A banda viseense Bela Noia acaba de lançar “À Guerra, Não Há Paz”, o último single de avanço do novo álbum A Bela Paranoia, que será editado no próximo dia 27 de março.
A canção chega acompanhada por um videoclip que encerra uma curta-metragem construída ao longo dos três singles que antecederam o disco, funcionando como o capítulo final de uma narrativa audiovisual que acompanhou a revelação deste novo trabalho. Filmado em Viseu pela produtora Toca do Lobo, o videoclip conta com realização de Pedro Vieira e Leonardo Outeiro, concluindo uma história visual inspirada nas tensões emocionais e nos universos interiores que atravessam o álbum.
O single “À Guerra, Não Há Paz” utiliza a metáfora da guerra para falar de relações marcadas por distância, palavras não ditas e conflitos emocionais profundos.
Fala daquele momento em que duas pessoas que já estiveram muito próximas passam a viver numa espécie de guerra fria emocional, onde há muito por dizer mas já não se sabe como.”
Pedro Vieira
Este lançamento abre caminho para A Bela Paranoia, o novo disco da Bela Noia, um trabalho que aprofunda o universo lírico e sonoro da banda. O disco aborda as tensões invisíveis que atravessam as relações humanas. Entre proximidade e distância, silêncio e confronto, as canções exploram o território instável onde convivem amor, memória e conflito.
“A Bela Paranoia nasce da tentativa de transformar inquietação em canções. É um disco sobre as pequenas guerras emocionais que atravessam as relações e sobre a dificuldade — às vezes, inevitável — de encontrar paz dentro delas”, afirma o grupo.
Mais do que um conjunto de canções, A Bela Paranoia desenha um universo narrativo onde cada tema revela uma nova face das pequenas guerras interiores que habitam em nós. Entre melancolia, energia e catarse, o disco propõe um retrato sensível da fragilidade das ligações humanas e da necessidade — por vezes, impossível — de encontrar paz no meio do ruído emocional.
O álbum conta com a participação do músico Edgar Valente e inclui também a presença de um quarteto de cordas em alguns temas, com arranjos de Leonardo Outeiro. A introdução destes elementos representou um desafio assumido pela banda e permitiu expandir a sua sonoridade, abrindo novas possibilidades expressivas dentro do universo musical do grupo.
“Este foi o primeiro disco que compusemos verdadeiramente como um coletivo. Levou tempo, mas sentimos que isso permitiu aprofundar as canções e encontrar uma identidade sonora mais clara.”
Pedro Vieira
Misturado por Nuxo Espinheira, com quem a banda já tinha trabalhado no primeiro disco, A Bela Paranoia surge após cerca de dois anos de silêncio editorial. O álbum foi desenvolvido ao longo desse período, num processo de criação demorado que permitiu maturar as ideias e consolidar a nova fase artística da banda.
O disco será apresentado ao vivo pela primeira vez no dia 27 de março, no Carmo’81, em Viseu, numa noite que assinala simultaneamente a estreia do álbum em palco e a sua data oficial de lançamento. O regresso da banda à sua cidade natal marca um momento simbólico para a apresentação deste novo capítulo. A apresentação ao vivo em Lisboa também já está confirmada para dia 10 de Abril no Tokyo Lisboa.










