CRÍTICAS

“Michael”: a versão limpa de um génio polémico
Ignora os escândalos, amplifica os hits. Entre a polémica e o moonwalk, o público já decidiu: a crítica que fique sentada — as salas estão a dançar.

“Beef 2”: Guerra fria em modo luxo
A segunda temporada troca a explosão imediata por um veneno lento — menos visceral, mais calculado, e nem sempre tão eficaz. Mas os atores estão no seu melhor.

“Jury Duty: Company Retreat”: o prazer culpado de ver alguém ser enganado
Se a primeira temporada era um tribunal onde a realidade era uma encenação, esta transforma o mundo corporativo num teatro ainda mais absurdo, com muitas gargalhadas garantidas.

“Fackham Hall”: nem sempre acerta, mas tenta sempre
Não vale a pena complicar: Fackham Hall sabe exatamente o que é e não tenta disfarçar. Começa como uma paródia de dramas de época à la Downton Abbey — e nunca larga essa ideia, só vai puxando cada vez mais até ao absurdo.

“DTF St. Louis”: sem truques, só escrita e atores a sério
DTF St. Louis entra como mais uma série sobre relações falhadas e sexo fora do casamento, mas rapidamente muda de direção e surpreende pela positiva. Com três atores em estado de graça.

“Bait”: quem pode ser James Bond?
Em “Bait”, nova sátira da Prime Video, Riz Ahmed vive um ator cuja audição para ser o novo James Bond se torna um fenómeno viral caótico. A série utiliza este pretexto para explorar, com humor ácido, as pressões das redes sociais e os dilemas de identidade na indústria atual.

“Love Story”: sucesso massivo, críticas da família Kennedy e efeito na moda.
Não é a primeira vez que a história de John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette-Kennedy chega ao ecrã, mas raramente teve esta escala de receção — e este nível de contestação directa. O sucesso de Love Story mede-se tanto em números como na reacção que provocou.

“Project Hail Mary”: Sem super-heróis, mas com cérebro
Começa com amnésia no espaço e acaba num dos filmes que promete ser um dos mais bem sucedidos do ano. Pelo meio, há ciência, decisões duvidosas e uma amizade improvável que funciona e que faz o filme pulsar.

“O Último Padrinho”: O declínio de um mafioso
Realizado por Fabio Grassadonia e Antonio Piazza, O Último Padrinho recusa o espetáculo e aposta num território bem mais desconfortável: duas horas de silêncio tenso onde o poder já não manda. Um filme de máfia sem tiros nem glória.

Um dos anos mais fortes para o Óscar de Filme Internacional
Os cinco nomeados deste ano atravessam geografias e temas muito distintos — da memória política no Brasil ao retrato íntimo de uma família norueguesa, passando por histórias sobre guerra, violência e identidade. Este é um dos melhores lotes dos últimos anos.

Cinco formas de filmar a realidade: os documentários nomeados aos Óscares
Num ano em que o documentário continua a lutar por espaço entre plataformas e salas de cinema, os nomeados para o Óscar mostram que a não-ficção ainda consegue olhar para o mundo com ambição e diversidade.

“Pillion”: O amor como negociação
Uma comédia romântica fora do comum que mistura ternura, dominadores de couro e a eterna pergunta: afinal quem manda em quem?