Seu Jorge, The Other Side
Seu Jorge revela o projeto mais ambicioso da sua carreira internacional com The Other Side, uma obra de dimensão cinematográfica que começou a ganhar forma ainda em 2009. O álbum tem a produção de Mario Caldato Jr. e arranjos orquestrais de Miguel Atwood-Ferguson e expande a intimidade da voz e violão para um universo sonoro luxuoso e global. O trabalho conta ainda com colaborações de luxo como Marisa Monte, Beck e o coletivo Zap Mama.
Broken Social Scene, Remember the Humans (City Slang)
Nove anos após o seu último registo, os Broken Social Scene regressam com Remember the Humans, um álbum que transborda vitalidade e redescobre a fome criativa do coletivo. O disco conta novamente com a produção de David Newfeld, o responsável pelos clássicos You Forgot It in People e Broken Social Scene, assim como com as participações de Feist e Lisa Lobsinger.
Aldous Harding, Train On The Island (4AD)
A artista neozelandesa Aldous Harding reafirma a sua mestria narrativa em Train On The Island, o seu quinto longa-duração. O disco, produzido por John Parish, é um estudo de contrastes, onde os sons e as técnicas de produção servem de alicerce para vozes carregadas de emoção. É uma obra de uma abertura intensa e que nos convida a habitar um espaço de autoconsciência e beleza crua.
Cola, Cost Of Living Adjustment (Fire Talk)
Os Cola estão também de volta com Cost of Living Adjustment, um disco que troca a contenção minimalista dos registos anteriores por uma energia mais expansiva e abrasiva. O trio de Montreal mantém o esqueleto post-punk, mas injeta distorção, ritmos ansiosos e até aproximações ao shoegaze em temas como “Third Double”.
Lykke Li, The Afterparty (Neon Gold Records/Futures)
Lykke Li inaugura a sua “era existencial” com The Afterparty, o sexto álbum de estúdio que marca uma reinvenção profunda da artista sueca. Contrastando com o minimalismo lo-fi de EYEYE, este novo registo abraça arranjos mais complexos, para explorar o que Li define como o seu “eu inferior”. Em apenas 24 minutos, o disco atravessa sentimentos de vingança, vergonha e desespero com uma claridade implacável.
The Lemon Twigs, Look For Your Mind! (Captured Tracks)
Os irmãos Brian e Michael D’Addario apresentam Look For Your Mind!, um álbum que transborda o que há de mais vibrante na herança do power e retro-pop. O disco soa como um resgate de fitas perdidas dos Byrds ou de sessões esotéricas com Brian Wilson. Os Lemon Twigs continuam sem pejo para manter experiências psicadélicas, como por exemple o uso de fitas invertidas em “Your True Enemy”.
MUNA, Dancing On The Wall (Saddest Factory/Secretly)
Os MUNA apresentam o ambicioso Dancing On The Wall, o quarto álbum de estúdio que mantem o compromisso com a pop de sintetizadores e ritmos vivos. O disco equilibra momentos de euforia queer, como a vibrante “Eastside Girls”, com momentos de uma crueza política invulgar em “Big Stick”. Katie Gavin, Naomi McPherson e Josette Maskin tratam a música pop com a seriedade e o peso que o género merece.
Basement, Wired
Oito anos após o seu último registo, os Basement regressam com Wired, um álbum que equilibra a honestidade do seu passado com uma sabedoria emocional profunda. O disco atravessa terrenos inexplorados com a engenharia rítmica de James Fisher e as vozes mais astutas de Andrew Fisher. A banda consegue soar neste disco, tanto atmosférica como técnica, o que torna este regresso muito bem vindo.
The Jungle Giants, Experiencing Feelings Of Joy (Amplifire Music)
Os The Jungle Giants estão também de volta com o seu quinto álbum de estúdio, Experiencing Feelings of Joy, um registo intenso que funciona como uma espécie de festa indie-dance. O disco afasta-se da pop superficial para explorar a cura e a redescoberta da alegria através da vulnerabilidade. É um disco que nasceu de um hiato de cinco anos marcado por mudanças pessoais profundas.
Trêsporcento, Já Não Posso Ficar Aqui (Azáfama)
Os Trêsporcento regressam com Já Não Posso Ficar Aqui, o quarto álbum de originais que confronta a inevitável passagem do tempo ao mesmo tempo que regista a mutação profunda da cidade de Lisboa. Ao longo de dez canções, a banda navega entre a nostalgia, a negação e uma fúria necessária contra a resignação, refletindo sobre o desaparecimento de realidades que antes pareciam garantidas.
bonança, só
só, o álbum de estreia a solo de bonança, é uma coleção de dez canções que exploram a incerteza de quem procura o seu lugar no mundo. Composto ao longo de três anos, o disco mergulha na melancolia das rotinas e no desvanecer dos sonhos de infância, abordando a complexa dificuldade de “sentir-se uma pessoa normal”.
Chinese American Bear, Dim Sum & Then Some (Moshi Moshi)
Os Chinese American Bear lança Dim Sum & Then Some, um álbum que transborda o otimismo “sonhador e infantil” que se tornou a sua marca registada. O duo composto pelo casal Lingbo Anne Tong e Bryce Barsten, apresenta um disco que funde a formação clássica de Tong com a bagagem indie de Barsten, resultando numa pop psicadélica e viciante cantada em mandarim e inglês. Só por aqui já dá vontade de escutar.
Laurie Anderson with Sexmob, Let X=X (Nonesuch Records)
A artista multidisciplinar Laurie Anderson, uma das pioneiras mais audazes da cultura americana, une-se ao coletivo de jazz Sexmob em Let X=X. Este projeto oferece novas interpretações para canções que atravessam toda a sua carreira num resultado que é um espetáculo sensorial único, onde o experimentalismo eletrónico se cruza com a improvisação orgânica dos metais e percussão. É um disco ao vivo e sonoramente espetacular.
Neil Diamond, Wild At Heart (Capitol)
Neil Diamond encerra a trilogia de colaborações com o produtor Rick Rubin com Wild at Heart, um álbum que privilegia o minimalismo acústico em detrimento da sumptuosidade de outros tempos. Gravadas originalmente entre 2006 e 2007, estas dez faixas focam-se na essência da composição, com guitarras acústicas e pianos a emoldurarem uma voz que soa direta e honestamente desgastada.
Sans Merit, Trolley Polly (Knekelhuis)
O músico australiano Griffin James, radicado em Los Angeles, lança o seu segundo disco, Trolley Polly, um registo radiante e desarmante. O álbum oscila entre o ímpeto das guitarras distorcidas e a intimidade do neofolk acústico com episódios de shoegaze e passagens de post-punk. Sans Merit reflete sobre a fragilidade do mundo, o que resulta numa obra profundamente humana, viva nas suas contradições e silenciosamente reconfortante.
Sensible Soccers, Sensible Soccers Vs Mad Professor EP#1 Dub Versions (8mm Records)
Os Sensible Soccers cruzam caminhos com a lenda do dub em Sensible Soccers Vs Mad Professor EP#1 Dub Versions, uma colaboração que reinventa a hipnose melódica da banda portuguesa através das lentes de um mestre da mesa de mistura. Mad Professor desconstrói as sinfonias atmosféricas do coletivo, introduzindo ecos profundos, reverberações espaciais e uma exploração rítmica que expande as composições originais.











