“Is This Thing On?”: Entre o divórcio e o stand-up

No seu terceiro filme como realizador, Bradley Cooper afasta-se do protagonismo e entrega a história a Will Arnett e Laura Dern. O resultado é um retrato de divórcio, reinvenção e da tentativa de encontrar uma nova voz quando a vida muda de direção.

“Wuthering Heights”: o clássico em combustão estética

Há histórias que sobrevivem intactas ao tempo. E há outras que só fazem sentido quando alguém tem a coragem de as partir e ver o que ainda sangra. Este Wuthering Heights não quer ser fiel — quer ser verdadeiro, mesmo que isso implique perder-se no nevoeiro emocional que o próprio criou.

“The Voice of Hind Rajab”: ouvir até ao desconforto total

Nomeado para Melhor Filme Internacional, tornou-se uma das grandes sensações do ano: não por recorrer ao choque gratuito, mas precisamente pelo contrário: pela contenção e pelo peso ético daquilo que escolhe mostrar — e, sobretudo, fazer ouvir.

Hamnet: de obra infilmável a fenómeno emocional

Sai-se da sala devagar, como quem acabou de assistir a um velório coletivo. Há gente de olhos vermelhos, gente em silêncio absoluto e que não consegue comentar o que acabou de ver. Hamnet provoca esse efeito raro, e é um dos filmes mais nomeados do ano.

“Sentimental Value”, ou como o passado nunca fica arrumado

Estreado em competição em Cannes e rapidamente apontado como um dos filmes do ano, Sentimental Value chega aos Óscares com nove nomeações e um consenso raro em torno do cinema de Joachim Trier, cada vez mais confortável entre o circuito europeu e a temporada de prémios americana.

“Marty Supreme”: jogar para ganhar, custe o que custar

Com nomeações aos Óscares, uma vitória de Timothée Chalamet nos Globos de Ouro e uma série de prémios que o colocam na pole position para Melhor Ator, Marty Supreme chega como um dos filmes mais falados do ano. Um retrato nervoso e acelerado de um anti-herói impossível de ignorar, à imagem do cinema dos irmãos Safdie.

“Heated Rivalry”: um fenómeno inesperado

Produzida em tempo recorde, com baixo orçamento e sem grandes expetativas, Heated Rivalry passou de série canadiana discreta a fenómeno global depois de ser comprada pela HBO.

“Pluribus”: consenso é o novo vírus

Depois de anos a ser injustamente ignorada, Rhea Seehorn encontra finalmente uma personagem à sua medida. Pluribus é lenta, desconfortável e pouco interessada em agradar — tal como a sua protagonista.

Os Melhores Filmes de 2025

Esta é a escolha Mente Cultural para as 15 melhores longa-metragens do ano, uma escolha de Eduard Marino.

Hollywood já está em modo contagem decrescente.

A temporada de prémios ganhou hoje um novo capítulo com o anúncio das nomeações aos Golden Globes. Entre surpresas, reparações tardias e uma ou outra omissão barulhenta, as listas deste ano voltam a provar que os Globos são aquele caos organizado que lança a corrida aos Óscares.

“Beast in Me”: o perigo mora ao lado

Uma escritora marcada pela tragédia vê a sua vida abalada pela chegada de um vizinho misterioso. Beast in Me é um thriller psicológico de tensão lenta, sustentado pelas interpretações de Claire Danes e Matthew Rhys.

Rosalía – LUX (2025)

Desde o primeiro som, LUX instala-se no corpo como um arrepio. Ao quarto álbum, Rosalía deixa de ser estrela pop para se tornar fenómeno quase espiritual.

Edward Berger perde a mão em “Ballad of a Small Player”

No brilho decadente dos casinos de Macau, Colin Farrell dá corpo a um jogador à beira do colapso. Em Ballad of a Small Player, Edward Berger troca a glória pela ruína — e nem o talento do elenco consegue cobrir as dívidas da história.

“Task”: uma série que confia na inteligência de quem a vê

Do criador de Mare of Easttown chega Task, um drama policial que se recusa a seguir fórmulas fáceis. Uma história densa, de ritmo contido e personagens cheias de sombra, que confirma o autor como um dos melhores contadores de histórias da televisão atual.

Lola Young – I’m Only F**king Myself (2025)

Irreverente, intensa e emocionalmente sem filtros, Lola Young confirma no novo álbum porque é vista como a next big thing da música britânica. Um disco cru, honesto e viciante, onde o desassossego da sua geração encontra uma voz feroz e lúcida.

Wolf Alice – The Clearing (2025)

De regresso com “The Clearing”, os Wolf Alice trocaram a fúria das guitarras por um mergulho vintage nos anos 70. Estranha-se ao início, mas depressa se percebe que este é um disco que se entranha, daqueles que crescem a cada audição.

“Together”: uma fusão física que arrepia

Alison Brie e Dave Franco, casal na vida real, levam a codependência ao extremo num body horror intimista. Sob a direção de Michael Shanks, o filme bebe de David Cronenberg e dialoga com o contemporâneo “The Substance”.

Amaarae – Black Star (2025)

A artista ganesa-americana confirma que não está aqui para jogar pelo seguro: “Black Star” é puro groove, irreverência e uma masterclass de como misturar géneros sem perder identidade.

“Avatar: Fogo e Cinzas” ganha primeiro trailer

O terceiro capítulo de “Avatar” já tem data marcada: 18 de dezembro de 2025. “Fogo e Cinzas” traz James Cameron de volta ao leme de uma saga que ainda quer mostrar que é muito mais do que efeitos especiais e números de bilheteira.

Live Aid: quando ainda acreditávamos que o mundo podia mudar com música

O Live Aid não foi só o maior concerto de sempre — foi talvez o último grande momento em que o mundo acreditou, genuinamente, que se podia unir por uma causa. “Live Aid at 40: When Rock ’n’ Roll Took on the World”, da BBC, prova que esse mundo existiu — e faz-nos perguntar o que perdemos desde então.

Wet Leg – Moisturizer (2025)

Crítica: O segundo álbum costuma ser o bicho-papão das bandas que rebentam à primeira. Mas as Wet Leg, em vez de se enredarem nisso, deram um passo em frente: abriram a formação, cresceram em som e fizeram um disco ainda melhor.

100 filmes, 25 anos: o melhor cinema deste século segundo o NYT

O The New York Times resolveu atirar gasolina para a fogueira cinéfila e publicou uma lista dos 100 melhores filmes do milénio (sim, do ano 2000 até agora). A curadoria foi democrática: votaram 500 profissionais da indústria, que puseram no trono o sul-coreano “Parasite”.

Biopic de Springsteen já tem trailer

Gravado sozinho no quarto, Nebraska é o álbum mais cru e íntimo de Springsteen — um marco emocional transformado agora em filme. Deliver Me From Nowhere revisita esse momento sombrio e decisivo na vida do Boss.

Trainwreck: The Astroworld Tragedy – uma tragédia anunciada

Era para ser uma grande festa, mas acabou por ficar marcada por uma tragédia evitável. “Trainwreck: The Astroworld Tragedy” mostra como tudo correu mal no festival de Travis Scott — e porque é que o entretenimento, às vezes, pode ter um preço demasiado alto.

Stories of Surrender: Bono no confessionário

Com palavras, música e uma boa dose de irreverência, Bono despe o estrelato e veste a alma de contador de histórias, revelando experiências que o moldaram como filho, pai, marido, ativista e vocalista dos U2.

Rir com rugas: Hacks volta à carga

Na quarta temporada de Hacks, o humor continua a ser a ferramenta e o campo de batalha de duas mulheres em tempos (e idades) diferentes. A série mantém o ritmo afiado e confirma porque continua a conquistar os Emmys.

The Rehearsal: Temporada 2 – Aterrar o impossível

The Rehearsal continua a desafiar os limites da televisão entre ficção, realidade e performance. Nathan Fielder tenta evitar desastres aéreos — e emocionais — através de ensaios cada vez mais absurdos.

Becoming Led Zeppelin: o som que mudou tudo

O novo documentário sobre os Led Zeppelin foca-se nos primeiros passos da banda que revolucionou o rock.
Há imagens raras, vozes antigas e muito contexto — mas fica muito por contar.