Os Superchunk escolheram Lisboa para dar início à sua mais recente digressão europeia e, na noite de 18 de junho, trouxeram ao LAV uma celebração vibrante de mais de três décadas de indie rock.
A atmosfera começou por ser marcada pela expectativa e pela nostalgia. Entre o público encontravam-se muitos dos fãs que acompanham a banda desde os anos 90, ansiosos por rever um dos nomes mais influentes da cena independente norte-americana.
Sem perder tempo, Mac McCaughan (voz e guitarra), Jim Wilbur (guitarra), Laura King (bateria) e Jason Narducy (baixo) abriram o concerto com “Throwing Things”. Seguiram-se “Is It Making You Feel Something” e “Care Less”, num arranque certeiro que estabeleceu desde logo o tom da noite: energia, urgência melódica e uma impressionante capacidade de fazer estas canções soar tão relevantes hoje como quando foram lançadas.
Ao longo de cerca de hora e meia, os Superchunk revisitaram diferentes momentos da sua discografia, mantendo uma intensidade constante e uma ligação evidente com o público lisboeta. Um dos momentos mais celebrados da noite chegou com “Mower”, clássico dos primeiros anos da banda, recebido com particular entusiasmo pelos fãs de longa data e um dos verdadeiros destaques do concerto.
Nos momentos finais, a banda reservou ainda algumas das suas canções mais emblemáticas. “Hyper Enough” foi recebida em clima de celebração coletiva, antes de “Slack Motherfucker” encerrar a atuação em alta rotação, deixando a sala entregue à euforia que apenas os grandes clássicos conseguem provocar.
Fundados em 1989 por Mac McCaughan e Laura Ballance, os Superchunk continuam a ser uma referência incontornável da música independente. A sua história cruza-se com a da Merge Records, editora criada pelos dois músicos e que viria a tornar-se uma das mais importantes estruturas independentes do mundo, responsável por lançar artistas como Arcade Fire, Caribou e Spoon.
Depois de Lisboa, a digressão segue por Espanha, Irlanda e Reino Unido. Mas foi na capital portuguesa que começou este novo capítulo — uma noite onde a nostalgia encontrou a vitalidade de uma banda que continua a desafiar o tempo.
* fotografias de Joana Merlini (mais em breve)










