O primeiro momento desta nova fase aconteceu a 30 de janeiro, no Salão Brazil, em Coimbra, onde a banda apresentou ao vivo o álbum no dia do seu lançamento oficial.
Editado pela Lux Records no início do ano, Encarnação sucede a Antropocenas e afirma-se como um disco visceral e coletivo, centrado na fisicalidade do som e na relação viva entre os músicos. Pensado inicialmente como um projeto mais elaborado — sob o nome provisório Artes do Mato — o álbum evoluiu para uma obra direta e orgânica, assumidamente anti-Máquina e pró-Carne.
“Descobrimos que uma das formas de lidar com a precariedade é abraçá-la. O que dá muito mau activismo. Mas pode criar uma coisa mais perigosa que o activismo, e a música pode ser a liturgia dessa ideia”, refere a banda. Continuam a afirmar uma identidade singular: chamam-lhe Folclore Independente, ou Etno-novidades. As letras são desconfortáveis, cantam as aflições da carne, a morte dos que amam, a própria morte e a morte do mundo conhecido, mas também o amor e as suas imitações especiosas. Em palco, esta nova fase traduz-se num concerto intenso e imersivo, onde as composições do novo disco dialogam com temas de Antropocenas, reforçando a identidade coletiva da banda e a dimensão física da sua música.
A digressão dos Duques do Precariado arranca na primavera, com passagens por Odemira (24 de abril), Lisboa (25 de abril), Paredes de Coura (15 de maio) e Aveiro (18 de junho), seguindo depois para várias datas em julho — incluindo o Festival Músicas do Mundo, em Sines, a 23 de julho — e outras ainda por anunciar.
DATAS CONFIRMADAS
24 de abril — Odemira, Abril em Odemira
25 de abril — Lisboa, Casa Capitão
15 de maio — Paredes de Coura, Ciclo de Polinização
18 de junho — Aveiro, Novas Quintas — Teatro Aveirense
9 de julho — A anunciar
11 de julho — A anunciar
23 de julho — Sines, Festival Músicas do Mundo
24 de julho — A anunciar











