5 álbuns: As escolhas de Kevin Morby

Francisco Pereira

Kevin Morby está de regresso com mais um disco esta sexta-feira. Para o Mente Cultural escolheu os 5 discos que lhe deram mais ensinamentos.

Kevin Morby consolidou-se como um dos mais vitais contadores de histórias do indie rock americano contemporâneo. Com um percurso que passou pelas bandas Woods e The Babies antes de se lançar a solo em 2013, o músico de Kansas City construiu uma discografia prolífica que evoca os grandes nomes da tradição songwriter, como Bob Dylan e Leonard Cohen. A sua música é uma viagem por paisagens de nostalgia, espiritualidade e as vastas estradas da América, sempre guiada por uma voz que equilibra a fragilidade e a força.

O seu percurso atinge um novo marco a 15 de maio de 2026 com o lançamento de Little Wide Open. Produzido por Aaron Dessner (The National), este oitavo álbum de estúdio é descrito por Morby como o seu trabalho mais pessoal e vulnerável até à data, encerrando uma trilogia conceptual iniciada com Sundowner e This Is a Photograph. O disco, que conta com colaborações de nomes como Justin Vernon e Lucinda Williams, explora a impermanência e o movimento através de sonoridades que o próprio define como “nuas” e confessionais.

Para assinalar este lançamento e a sua nova digressão mundial, Kevin Morby aceitou o desafio de selecionar, em exclusivo para o Mente Cultural, cinco álbuns fundamentais para o seu universo. Numa escolha breve, o músico abre as portas das suas influências e daquilo que lhe ensinaram e também moldaram a sua sensibilidade artística.

1. Bob Dylan

Bringing It All Back Home (1965)

KMBringing It All Back Home showed me what writing from the subconscious and giving yourself no boundaries could do.

(PT- Bringing It All Back Home mostrou-me o que escrever a partir do subconsciente e não se impor limites pode fazer.)

2. The Velvet Underground & Nico

The Velvet Underground & Nico (1967)

KM – Velvet Underground & Nico did the same thing, but also put no limits on what the music could do, too, and colored entirely outside the box, while somehow still in it.

(PT- Velvet Underground & Nico fez o mesmo mas também não impôs limites ao que a música podia fazer, e saiu completamente da caixa, embora de alguma forma ainda estivesse dentro dela.)

3. Nina Simone

Silk & Soul (1967)

KM Nina Simone‘s Silk and Soul showed me the power of a band helping raise singers energy.

(PT- O álbum Silk and Soul de Nina Simone mostrou-me o poder de uma banda em ajudar a elevar a energia do/a cantor/a.)

4. Pharaoh Sanders

Wisdom Through Music (1973)

KM Pharaoh Sanders – “Love Is Everywhere”. The importance of capturing a feeling and holding onto it as long as you can.

(PT- A importância de captar um sentimento e agarrares-te a ele o máximo possível.)

5. Townes Van Zandt

Live at the Old Quarter, Houston (1977)

KM – The importance of space within songs, letting the spaces between the words do as much work as the words themselves.

(PT- A importância do espaço dentro das canções, permitindo que os espaços entre as palavras desempenhem um papel tão importante como as próprias palavras.)

Partilha

TAGS