Rod Krieger lança live session psicadélica inspirada nas jams das bandas dos anos 60.

Redação

Em formato power trio, a gravação apresenta temas dos dois álbuns do artista e uma homenagem a Syd Barrett.

O músico, produtor e compositor brasileiro Rod Krieger lança hoje (21/07), uma live session gravada no estúdio Maquinaria, em Juiz de Fora (Minas Gerais), durante o concerto de apresentação do seu segundo álbum, A Assembleia Extraordinária (Café8 Music, 2024), realizado em abril do ano passado. Com Rod na voz e guitarra, acompanhado apenas por baixo e bateria, esta sessão maquinaria apresenta versões inéditas de temas dos seus dois primeiros álbuns. Além de A Assembleia Extraordinária, o artista lançou também A Elasticidade do Tempo (Café8 Music, 2020). Inspirada nas longas e livres interpretações que as bandas de rock dos anos 60 costumavam desenvolver em palco, a sessão inclui ainda uma homenagem a Syd Barrett com o tema “Arnold Lane”, que encerra a live.

A atuação de Rod Krieger integra uma série de sessões de artistas brasileiros que já passaram pelo estúdio do Maquinaria, entre os quais Exclusive Os Cabides, Varanda, Pelados e Nina Maia. Para esta gravação, Krieger contou com os músicos Paulo Emmery (baixo e voz) e Marcelo Callado (bateria). A componente visual ficou a cargo de Starly Lou Riggs, responsável pela operação de câmara e direção de fotografia, e de Leo Fazio, que assinou também a edição, correção de cor e pós-produção.

“Despertar”, tema do primeiro álbum a solo do artista, abre a apresentação e estabelece desde logo o ambiente de jam session que percorre toda a actuação. Seguem-se “Era” – canção composta enquanto o artista vivia em Portugal – e “Todos Gostamos de Você”, aprofundando uma atmosfera de space rock que desemboca em “Arnold Lane”, evidenciando as referências sessentistas que os músicos trouxeram para estas interpretações. “A fase de Syd Barrett teve uma influência muito forte na minha formação musical”, afirma Rod. “A escolha desta canção está muito alinhada com a estética do espetáculo que quis apresentar: uma banda psicadélica com improvisações mais assentes em texturas e atmosferas.” 

Sobre o formato escolhido para esta apresentação, o artista acrescenta: “A ideia foi recriar as músicas dos meus dois álbuns num formato de trio, com um número reduzido de pedais de guitarra e sem recurso a backing tracks. Ambos os discos foram gravados com uma grande variedade de elementos étnicos e eletrónicos, e tinha curiosidade em perceber como essas canções soariam interpretadas por uma banda. Muitos dos artistas que me influenciaram apresentavam-se de forma mais livre: os Mutantes e os The Who são bons exemplos, tal como projetos mais recentes, como Supergrass e Jack White.”

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