Malammore apresenta o álbum ‘Aurora’ ao vivo em novas versões.

Francisco Pereira

O artista lisboeta Malammore apresenta cinco temas do álbum 'Auror'a em versões acústicas e ao vivo inspirado no formato Tiny Desk

No início deste ano, Malammore, nome artístico de Sandro Feliciano, cantor, compositor e produtor natural de Lisboa, lançou o seu álbum de estreia, Aurora. Agora, o artista apresenta versões ao vivo de cinco temas do repertório. “Todas as versões têm um elemento acústico diferente do arranjo original. Foi um desafio, mas também uma descoberta de novas possibilidades dentro das mesmas músicas”, conta o músico que também trabalha como actor. Assista aqui.

No vídeo, realizado por Miguel Zego Cebola no estúdio Lisbon Sound Society – onde o álbum foi gravado –, Malammore é acompanhado por Bruno Gama (guitarras), Rafael Killian (baixo) e Benjamin Sulla (Dj). A produção musical está a cargo de No Icon (Rodrigo Fernandes). 

Com inspiração no formato Tiny Desk, com versões mais cruas e uma maior valorização da autenticidade, o músico apresenta NQQC, Musa, Olhar Assim, Tudo Passa e Aurora, o tema-título. As músicas integram um trabalho de carácter autobiográfico, que retrata a experiência de ser um jovem negro em Portugal, com uma sonoridade que cruza hip-hop, rap, trap e spoken word.

Malammore é o projeto musical de Sandro Feliciano, artista nascido em Lisboa em 2005. Filho biológico de pais desconhecidos até hoje, viveu os primeiros anos sob a tutela do Estado, até ser adotado em 2008 — um marco decisivo na sua identidade. Cresceu entre o Forte da Casa e a Póvoa de Santa Iria, onde encontrou na arte um espaço de pertencimento  e reconstrução pessoal.

Iniciado no teatro aos sete anos, o artista integrou o Grémio Dramático Povoense até os catorze, seguindo depois para a Escola Profissional de Teatro de Cascais. Aos dezesseis, foi selecionado para a peça Casa Portuguesa, encenada por Pedro Penim no Teatro Nacional D. Maria II, onde fez a sua estreia num dos palcos centrais da cena portuguesa. 

O teatro consolidou-se como um eixo da sua formação artística, sempre em diálogo com a escrita, que o acompanha desde a infância. Começou com pequenos textos e poemas influenciados por Fernando Pessoa, evoluiu para exercícios de autoconhecimento e, a partir dos dez anos, tornou-se uma prática contínua. Aos catorze, essas palavras passaram a ser musicadas, dando origem ao universo onde poesia e som se encontram em Malammore.

O primeiro passo oficial do projeto aconteceu em agosto de 2024, com o single Dia 26, seguido por NQQC, Rating Bull e Tudo Passa em 2025. Esses lançamentos anunciaram o caminho até Aurora, o primeiro álbum autoral de Malammore.

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