16 álbuns para ouvir esta semana

Francisco Pereira

Week #33/2026 – Mais 16 álbuns para conhecer e acompanhar que estreiam esta semana. Desde os Weezer aos Westside Cowboy, de Julia Holter a The Cramps.

Weezer, Weezer (The Gold Album) (Reprise/Warner)

A celebrar mais de três décadas de carreira, os lendários Weezer adicionam uma nova cor ao seu catálogo com o lançamento do seu 20.º álbum de estúdio, o homónimo Gold Album. O trabalho assinala um regresso às origens e ao formato de banda reunida numa divisão a compor em conjunto. Impulsionado pela coprodução de Kenneth Blume (Kenny Beats) e Klas Åhlund, o registo entrega o habitual power pop enérgico e guitarras ruidosas, destacando-se pela colaboração renovada na escrita entre Rivers Cuomo e Patrick Wilson.


Jorja Smith, What Are The Odds

Três anos depois de Falling or Flying, a cantora britânica Jorja Smith volta aos lançamentos com What Are The Odds. Desenvolvido em East London ao lado do produtor P2J, o novo álbum junta doze faixas orientadas para as pistas de dança, navegando por influências de house, grime e UK garage explorando desgostos e desilusões amorosas.


Brandon Flowers, Thrasher

Dez anos após The Desired Effect, Brandon Flowers — incontornável vocalista dos The Killers — regressa aos discos a solo com Thrasher. Gravado no histórico RCA Studio A em Nashville sob a produção de Shawn Everett e Jonathan Rado, o registo abraça as raízes da música country-western. O álbum navega numa narrativa nostálgica, íntima e profundamente americana.


The Cramps, Gravest Gravy

Resgatado das lendárias sessões de 1977 nos Ardent Studios, Gravest Gravy revela um tesouro inédito dos icónicos The Cramps. O registo, que conta com a curadoria de Henry Rollins e misturado por Ian MacKaye e Don Zientara, capta a essência mais crua e mutante do grupo nova-iorquino. Imperdível.


Lambchop, Punching The Clown (City Slang)

No seu 17.º álbum de estúdio, Punching The Clown, Kurt Wagner conduz os Lambchop numa viagem de regresso às origens da sua arte. Inspirado pela tradição secular de canto comunitário e call-and-response, Wagner aperfeiçoou dezenas de composições até reunir doze faixas essenciais. O disco foi gravado em apenas três dias e conta com Andrew Broder (Why?), Justin Vernon (Bon Iver) no banjo e um coro de seis vozes.


Westside Cowboy, It Goes On (Island)

O quarteto de Manchester Westside Cowboy apresenta o seu aguardado álbum de estreia, It Goes On. O disco afirma-se como um dos lançamentos mais entusiasmantes do ano, guiado pela genuína magia da conexão humana. A banda apresenta-se com uma sonoridade triunfante combinando a simplicidade de grandes ganchos com uma vivacidade contemporânea irresistível.


Ok Cowgirl, Rhinestone Cowgirl (Easy Does It Records)

OK Cowgirl apresenta o seu segundo longa-duração, Rhinestone Cowgirl. Este novo trabalho foi produzido por Alex Farrar (MJ Lenderman, Wednesday), e conjuga a nostalgia de nomes como Sheryl Crow e Liz Phair com a sensibilidade de autores modernos como Waxahatchee e Angel Olsen. O álbum constrói uma banda sonora emotiva sobre sobrevivência, escolhas do passado e superação de feridas.


The Afghan Whigs, Soft Control (Royal Cream / BMG)

Com décadas de percurso e uma maturidade artística inegável, os veteranos The Afghan Whigs regressam com Soft Control. O registo, sob a liderança do carismático Greg Dulli, canaliza a intensidade emocional e a postura provocadora de outros tempos através de uma perspetiva mais serena e autoconsciente.


Cobrafuma, Droga Total

A fúria avassaladora do metal nacional ganha novos contornos com Droga Total, o segundo e demolidor registo dos portugueses Cobrafuma. O quarteto combina com mestria o ritmo acelerado do thrash, o peso sufocante do sludge e a atitude crua do d-beat punk, envoltos no timbre incorpóreo do death’n’roll. O disco funciona como uma verdadeira descarga de adrenalina e pura euforia sonora.


Julia Holter, Materia

Numa exploração mais intimista e contida, Julia Holter edita hoje Materia, uma intrigante continuação do aclamado Something in the Room She Moves. Trata-se do álbum mais curto da sua carreira e destaca-se pela delicadeza do seu design sonoro com peças conceptuais de dez minutos como “My Twin”. Holter oferece uma perspetiva fascinante e profundamente poética sobre as fronteiras da art pop.


The B-52’s, Ancient Culture: Mesopotamia Revisited

Os incontornáveis The B-52’s apresentam Ancient Culture: Mesopotamia Revisited, e celebram um dos episódios mais marcantes da sua discografia. A edição de luxo resgata e restaura as sessões de 1982 produzidas por David Byrne (Talking Heads), revelando finalmente o projeto no formato de álbum originalmente idealizado. Na altura, a banda e Byrne entrarem em conflito e apenas 6 das 10 canções foram editadas.


Hey, Nothing, Hound (Interscope)

Naturais de Athens, a dupla de folk hey, nothing (composta por Tyler Mabry e Harlow Phillips) apresenta o seu aguardado álbum de estreia, Hound. Após o sucesso viral no secundário e atuações em grandes festivais como o Lollapalooza e Bonnaroo, os dois músicos entram nos 20 anos com uma maturidade renovada. O registo equilibra a introspeção vulnerável e comovente das suas origens com uma amplitude emocional honesta, capturando a transição da juventude para uma nova fase da vida.


Sondre Lerche, Acrobats (PLZ / Virgin)

Sondre Lerche está de regresso com o disco, Acrobats, co-produzido por Alexander von Mehren e misturado por Jørgen Trœen. Um registo que explora temas de empatia, maturidade e reconciliação com o passado, entregando uma sonoridade sofisticada mais parecido com os primeiros trabalhos da carreira.


Antony Szmierek, Decoding Birdsong (Mushroom Music)

O poeta, escritor e produtor de Manchester Antony Szmierek regressa com Decoding Birdsong, a sua primeira grande edição desde o álbum de estreia de 2025. O registo reflete a evolução da sua sonoridade ao cruzar eletrónica, beats e uma lírica afiada e profundamente pessoal. Szmierek conta com colaborações de nomes como Los Bitchos, Pretty Girl e Ellur. O músico utiliza metáforas perspicazes — como na faixa “Chalk”, inspirada na teoria do caos e no snooker — para explorar as incertezas da vida e da indústria musical.


Cornelius, Refractions

Icónico nome da música contemporânea japonesa, Keigo Oyamada regressa sob o pseudónimo Cornelius com o fascinante Refractions. O compositor abre aqui portas à colaboração externa, trazendo algo inédito na sua abordagem sonora, com participações de figuras como Arto Lindsay, Sean Ono Lennon e Shintaro Sakamoto.


Grandmas House, Baby You’re A Winner

Apresentando uma notável evolução sonora, o quarteto de Bristol Grandmas House lança finalmente o seu álbum de estreia, Baby You’re A Winner. O disco de 12 faixas amplia a complexidade dos EPs anteriores ao apostar em arranjos minuciosos e harmonias pela voz elaborada de Poppy Dodgson, Zoë Zinsmeister e Polly Jessett.

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