MaZela é o projeto artístico de Maria Roque, cantautora albicastrense que encontrou na música o equilíbrio entre a aceitação da dor e a cura. O nome, um jogo de palavras entre as feridas que carregamos e o ato de cuidar delas, define a essência de uma sonoridade que celebra as cicatrizes enquanto as zela. Desde 2020, Maria tem construído um universo íntimo e contemplativo, onde a sua voz doce conduz-nos por uma dança delicada entre o receio da escuridão e a promessa da luz.
A consagração chegou de forma inequívoca em 2024, quando se tornou na grande vencedora do Festival Termómetro. O lançamento do EP de estreia, Desgostos em Canções de Colo, no final desse ano, foi recebido com entusiasmo pela crítica, que o descreveu como um dos registos mais genuínos e belos do panorama nacional. Acompanhada em palco pela guitarra elétrica de Alexandre Mendes, Maria Roque cria “bolhas” de intimismo que transportaram as suas canções para palcos de referência como o NOS Alive e o Vodafone Paredes de Coura.
Nesta fase de afirmação, MaZela aceitou o convite do Mente Cultural para partilhar os discos que habitam o seu imaginário. Através de uma seleção exclusiva de 10 álbuns, a artista revela as referências que moldaram a sua sensibilidade e o seu percurso criativo. É uma escolha que, tal como a sua música, privilegia a verdade emocional e o conforto da canção, servindo como uma janela aberta para as influências que ajudaram a erguer este projeto tão promissor.
1. Radiohead
Amnesiac (2001)
Selecionar (apenas) dez álbuns, começa por ser um processo agradável e evidente, aparecem logo os amores mais óbvios e antigos, mas rapidamente se torna num difícil processo de exclusão. Comecei por folhear a discografia dos Radiohead e tive de me controlar para não fazer deste top 10 a discografia deles + 1. Como costumo dizer, o meu amor pré-adolescente por eles salvou-me várias vezes a vida, mas acabei por escolher o Amnesiac (2001), porque é o que mais revisito.
2. Pink Floyd
Wish You Were Here (1975)
Por ter descoberto a magia das músicas longas com a Shine On, não podia fugir ao Wish You Were Here (1975), porque não imagino os meus teens sem a banda sonora dos Pink Floyd.
3. Matthew Herbert
Bodily Functions (2001)
Recuando alguns anos, lembrei-me de um dos álbuns que mais marcou a minha infância (uma das muitas influências do meu pai), o Bodily Functions (2001), do Herbert, que nos acompanhava no caminho para a escola, e que me despertou o pé para a dança e o gosto pela música eletrónica.
4. Queens of the Stone Age
Queens of the Stone Age (1998)
Mais tarde apareceram os Queens of the Stone Age e, com alguma dificuldade, escolhi o primeiro álbum, em nome próprio (1998).
5. Alt-J
Relaxer (2017)
Tinha de considerar um álbum de Alt-J, por ser uma das minhas bandas de conforto, e tenho um carinho especial pelo RELAXER (2017).
6. Emma Ruth Rundle
Electric Guitar One (2014)
7. Keaton Henson
Romantic Works (2014)
Mais recentemente, destaco dois álbuns instrumentais que me acompanharam em muitas sessões de estudo e insónias, o Electric Guitar: One (2014), da Emma Ruth Rundle, e o Romantic Works (2014), do Keaton Henson.
8. Witch
Witch (2006)
Tinha de mencionar o Witch (2006), dos Witch, por ter sido o meu primeiro contacto com stoner rock e por me ter tornado residente do Festival Sonic Blast desde 2018 (ano e local onde conheci o Alex).
9. Pluto
Bom Dia (2004)
10. Tiago Bettencourt
Em Fuga (2010)
E, para não fechar o top 10 sem música portuguesa, partilho duas das minhas maiores inspirações o Bom Dia (2004), dos Pluto, e o Em Fuga (2010), do Tiago Bettencourt.
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