Microsons 2026 regressa a Palmela com Mazgani, Lena d’Água, Jorge Cruz, Afonso Rodrigues e mais.

Francisco Pereira

O Microsons regressa a Palmela nos dias 30 e 31 de janeiro de 2026.

Com uma programação dedicada à palavra e à música de autor, o Microsons Palmela 2026 reúne Mazgani, Lena d’Água, Jorge Cruz, Afonso Rodrigues, Jhon Douglas e Emmy Curl. Os concertos decorrem no Cine-Teatro S. João, mantendo o formato de proximidade e escuta cuidada que tem marcado a identidade do festival.

Organizado pela Luckyman Music, o Microsons afirma-se como um festival itinerante que privilegia contextos intimistas e o encontro direto entre artistas e público, valorizando a criação autoral, a memória musical e a contemporaneidade da canção portuguesa. Após a passagem por Palmela, o festival estende-se, como habitual, a Grândola, nos dias 6 e 7 de fevereiro, com programação a anunciar brevemente.

A programação em Palmela distribui-se por dois dias. No dia 30 de janeiro, sobem ao palco Emmy Curl (22h00) e Mazgani (23h00), com Jhon Douglas a atuar no Café Concerto às 21h00. No dia 31 de janeiro, o Cine-Teatro S. João recebe Jorge Cruz (22h00) e Lena d’Água (23h00), com Afonso Rodrigues a abrir a noite no Café Concerto, às 21h00.

Mazgani apresenta-se no Microsons depois de editar, em 2024, “Cidade de Cinema”, o seu primeiro álbum integralmente cantado em português. Com mais de duas décadas de carreira, o artista luso-iraniano tem construído um percurso singular na música portuguesa, marcado por uma forte dimensão autoral e por uma escrita que cruza intimismo, melancolia e herança cantautoral.

Emmy Curl, nome artístico de Catarina Miranda, traz a Palmela o universo de “Pastoral”, álbum editado em 2024 pela Cuca Monga e distinguido com o Prémio José Afonso 2025. Artista visual, compositora e produtora, Emmy Curl é uma das vozes mais consistentes da criação independente nacional, num trabalho que cruza eletrónica, folk e imagética contemporânea.

Natural da Amazónia brasileira e radicado em Lisboa desde 2016, Jhon Douglas apresenta um percurso artístico multidisciplinar, marcado pela fusão entre música, artes visuais e performance. Em nome próprio e em vários projetos colaborativos, tem-se afirmado como uma das presenças mais ativas da cena cultural lisboeta.

Lena d’Água, figura incontornável da música portuguesa, sobe ao palco do Microsons depois de lançar “Tropical Glaciar”, o seu mais recente álbum de originais. Com uma carreira que atravessa cinco décadas, mantém uma presença artística singular, onde convivem memória, irreverência e uma permanente capacidade de reinvenção.

Após mais de uma década desde o último disco a solo, Jorge Cruz regressou em 2024 com “Transumante”, um trabalho que reflete sobre o mundo rural, a infância e o tempo, cruzando música de raiz portuguesa com influências do folk norte-americano. Um regresso marcado pela palavra e pela reflexão sobre identidade e território.

Afonso Rodrigues, conhecido pelo seu trabalho em Sean Riley & The Slowriders e Keep Razors Sharp, apresenta-se num momento de afirmação da escrita em português, explorando uma relação íntima entre canção, língua e pertença, num percurso que resulta de uma longa maturação artística.

O Microsons Palmela 2026 reforça assim o seu compromisso com a música portuguesa e com projetos de criação contemporânea, mantendo-se como um espaço de escuta, proximidade e celebração da canção de autor.

Os bilhetes já se encontram disponíveis na BOL. por um valor de 15€.