Yard Act, You’re Gonna Need A Little Music (Island Records)
Os britânicos Yard Act regressam, em grande diga-se, com You’re Gonna Need A Little Music. O quarteto de Leeds afasta-se do papel de comentadores sociais e entrega um registo mais musical e abrasivo, onde o cinismo habitual dá lugar a uma vulnerabilidade nova. O disco transita entre o post-punk industrial denso e momentos de indie pop expansiva ao estilo de Blur.
Helado Tropical, Helado Tropical (Psychic Hotline)
O superduo Helado Tropical estreia-se com o seu álbum homónimo, Helado Tropical. Falamos do produtor de avant-pop Helado Negro e a multinstrumentista Fabi Reyna (Reyna Tropical) que colaboram num projeto que funde house, jazz, eletrónica latina e guitarras acústicas com distorção. Resulta numa coleção elegante de nove faixas luminosas e muito bem arranjadas que celebram a pop experimental com alma e frescura.
Tricky, Different When It’s Silent (False Idols)
O lendário Tricky regressa com Different When It’s Silent, o seu primeiro longa-duração em seis anos sob o seu alter ego principal. O álbum afasta-se do tradicional trip-hop e presta homenagem ao rock alternativo e industrial dos anos 90. Tricky recruta vocalistas convidados e sussurra monólogos sombrios, criando uma atmosfera opressiva, claustrofóbica e de autêntica redenção gótica.
Steve Lacy, Oh Yeah? (RCA)
Steve Lacy está de volta com Oh Yeah?, o seu terceiro álbum de estúdio e que chega a seguir a Gemini Rights. Aqui o músico assume o controlo criativo total ao escrever e produzir as dez faixas do projeto. Lacy conta com as participações de SZA, Erykah Badu e Cecile Believe, trocando fórmulas batidas por uma criatividade sem medos.
Swapmeet, Mount Zero
O quarteto australiano Swapmeet estreia-se com Mount Zero, um disco bastante aguardado no outro lado do planeta. Não é de admirar, o disco aborda as incertezas, desilusões e transformações do início da idade adulta com melodia, distorções e também muitas explosões percebendo-se porque razão são uma das grandes promessas do indie rock atual.
Babe Rainbow, Acid And Honey (AWAL)
Os também australianos Babe Rainbow editaram esta semana Acid & Honey, o seu sétimo álbum de estúdio. Nascido a partir de gravações acústicas num barco-casa em Amesterdão e finalizado com o produtor Kyle Mullarky num rancho em Malibu, o disco de 11 faixas expande o habitual psicadelismo do grupo incorporando funk, hip-hop, country-pop e momentos de rock mais denso.
Sophie Hunter, Stereoscope
A norte-americana e emergente Sophie Hunter apresenta Stereoscope, um trabalho em que revela uma sonoridade auto-intitulada “ctrl_alt + pop + rap”. A artista autodidata combina uma abordagem DIY com letras de elevada perspicácia e batidas de produção própria. Há aqui uma irreverência pop experimental com uma cadência rítmica de hip-hop que nos agarra e de que maneira sem perceber muito bem porquê.
Mock Media, Rat Bastard
Da Austrália, passando pels Estados Unidos, chegamos ao Canadá, de onde chegam os Mock Media que apresentam Rat Bastard, o seu terceiro álbum de estúdio. A banda, que rejeitando qualquer tipo de rotulagem geográfica, assina um registo marcado pela total imprevisibilidade e ecletismo. Podemos sentir várias influências, como dos Clash ou dos Cars, mas o disco sobressai pela execução exímia de uma constante celebração da experimentação musical.
Aaron Lee Tasjan, Get Over It, Underdog
Fechamos com Aaron Lee Tasjan, que regressa com Get Over It, Underdog, um longa-duração de 11 faixas focado na dualidade da figura do oprimido. O músico explora a complexidade da condição humana com honestidade e empatia, tendo sido nfluenciado pelo mentorado do falecido Todd Snider. O registo ganha pelas suas narrativas folk e rock alternativas, provando que todos os indivíduos contêm multidões no seu interior.










