Festival Timbuktu regressa em 2026 com nova edição no BOTA Anjos, em Lisboa.

Redação Mente Cultural

Depois de uma primeira edição que afirmou o Festival Timbuktu como um novo espaço de encontro para a música sem fronteiras, o colectivo regressa agora para a sua segunda edição, marcada para os dias 19 e 20 de junho de 2026, no BOTA Anjos, em Lisboa.

Com um cartaz que espelha o espírito eclético e livre da Associação Cultural Timbuktu, o festival propõe duas noites onde o rock, o jazz, a pop e a música africana convivem naturalmente, sem rótulos ou divisões, celebrando a descoberta e a curiosidade artística. Mossy Slippy, Fushi, bbb hairdryer, Jery Bidan & Mbye Ebrima, Mazam e Rodrigo Correia compõem a programação desta edição, num alinhamento que reflete a identidade multifacetada do colectivo e o seu compromisso com uma programação contemporânea, ousada e transversal.

Fundada em 2023 e sediada no Estúdio Timbuktu, em Lisboa, a Associação Cultural Timbuktu tem vindo a afirmar-se como uma nova força cultural em Portugal, desenvolvendo uma plataforma artística que cruza programação musical, edição discográfica, educação, produção audiovisual e criação multimédia. Mais do que uma associação ou editora, a Timbuktu procura aproximar o público dos artistas através de conteúdos que revelam os processos criativos, os bastidores e as diferentes linguagens que compõem o universo artístico contemporâneo.

Ao longo dos últimos anos, a Timbuktu promoveu já mais de 50 concertos em espaços como Timbuktu, Passevite e So What, reunindo nomes incontornáveis como Mário Laginha, Kevin Hays, Maria João, Aaron Parks, Jorge Rossy, André Fernandes e João Paulo Esteves da Silva, entre muitos outros. Paralelamente, a Timbuktu Records soma já cerca de 20 edições discográficas, incluindo o mais recente disco a solo de Mário Laginha.

A dimensão educativa é igualmente central no projecto, através de iniciativas como o Timbuktu Summer Jazz Workshop, com mentoria de João Barradas, Ohad Talmor, Michael Formanek, John O’Gallagher e Motor, bem como masterclasses orientadas por músicos nacionais e internacionais. Já no estúdio Timbuktu têm sido gravados dezenas de discos e projectos de referência, como FOCA com Mário Laginha ou “Hades” de André Fernandes.

O futuro da Timbuktu passa agora pela expansão do projecto Timbuktu Itinerante, apoiado pela DGArtes, levando concertos a salas de maior dimensão e integrando artistas visuais e multimédia em experiências imersivas que cruzam som e imagem. O crescimento da Timbuktu Records, a continuação do Festival Timbuktu e o reforço das iniciativas educativas fazem também parte da visão do colectivo para os próximos anos.

O Festival Timbuktu afirma-se assim como extensão natural desta missão: criar espaços de encontro entre géneros, linguagens e públicos diferentes, sempre com a música no centro da experiência.

Os bilhetes para o Festival Timbuktu 2026 já se encontram disponíveis na BOL e no BOTA Anjos.

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