda de casa e passa a decorrer numa dezena de espaços distintos da freguesia de São Vicente, aproximando a programação de diferentes comunidades e espaços da freguesia de Lisboa.

Em Loulé, o festival tem lugar entre os dias 22 e 24 de outubro, com epicentro no Cineteatro Louletano. Segue-se Coimbra, no Convento São Francisco, entre os dias 12 e 14 de novembroTorres Vedras encerra o calendário nacional, a 28 e 29 de novembro.

O tema da edição de 2026 é a Constituição da República Portuguesa, tendo como pano de fundo os 50 anos da primeira Constituição da Democracia. O propósito é convocar artistas, criadores, realizadores, ativistas, jovens e sociedade civil a refletir e discutir os princípios da atual Constituição. “Em 2026, a Constituição é mais do que um tema. É um convite ao pensamento e à ação. Cinquenta anos depois da primeira Constituição da Democracia, o Festival Política quer levar a cidadãos, artistas e comunidades a uma pergunta essencial: os direitos que estão escritos são, de facto, vividos por todos?“, questiona Rui Oliveira Marques, codiretor artístico do Festival Política.

O festival acabou de atribuir, através do concurso de bolsas para jovens lançado em maio, três apoios à criação em Lisboa, Coimbra e Loulé. Em Lisboa, a vencedora é Nayr Faquirá, cantora, compositora e produtora luso-moçambicana, que apresenta em estreia exclusiva, a 26 de setembro, “Artigo 13.º“, uma performance musical inspirada no princípio da igualdade consagrado na Constituição. Em Coimbra, a bolsa foi atribuída a Inês Simões, psicóloga e ativista, que vai conduzir uma oficina sobre as barreiras que impedem as pessoas com deficiência de usufruir plenamente de direitos constitucionais como o voto, a autodeterminação e a educação. Já em Loulé, a vencedora é Mariana Martins, artista que trabalha na intersecção entre escrita experimental, colagem e movimento, e que está a preparar uma releitura da Constituição.

Já em Torres Vedras, o Festival Política tem a decorrer até 30 de agosto as candidaturas a uma bolsa destinada a jovens até aos 30 anos, nas áreas de literatura, música, artes performativas, artes plásticas, vídeo ou formação, com projetos sobre direitos humanos, participação cívica e política ou a Constituição. A proposta vencedora integrará a programação do festival em Torres Vedras. As candidaturas devem incluir nome, morada, contacto telefónico, currículo e/ou portefólio e apresentação do projeto, e podem ser submetidas através do email submissions.politica@gmail.com. O regulamento completo está disponível em festivalpolitica.pt.

Em 2025, o Festival Política, iniciativa da Associação Isonomia, totalizou 15 dias de atividades gratuitas, com uma programação de quase 100 iniciativas, que reuniram cerca de sete mil participantes. Todas as atividades são de entrada gratuita. 

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