Kevin Morby consolidou-se como um dos mais vitais contadores de histórias do indie rock americano contemporâneo. Com um percurso que passou pelas bandas Woods e The Babies antes de se lançar a solo em 2013, o músico de Kansas City construiu uma discografia prolífica que evoca os grandes nomes da tradição songwriter, como Bob Dylan e Leonard Cohen. A sua música é uma viagem por paisagens de nostalgia, espiritualidade e as vastas estradas da América, sempre guiada por uma voz que equilibra a fragilidade e a força.
O seu percurso atinge um novo marco a 15 de maio de 2026 com o lançamento de Little Wide Open. Produzido por Aaron Dessner (The National), este oitavo álbum de estúdio é descrito por Morby como o seu trabalho mais pessoal e vulnerável até à data, encerrando uma trilogia conceptual iniciada com Sundowner e This Is a Photograph. O disco, que conta com colaborações de nomes como Justin Vernon e Lucinda Williams, explora a impermanência e o movimento através de sonoridades que o próprio define como “nuas” e confessionais.
Para assinalar este lançamento e a sua nova digressão mundial, Kevin Morby aceitou o desafio de selecionar, em exclusivo para o Mente Cultural, cinco álbuns fundamentais para o seu universo. Numa escolha breve, o músico abre as portas das suas influências e daquilo que lhe ensinaram e também moldaram a sua sensibilidade artística.
1. Bob Dylan
Bringing It All Back Home (1965)
KM – Bringing It All Back Home showed me what writing from the subconscious and giving yourself no boundaries could do.
(PT- Bringing It All Back Home mostrou-me o que escrever a partir do subconsciente e não se impor limites pode fazer.)
2. The Velvet Underground & Nico
The Velvet Underground & Nico (1967)
KM – Velvet Underground & Nico did the same thing, but also put no limits on what the music could do, too, and colored entirely outside the box, while somehow still in it.
(PT- Velvet Underground & Nico fez o mesmo mas também não impôs limites ao que a música podia fazer, e saiu completamente da caixa, embora de alguma forma ainda estivesse dentro dela.)
3. Nina Simone
Silk & Soul (1967)
KM – Nina Simone‘s Silk and Soul showed me the power of a band helping raise singers energy.
(PT- O álbum Silk and Soul de Nina Simone mostrou-me o poder de uma banda em ajudar a elevar a energia do/a cantor/a.)
4. Pharaoh Sanders
Wisdom Through Music (1973)
KM – Pharaoh Sanders – “Love Is Everywhere”. The importance of capturing a feeling and holding onto it as long as you can.
(PT- A importância de captar um sentimento e agarrares-te a ele o máximo possível.)
5. Townes Van Zandt
Live at the Old Quarter, Houston (1977)
KM – The importance of space within songs, letting the spaces between the words do as much work as the words themselves.
(PT- A importância do espaço dentro das canções, permitindo que os espaços entre as palavras desempenhem um papel tão importante como as próprias palavras.)











